No auto falante rebocamos ao som de The Who - My Generation, à pedido de meu piá.
Na tribal do "largato" ao lado ele foi totalmente conveniente, dando uma aparência de que se trata do próprio esqueleto do ressecado réptil.
Coisas como essa e outras tantas que nossa imaginação pode criar, foram descobertas depois da invenção do super versátil Plastisol, esta tinta permite-nos efeitos incríveis.
Porém, para manipulá-la também é preciso equipamento adequado. Na amostra do vídeo, fiz improvisadamente com soprador térmico, o correto seria com Flash Cure e estufa polimerizadora, tais equipamentos propiciam ao serígrafo, facilidade na demanda de impressões em maiores escalas.
Agora, uma meia dúzia de estampinhas podemos mandar bronca com o soprador mesmo, tomando muito cuidado pra curar devidamente a tinta sem queimar a peça ou a própria tinta, isso sim é o grande desafio.
Outro cuidado que devemos ter é com a inalação da fumaça que sai na hora da cura.
Sobre o efeito, uns chamam de "puxadinho", outros "textura de reboco", na verdade ele foi sempre um defeito acidental de um serígrafo desatento que levantou a tela com tinta sobre a estampa e gostou do resultado... Pra fazê-lo necessitamos apenas de uma tinta plastisol bem diluida, numa tela bem aberta, entre 32 e 44 fios... Podemos incluir também um segundo tom sobre o desenho, ou até mesmo podemos misturar este com outros estilos, tudo depende da composição da obra e do bom senso do criador, pois como esse efeito é bem pesado e pouco discreto pode finalizar-se facilmente como péssimo gosto.

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