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Policromia







É o processo mais usado na silk screem para reproduzir imagens e fotografias coloridas...
Utilizando este método as vezes consigo confeccionar estampas muito interessantes, como posso demonstrar nas fotos e vídeos abaixo.

Estampa em algodão.

-Utilizo as tintas CYMK tecitec (base d'água) e tenho obtido um bom resultado...
-Matriz com Nylon 90 fios amarelo.
-Emulsão HB Decafilm PA (Diazo)
-Rodo Chanfrado
-Revelo a matriz em holofote halógeno de 500W (12 min)

E Agora vou te dar um conselho pra fazer uma boa cromia em tecido escuro que "TENHO CERTEZA" que muita gente discorda *.. mas vai lá...

De trez "mãos" de fundo "prele" ficar bem branco (Com as devidas pré-secagens)
Não utilize nylon muito aberto não... Use um 77 fios... pois não deixa aquele grosseiro "Take" que mais parece um coletinho a prova de balas...
Cure bem... O ideal é berço térmico.. Mas com soprador ou mesmo secador vai dar...

De uma passada do "Iélou".. Seque... de um repique do iélou...
De uma passada do cyan .. Seque... de um repique do cyan...
De uma passada do magenta.. Seque... de um repique do magenta...
De uma passada do "bréque".. Seque... de um repique do "bréque"



















Nas fotos alguns exemplos de policromia que fiz em tecido escuro.


Outra dica que dou seria que capriche bastante no registro...
Use emulsão de boa qualidade se quiser receber elogios pelo seu trabalho, fuja de gambiarras como cola cascolar pigmentada...
Tenha em mãos uma arte final bem impressa, passada no "bafon" do thinner pra ficar bem opaca... Com 45... 60... 75 LPI... Dependendo da sua escolha e dominio na revelação...








exemplos de policromia que fiz em tecido branco


Já no tecido branco não é necessário repique, uma boa passada já basta.



No vídeo estampo uma santa E um "Jisuis"



Making Anarchy... Vídeo onde estampei uma bandeira usando a técnica de policromia...

* Praticamente 100% dos profissionais em serigrafia afirmam que em cromia não se dá repique. concordo em partes com isso... Desde que estejamos imprimindo em tecido branco... Em tecidos onde há a necessidade de um fundo branco, eu acho o repique essencial para que as cores fiquem bem vivas (USO POLIESTER 90 FIOS)...









No desenho acima por exemplo, dei a primeira passada com o magenta (logo após o fundo obviamente) pois o desenho é predominantemente vermelho... Logo após... Sigo com a sequencia que uso de costume...

Ps. O desenho é de um famoso time de futebol mas eu não torço pra nenhum... Estampo de Jesus Cristo à Satanás sem preconceito.. Hehe!

Hidrometálica!












No exemplo acima utilizei a tinta Hidrometálica nas tonalidades Vermelho e Prata pigmentadas (tinta incolor com pigmento comum).
A Ouro eu prefiro comprar pronta...

O malha da tela é ideal que seja bem aberta 32, 44, 55 fios!! Para que não haja entupimento, fato comum já que esta tinta seca bem rápido na tela, principalmente em dias secos, por conta de sua composição com um micro pó metálico... Eu pessoalmente utilizo gel retardador na diluição...

Ela tem uma ótima cobertura, boa elasticidade, acabamento bem liso e perolizado...
Não necessita de fundo branco, porém, se este for previamente impresso, notei que proporciona mais brilho ainda na estampa...

É uma boa e simples opção para estampas com brilho diferenciadas, pois tem a praticidade da tinta base d'água... Embora obviamente seu acabamento não se iguale ao do Plastisol nem do Foil...

Registro!



Al sonido de "Nunca fui muy popular", de los Quebraditos (BSAS-Argentina)...

Entre várias dúvidas que tenho visto na galera curiosa à respeito de serigrafia é sobre o registro de várias cores... Então resolvi fazer este pequeno vídeo, muito tosco concordo, demonstrando a sequência mais fácil e eficaz de se marcar um registro na tela...

Os "dezmandamentos" do registro (huahua):

1- Prepare a arte final com as devidas separações e com as cruzetas para marcação.
2- Cole uma delas no berço/mesa na posição melhor localizada para a estampa, se preciso marque o centro com uma régua.
3- Pegue a primeira tela, encaixe-a no berço e marque-a com uma caneta nas cruzetas...
4- Repita com as outras telas/cores que serão usadas...
5- Com um durex transparente cole as artes nas telas marcadas.
6- Grave/revele as telas...
7- Seque-as, retóque-as
8- Acerte mais afinadamente o registro pelas chavetas, para maior precisão do registro... (Uma boa maneira é colando novamente uma das artes na tela com durex, coincidindo a cruzeta da arte com a revelada na tela... Com isso encaixe a tela no berço, transfira a arte pra mesa... e use novamente esta base para coincidir as cruzetas das outras cores...)
9- Isole as cruzetas das telas...
10- Estampe.

Corrigindo o erro do "Dezáiner"!!!

Em raras ocasiões serigrafia deixa de ser comunicação.
Em todas as outras necessitamos tomar uma atenção muito especial no que estamos estampando. Um erro de digitação, ortográfico, etc... As vezes poderá comprometer todo o resultado do trabalho...
Porém, se ruim é fazer a cagada, pior é não poder consertá-la... No exemplo/vídeo abaixo demonstro uma gambiarra que fiz para poder sanar com o erro de digitação que passou despercebido pelo "melhor" amigo do "serigrafeuta"... *O "dezáiner"!!!!



Ao som de MTV get of the air, dos americanos Deak Kennedys... Felizmente e finalmente o pequeno detalhe teve uma solução... Confesso que jamais encontraria o tal erro, pois serígrafo com especialização em hebraico já é demais...


*Aquele que nos enlouquece enviando arquivos jpg com 72 lpi...
Layouts toscos que temos que arduamente redesenhar inteiramente (e desnecessariamente, se não fosse pelo nosso amigo acima citado)...
Aquele que "se esquece" de salvar a fonte ou simplesmente num "ctrl Q" no CorelDraw quebrá-la em curvas... Achando que todo PC tem as mesmas "letrinhas"...
Aquele que diz que o Pantone da paleta no monitor de cristal líquido supercalibrado dele está certo e que o do guia Pantone internacional está desbotado...
Aquele que faz uma "linda" criação no WordArt insere um gif animado e pergunta se não dá pra gravar tudo em uma só tela...
O grande desenvolvedor e inovador de idéias, que no auge extasiado de sua criatividade deseja "uma unidade de camiseta" com cinco cores na frente, três nas costas duas na manga e uma policromia na barrinha...
Pensa que pra se estampar um desenho numa camiseta branca, e depois o mesmo na preta basta mudar a cor da tinta, mesmo ficando ele "em negativo"...
Manda o arquivo em PDF e pergunta porquê não dá pra abrir no CorelDraw...
-Como assim salvar em versão 12 ou anterior, não é tudo corel???
-Se eu te mandar o "desenho" as onze da manhã, lá pelas duas da tarde já tem pelo menos umas duzentas camisetas prontas???
Fala que o desenho (assimétrico) tem que ter 20 cm, mas não especifica se é de altura ou de largura...
Ou pior, quer que o seu site "www.dezainer.prof.utopia" seja estampado nas costas de um babylook com 20 cm de altura por 10 de largura...
...E Ainda pede pra por na nota os "déiz" por cento da agência!

United Colours of Yarru!

Na  Serigrafia seja com pigmento ou misturando cores prontas... Sempre temos que dar uma de colorista pra acharmos uma tonalidade em especial. Talvez este pequeno guia ajude o colega que inicia na área à tentar encontrar a cor desejada.. Sempre lembrando que se devem respeitar as proporções máximas de pigmento recomendadas pelo fabricante e normalmente indicadas na embalagem do tal. O excesso corre o risco de não fixar... Migrar para o tecido...
Procure sempre que possível trabalhar com produtos de primeira qualidade e dentro do prazo de validade.
Evite misturar tintas de marcas diferentes, mas como isso não é regra e sim apenas um cuidado prático para evitar incompatibilidade na formulação... Acaso forem misturadas, faça preferencialmente doses pequenas para que não hajam sobras...
Tintas de tipos diferentes nem pensar né? Não vai querer misturar vinílica com puff... Plastisol com base d'água... UV com esmalte de unha... Hehe! É a mesma coisa que misturar seu almoço com refrigerante antes de comer alegando que vai tudo pro mesmo buraco... Não há possibilidade não é mesmo?
Algumas tintas base água são miscíveis entre sí, dá pra meter mix no clear..  Perolado... Etc... Por sua conta e risco obviamente... Qualquer coisa se der M eu tiro meu corpo fora... Huahua!

Uma dica que posso lhe dar na hora de misturar é testar em pequenas quantidades pra não correr o risco de peidar na tinta... Comece misturando com a ponta do dedo num pedaço de papel branco até achar o tom... Quando no pote, vá acrescentando a segunda cor em quantidades bem pequenas...
E boa sorte!!!
    Acabou a tinta no meio do serviço? Relaxe e improvise... Pantone de pobre by Yarru!

Molhado sobre molhado!

Estampei a bandeira brasileira com uma policromia de praxe...

-Vantagens: Funciona bem com policromia, rapidez, economia (energia e tempo) e as cores se "fundem" melhor...

-Desvantagens: Não dá pra usar com fundos escuros, dependendo do desenho tem que se limpar as costas da tela eventualmente.



No vídeo dou uma serigrafada com "molhado sobre molhado"... No áudio I Wanna Hold Your Hand dos "Bítols" numa versão punk...











Comparativo do resultado final com pré secagem e molhado sobre molhado...

Degradê!









Amostra serigrafada que fiz usando o efeito degradê com mistura de tintas..
.

Definição Degradê: é uma sequência de tons contínuos, podendo ser limitado ou ilimitado. Significa o mesmo que gradiente (tipo aquela marca de eletrodomésticos, hehe).
Na serigrafia temos o degradê reticulado (abaixo), que é usado em processos de impressão de policromia...

E também um já antigo método que demonstro nas imagens acima, de misturar duas ou mais cores diferentes na mesma tela. É bem simples, mas requer atenção e treinamento.

Primeiramente dei um fundo branco com dois repiques.
Depois é só colocar tinta vermelha na parte direita da tela e tinta amarela na parte esquerda, misturá-las um pouco no meio e passar o rodo (sempre na mesma direção e com cuidado).

Com algumas passadas chega-se na tonalidade de degradê que desejamos.



Exemplo de uma imagem degradê que fiz com arte final reticulada... (Policromia)


























Degradê com retícula, esse saiu bem caprichado, pra manter os detalhes foi dada a sequencia...
-Duas mãos de branco (fundo)
-Azul marinho( traços)
-Preto
-Prata hidrometálica
-Azul claro (reticulado)
-Azul marinho (reticulado)
-Branco (detalhe do desenho)

Deserigrafando o se7e!


Silking my Religion!!!

-Tem jeito de pegar uma camiseta já estampada e apagar toda a estampa???
R. Tem sim...Obviamente! O modo mais fácil demonstro no vídeo auto-instrutivo acima.

Puff!









Demonstração simples que fiz com puff. Apenas uma cor, três repiques.
O substrato é moletom... A pré-secagem intermediária e a expanção foi feita com soprador térmico.

A tinta Puff caracteriza-se pelo relevo após ser submetida ao calor (estufa, soprador térmico, secador de cabelo, ferro de passar), proporcionando um acabamento fosco e acetinado.
Também rola de fazer transfer com puff imprimindo espelhado num papel (liner) específico...


Porém durante a sua termo-expanção podemos notar dois detalhes:
-tende a criar o relevo um pouco irregular... Mas dependendo da composição fica muito bonito...(Já ví uns trabalhos com puff muito bons mesmo).
-Sua coloração fica mais fraca e apagada; dependendo do acabamento que o serígrafo quiser, necessitará uma passada de tinta clear por cima do puff... Fortalecendo o tom desejado...

Policromia com fundo!



"Policromiando" um leão ao som de "Prince Buster & The Maytals"- Jamaica Ska (Dog War)

Não há muito segredo em estamparmos com fundo branco, mas em desenhos com cores muito sólidas, como é o caso da composição acima, a matriz tem que estar muito bem revelada...

O Amarelo e o preto até que não dão muito problema, porém, caso o Cyan ou principalmente o Magenta se não estiverem com as retículas muito bem definidas deixam uma falha notoriamente evidente.

Relevo+Cromia+Silicone!















Em muitas publicações do ramo serigráfico tenho lido sobre uma futura tendência que irá praticamente abolir com o uso do plastisol... Principalmente os trabalhos com relevo que "cairão de moda".
Os especialistas apostam que o mercado da moda e confecção entrará numa fase onde as espampas preferidas pelos estilistas e consequentemente pelos consumidores serão as de toque mais macio e sutil (toque zero principalmente além de: devorê, corrosão, etc)...

Eu prefiro não opinar sobre esta previsão, sei que o plastisol chegou à quase uma década pra ficar... Renovando com a milenar serigrafia... E sei também que ele continua fazendo a sua parte nos detalhes que chamam realmente muito a atenção do cliente, efeitos obrigatórios no Surf/Street/SportWear.

Na amostra acima reproduzi o efeito Relevo+Cromia+Silicone de acordo com o que foi requisitado pelo cliente... Com certeza fica um acabamento bem bonito e chamativo, talvéz exagerado... Pois fica um verdadeiro coletinho a prova de balas.

Na prática:
-6 repiques de plastisol relevo base branco com matriz de nylon 55 fios garantiram um relevo bem alto e liso... Depois de devidamente curado este foi o fundo pra policromia.
-Uma passada na sequencia Amarelo/cyan/magenta & black (base agua) com um reforço extra na cor predominante (magenta), decoraram o alto relevo.
-6 repiques de plastisol gel incolor (silicone) finalizaram emborrachando com a interessante obra.
Um curioso que viu a amostra duvidou que foi feito em serigrafia, pois se nota que certamente ficou bem exótico.

Efeito Pontilhado!

Na maioria das vezes os desenhistas criam artes que por sí só possuem o seu belo impacto visual... Porém eventualmente podemos acrescentar um detalhe, um diferencial... Para tentar destacar o trabalho no vasto mercado... e também para agregar valor à peça... Esta é a tese...

Na prática, partindo deste pensamento acrescentei umas simples bolinhas nesta estampa da banda Novayorquina de PunkRock BubbleGum Ramones... fiz apenas 2 peças... Uma pra mim e outra para presentear uma amiga.


O som de fundo é da banda ramoníaca Argentina Quebraditos - Yo solo quiero ser un ramone...

-Camiseta 100% algodão fio 30 penteada preta.
-Puxadores de cantos retos com 70 shores p/ uma boa definição
-Com a matriz do desenho em negativo dei três repiques de branco super ecoline, a tela foi uma de 90 fios que obviamente não é indicada por facilitar entupimentos, usei-a para simular um efeito "toque zero", sem o take áspero que é comum da tinta mix.
-Após estampei as bolinhas que caracterizam pontilhado com tinta plastigel escarlate... Usando matriz 32 fios com emulsão relevo. Foram dados cerca de 5 repiques para atingir uma boa altura...
-A cura intermediária e final foi dada com soprador térmico.
-O resultado é este efeito tridimencional bem diferente e interessante.



Dry Fit® or not Dry fit!


O Dry Fit é um tecido sintético especial com poliester tratado que tem como caracteristicas o fato de ser leve, flexível confortável e respirável (absorve totalmente o suor). Portanto, é ideal para praticantes de esportes.
Camisetas de tecido sintético tem vantagens notórias, secam mais rápido, não amassam, não desbotam nem sofrem ataque de traças. Por outro lado não podem chegar perto de faísca ou brasa que derretem, e claro, o desodorante continua indispensável pois o tecido sintético retém odor mais facilmente.
Segundo usuários, existem tecidos dry-fit que não tem uma funcionalidade devida, ficam fedendo ou absorvem o cheiro do desodorante. Isso pode ser porque as camisetas mais baratas são feitas com tecidos "chineses" de segunda linha, que nem sempre funcionam... Apenas tendo a característica visual do dry... Que é uma forma de fabricação.
Existe também o tecido bacteriostatico (antibacteriano).
Os tecidos da linha DRY não devem ser lavados com amaciantes, pois ele bloqueia a tecnologia de absorção de suor.

Dry fit em resumo é um conceito utilizado para definir o tecido feito com poliamida e elastano, ou seja, o Supplex que, devido a sua estrutura e a titulagem do fio, proporciona um conforto propício para peças de esporte que exigem uma alta capacidade de transpiração. A peça com o conceito Dry Fit, possui o tecido com capacidade de tirar a umidade do corpo e transportá-lo para fora do tecido. Dry fit significa em inglês Caimento seco, justificando assim seu benefício.

Para Impressão serigráfica no Dry Fit:
O processo de gravação e impressão é o mesmo da serigrafia utilizada em algodão ou poliviscose...Porém, como estamos estampando em um tecido sintético, temos que usar tinta para tecidos sintéticos, usando tinta base d'água normal, corremos o risco da estampa não fixar-se devidamente... De repente na segunda lavada lá se vai com todo o saudoso desenho...
Bem, a tinta apropriada infiltrará (sem deixar falhas nos furinhos que caracterizam o dry fit) e fixará melhor no tecido.
Alguns outros cuidados que devemos prestar atenção podem definir se a impressão ficará boa ou se só nos dará trabalho e dor de cabeça... Por exemplo:
-Se formos usar fundo com repique, a tinta passa direto pelo fino tecido e, se marcar cola-o na mesa... Então na hora de retirá-lo, pode até sair a cola da mesa na parte interna da camiseta...
-Essa P*r%@ de tecido praticamente ignora a existência da cola permanente... Devemos passar bastante cola na mesa pra garantir que o substrato não descole e comprometa o registro...
-A limpeza constante do berço também não pode ser descartada, pois apesar dele não deixar resíduos de "fiapos" como o algodão... A tinta excedente que fica na mesa prejudica também a adesão do dryfit...

O processso de sublimação, onde se é primeiramente impresso espelhado em um liner especial temporário e após, através de uma prensa térmica transferido ao dry fit... Pode ser uma alternativa mais viável que a serigrafia convencional, porém como não domino a técnica minha opinião sobre sublimação é quase nula...



DryFit impresso com tinta para tecido comum.
Etimologia: Dry-seco fit-fitness

Morcetes & Macetes!





Ao lindo som caóticoriental quase instrumental 5,6,7,8s de 5,6,7,8s que "ilustrou" a trilha sonora de killBill!

Para fazer 130 camisetas... Cada uma com um número de dois dígitos atrás... Tive que usar um pouco do que resta da massa pulsante que aloja-se em minha caixola craniana...
-Números de 0 à 9 são praticamente "telas residentes" em qualquer oficina serigráfica...
-Poliéster 44 fios evita entupimento e dá uma ótima cobertura...
Mas pra agilizar a estampagem renovei o conceito serigráfico registrando com 2 morcetes... Hehe!

Sniffing Glue!

Sempre tenho o péssimo hábito de cometer gafes de todos os tipos...
Já "apaguei o charuto" de todas as maneiras, desde as clássicas até as mais inusitadas... Na última não foi tão diferente...

Eu precisava estampar umas camisetas com tinta verde... Peguei um pote que estava esquecido na prateleira já há uns bons dois ou duzentos meses... Mais ou menos... E coloquei a tinta sobre a tela...
Cara! notei prontamente que os micro organismos decompositores de tinta fizeram dedicadamente seu trabalho sujo... A tinta estava incrivelmente fedida... E aquele "mau" odor(assim com "u" mesmo) invadiu meu sistema respiratório da narina até o último alvéolo pulmonar...
Enquanto eu tomava fôlego antes de retirar da tela aquela tinta flatulenta e voltar para o insalubre trabalho acontece o menos previsível acaso...
Me entra no meu setor um cara... Que há alguns bons anos atrás também havia trabalhado de serígrafo... E falando alegre e saltitante do quanto sentia saudades do "cheiro de Mix" me dá uma enorme, eu disse enorrrrme INALADA na tinta que borbulhava quase viva na tela...
Eu sinceramente não sei dizer se me escondia de vergonha ou se dava risada da expressão facial do sujeito, que arregalava todos os orifícios possíveis, pelo menos os visíveis...


Mais podre que isso só o "Rot Dog" com "Érre" da esquina do terminal Fazendinha...

O que pôde provavelmente estragar com todo este pote de tinta serigráfica foi o diluente que colocaram nela, no caso água de torneira, que segundo um fornecedor, possui cloro, incompatível com a formulação... O mau cheiro é ocasionado pela formação de fungos, que provocam a decomposição da tinta.

Outra coisa que pode estragar com a tinta é a mistura entre duas marcas diferentes... Por melhor qualidade que tenham... Pode existir incompatibilidade entre si...

No caso da tinta à base de água o ideal é que não seja diluída, fato obviamente inevitável. então se possível que se utilize água destilada, sem cloro... Existe também o gel retardador que por custar mais caro que a água pode ser inviável...
Para armazenamento depois do seu uso, limpe a borda da lata com um pano, recoloque a tampa e pressione bem para fechar.
Se eu tivesse tomado esses cuidados, não teria eliminado com este infeliz concorrente do ramo serigráfico... Pois pessoal! lhes garanto que esse nosso colega vai demorar uns bons séculos para sentir novamente saudades do adorável "cheiro de Mix"...

I love beer!

Estampa feita no dia mundial sem carro... Como vamos todos trabalhar usando meios de transporte alternativos não precisamos respeitar a lei seca, não é mesmo???  Estampo uma camiseta... Abro uma cerveja... Dou um gole na gelada e sigo estampando... Cubro de tinta a tela e já na segunda ou quinta cerveja me encontro... Mexo o caneco de cerveja com a espátula suja de tinta e dou um gole no magenta num repentino engano... Já estão querendo é me internar nos "Serigrafeutas anônimos"...


Nas caixas o som ska punk de Los Estrambóticos - La cerveza y el dolor

Na prática:
Tinta base água
-Fundo branco com dois repiques bem forçados (matriz 77 fios)
-Dois repiques de cada cor da cromia (matriz 90 fios/60LPI) com um detalhe de ter trocado o amarelo comum por um amarelo flúor (clear) só pra ver o que ia acontecer... O preto foi só uma passada... Todos os repiques tiveram uma pré cura intermediária.
Plastisol
-Uns vários repiques de Silicone (gel super cristal) pra dar um efeito de molhado nas gotas da gelada tampinha da cerveja vinda dos Paises Baixos...

O resto  eun não leinbro afinlAL EU  BeBU pa esqecer ... ti conmdsidero pa carambda... Mimpresta um valeei trasnporti...

Do You Believe in Miracles?


Ao som "Ramoníaco" dos Zumbis do Espaço.

Esta serigrafia foi feita à partir de uma amostra impressa totalmente tosca, desbotada e pasmem... até fedida!
Vasculhei
inutilmente a net atrás da imagem deste cão... Achei o cão chupando manga... O cão que butô pá nóis bebê! Mas nada do PitBull de "touca"...
Pela árdua insistência do cliente, escaneei a velha camiseta, equalizei a foto, troquei a cor da boina azul por preto... E fiz a policromia...
O resultado com notória melhoria me deixou realmente surpreso.

Marcando toca!

No berço corrido são necessárias as marcações pra registrar com peças de tamanhos variados... Pra isso a maneira mais prática é com uma tela e uma caneta mesmo...
Depois de registrar a primeira peça no primeiro berço, podemos transferir a marcação para uma tela velha... Esticada com Voal... E com ela ir marcando berço à berço...
"Descomplicadamentíssimamente"!



Ao som de Yellow Machinegun... Again... Três discretas garotas do Japão que fazem um inacreditável Noise na fita Demo...

Algumas dicas para uma boa impressão!

-Tela bem retocada, sem buracos surpresa...
-Rodo bem afiado, em bom estado, de preferência novo...
-Na passada do rodo deve-se prestar atenção na pressão, velocidade e inclinação ideais do mesmo...
-Berço bem limpo, às vezes um fiapo de malha "peida" na estampa, ainda mais se for retícula.
-Excesso de cola permanente no berço pode soltar-se na camiseta... Além de na hora de descolar a malha, pode deformá-la na puxada, distorcendo desenhos simétricos...
-Ausência ou escassez de cola faz com que o substrato descole do berço, comprometendo o registro e o repique...
-Tinta muito diluída tende à borrar... Pouco diluída além de exigir maior esforço e pressão, não infiltra devidamente no tecido.
-Morcetes bem fixados na "régua" ou "batente", e chavetas bem fixadas nos quadros não vão perder o registro...



No video quem vos escreve segue serigrafando o Se7e e o diabo à qu4tro! No áudio Mi próprio mundo de Klub 99 / Argentina














Silks da vida nosso de "serigrafeuta"

Monocromia sem monotonia!

Serigrafia de uma monocromia.
Desenho em negativo com 60 lpi de resolução de saída.
Rodo de canto bem reto e bem duro pra não embaralhar as retículas mesmo com repique.
Tinta mix branca supercobertura para tecidos mistos, diluida com retardador gel pra não entupir com a matriz de polyester 90 fios...
O resultado foi este desenho com uma boa tonalidade de cinzas...



Ao som da veterana CWBand Krappulas

Serigrafando com o pé esquerdo!

Muitas vezes o serígrafo não obtém resultados satisfatórios em seus impressos por não dar atenção especial a todas as etapas do complexo processo serigráfico. Deixando de fazer corretamente algumas ou até mesmo todas as partes deste processo somamos deficiências que no final resultam num total material de segunda linha; e inocentemente acabamos desvalorizando e auto menosprezando com toda a profissão. Na satírica crônica a seguir tento com um pouco de um descontraído humor narrar a trajetória de um "serigrafeuta" que apesar de trabalhar a mais de uma década na área ainda não aprendeu quase nada sobre o ofício. E se por acaso você identificou-se com o nosso amigo em mais de 3 ou 4 trechos, disfarçadamente assobie e mude de assunto, afinal de contas quem nunca pecou que atire a primeira lata de tinta...

No "birô": 
Começamos pelo projeto do que será estampado... Colocamos pra desenvolver o desenho uma pessoa com pouco conhecimento mesmo sobre design... Que arduamente caiu de paraquedas na profissão, aprendeu a fuçar no Corel e tem um mal gosto invejável.
É selecionada uma imagem da net com baixa resolução, 72 dpi, não é necessário reamostrar, retocar, melhorar nem equalizar a imagem... O pixelado serrilhado é ignorado...
Colocamos um título com uma fonte bem bonita e enfeitada ou então misturamos várias fontes diferentes, uma pra cada linha das frases, isso valoriza o layout... Podemos também posicionar o texto de modo que cubra alguma imperfeição do desenho que ficamos com preguiça de arrumar. As cores escolhidas não precisam de harmonia não, é só não usar rosa pra homem nem azul pra mulher... Pra facilitar vamos usar o preto básico que combina com tudo.
Xí! Esquecemos de salvar o documento e o PC travou, reiniciamos a máquina e começamos tudo de novo com um pouco mais de pressa e menos de calma...

Depois que o documento está com o corpo fechado:
Finalizado o moderno e popular desenvolvimento digital é a hora da impressão... Fotolito? Estabilidade do filme? Positivo? Que nada véi! Isso é só nome bonito que a gente fala pra iludir o cliente e justificar o valor cobrado... A impressora jato de tinta dá conta do recado.. O trabalho é pouco detalhado mesmo, por mais que as retas fiquem um pouco tortas não dá pra perceber de longe depois de pronto... Também podemos tirar um xerocão pra ampliar o bagulho, passamos um óleo de soja ou uma margarina no sulfite e pronto... Pouco opaca, porém está pronta a enf 'arte final.

No laboratório do doutor Frankeinstein:
O quadro já está previamente preparado e é formado por quatro ripas de pinus bem pregadas, com "voal" esticado à unha, um pouco frouxo confesso, mas bem grampeado... Dá pra usar tachinhas também...
Emulsão na verdade é uma tolice que apenas enriqueçe os mercenários fabricantes exploradores, cola de papel pigmentada... Bicromatão e está bem resumido aí o segredo industrial... Aí é só passar no "nylon" com uma boa régua, que por sinal está serrilhada e com a ponta quebrada. O excesso a gente tira com o dedão e o limpa na borda do becker que na verdade é uma garrafa pet cortada.
Deixamos secando no banheiro/estufa... Na janelinha o papelão colado pra escurecer o local tem a dupla finalidade de também poder segurar no recinto um desagradável aroma que vinha do trono de cerâmica sem tampa.
Depois de seca a "matriz" (já ousamos chamar isso por esse belo título), Colocamos na mesa de revelação com uma pilha modesta de revistas Playboy usadas por cima... Entre o vidro e a tela está a gordurosa arte final... Com todos os seus lipídios, glicídios, protidios, cálcio, ferro, fósforo e vitamina A...
O tempo de exposição "vareia"... Antes tínhamos sob a improvisada mesa 5 lâmpadas de 150 watts, mas umas queimaram e trocamos, colocamos uma de 60 watts e outra de 100 watts, só que de 220 volts!!! Entendeu? Nem eu! A precisão bem certinha do tempo é estipulada da seguinte maneira! Ligo a bagaça e vou fumar um cigarro! Chegou na bituca, pode retirar da mesa que é batata! É só colocar a tela em baixo da blusa e correr pro tanque na sala dos fundos... Passa pelo impressor, tira um sarro do seu "cofrinho" que está aparecendo, tropeça num pote de tinta que o "auxiliar de ajudante" esqueceu devidamente posicionado no meio do caminho; e chegamos no setor avançado onde revelamos o desenho finalmente, a torneira da água que vem direto da rua...
A parte onde a "emulsão" desmanchou retocamos depois com um pincelzinho e a parte que não abriu furamos com uma agulhazinha, véu sai esfregando com cuspe... Depois de no sol exposta seca está a tela, pra catalizar a Cascola© (merchandising free) fluída sobre o voal, banhamos tudo numa solução de bicromato, água e vinagre... Ufa! Esta pronta nossa tela!

O momento mágico da estampagem:
No berço "escorrido" fazemos o registro com dois preguinhos na beirada do quadro, só temos que tomar cuidado pra não encostar o preguinho nas camisetas que vamos estampar pra não sujá-las de ferrugem...
Preparamos a tinta preta misturando um azul marinho antigo que jazia no fundo da prateleira com o bordô que sobrou do serviço anterior, pra acertar a tonalidade um vidrinho de pigmento preto para tinta látex de parede... E pensar que colorista estuda um monte e não conhece esses segredos que só se aprende na faculdade da vida! Muita água pra aumentar o rendimento, amaciante de roupas se quiser diminuir o take ou se ocasionalmente a tinta estiver muito fedida...
O rodo que usaremos preferencialmente tem que estar meio afiado... Para isso raspamos ele em uma parede  ou em uma calçada de cimento bruto.
Agora é só por a tinta na tela, aumentar o som e mandar ver!

Embalando e entregando o produto:
Selecionamos as camisetas melhor estampadas e colocamos por cima do monte, as piores (borradas, falhadas...) colocamos por baixo dobradas de modo que não apareça a estampa, no meio colocamos as que saíram tortas ou foram retocadas no pincel. Se alguma infelizmente ficou tão feia que que não dá pra salvar, damos um fim nela desovando-a no terreno baldio atrás da firma, se acaso o cliente quiser conferir o número de peças teimamos que ele contou errado. Se não der pra ganhar no blefe ou no grito propomos um desconto viável para as duas partes no valor final do serviço... Se ele não voltar ou ligar reclamando em uns dois dias podemos ficar finalmente tranquilos...



 Só para ilustrar o postagem...

Um pouco sobre as tintas para seleção...

As tintas para policromia, sejam elas das marcas que forem... Dos tipos que forem... Base água, plastisol, UV, vinílica, etc e tal... E das cores que forem (pra quem ainda não sabe as primárias ciano, magenta e amarelo + o preto).Tem como coincidência uma importante propriedade comum... São translúcidas (transparentes) e portanto são indicadas para impressões em bases brancas.
Uma experiência simples e usual onde podemos observar essa propriedade é o uso de repique nestas tintas translúcidas (tecnicamente chamadas com o termo Clear, limpo em inglês)... Estampa-se uma imagem chapada em ciano... Em outra peça imprime a mesma composição com repique e numa terceira com dois repiques... Cada peça fica então com uma tonalidade diferente, quanto mais repiques mais forte e escuro fica a intensidade do tom. Fato este que não ocorre com as tintas Mix, pois estas são opacas.
A função desta propriedade translúcida da tinta para policromia é o fato de que para criar as cores secundárias e terciárias tem que se misturar as tonalidades primárias nas devidas proporções, o uso das tintas transparentes é o nosso recurso então para tal feito. Um chapado de 100% magenta tem que ser translúcido pra que possamos em parte ver um outro de 100% amarelo em baixo deste, formando o vermelho...

A sequência das cores à serem estampadas é normalmente fixa, seguindo a lógica padrão serigráfica de que as cores mais claras são aplicadas anteriormente às mais escuras... Ficando no modo mais usual o YCMK...Abreviação do inglês Yellow, Cyan, Magenta & Black... As cores primárias amarelo, ciano (um tom azul claro) , magenta (algo entre o vermelho e o rosa) e por último o preto ...
Esta lógica não é fixa, porém é tão usual por basear-se no fato de que na maioria das separações o amarelo, no caso nosso pioneiro tom estampado, é sempre predominante no tamanho da área impressa... O ciano e o magenta que são as cores com mais contraste e destaque na base branca são então incluídas... E por último o igualmente importante preto, que nos dará o contraste nas sombras e reforçará os detalhes principalmente de contorno e profundidade na imagem. Apesar de que as cores primárias igualmente misturadas entre si já geram um tom preto, esta última tela nos enriquece notavelmente o resultado final, mesmo em policromias feitas com fundo invertido...
A alteração dessa sequência mudaria um pouco o resultado final com certeza... E pode ser feita experimentalmente em qualquer composição. Para definir se inverteremos a ordem das cores veremos que tudo depende do desenho que será estampado, este deve ser bastante analisado pelo serígrafo que definirá com sabedoria a sequência mais viável levando em conta a área de cada um dos quatro tons... e também a predominância cromática destes... Podendo assim realçar um determinado tom colocando ele por último, ou mesmo dando um repique em certo tom... Sempre o que dita a regra é a singularidade que cada desenho tem como diferencial, depende então da análise da composição do desenho...

Se for estampada a quadricromia utilizando a técnica molhado sobre molhado devemos pensar na hipótese de imprimir as cores com menos área primeiro...

Outra propriedade diferencial das tintas para seleção é que elas são notavelmente menos viscosas, isso para poderem ser utilizadas com telas de menor número de fios, primando pela qualidade de definição de imagem... Pois podem transpassar os finos pontos na matriz que formam a imagem sem muito esforço...
Sempre vem prontas para o uso, porém as tintas voláteis, devem ser diluídas em solvente próprio quando necessário, de modo à manter sua viscosidade ideal para manuseio e aplicação.



No destaque a estampa de um desenho do signo de peixes em um estilo tattoo oriental new school...
Uma policromia feita com 45 lpi, gravada em matriz 77 fios e estampada com tintas base água, usando a técnica molhado sobre molhado...
No substrato branco estampei separadamente as cores isoladas e ao centro toda a composição... Enquadrei o tecido e o exponho entre outros na parede de meu pequeno atelier para demonstrar ao pessoal um pouco sobre a técnica da policromia.
Quem quiser baixá-lo segue o link... Formato .cdr, versão 11, 1630 kb...

Restos fósseis!

Na serigrafia temos uma infinidade de possibilidades e com elas podemos simular uns acabamentos peculiares...
Pra estampar esse fóssil apelei para um efeito de textura irregular e falhada, sem seguir padrão algum acabou lembrando satisfatóriamente o que um arqueólogo pensaria ser o resto fossilizado de um T-rex (um arqueólogo bem bêbado)!

O modo técnico de fazer foi praticamente igual ao efeito reboco, anteriormente já demonstrado e explicado aqui no Yarru! Apenas substitui o plastisol por seu primo neandertal, o relevo Puff!






Na prática:
-Matriz 77 fios, emulsão base água diazo.
-Pasta puff pigmentada aplicada em substrato semi rígido (moletom)
-Primeiro repique com cura intermediaria, segundo com cura total, terceiro e quarto com displicente excesso de tinta e termo expansão.
-Cura com soprador térmico.
-Sem fora de contato, já que a intenção é que a tinta recém aplicada cole na tela e distorça o acabamento mesmo...
 
E pra quem acha que serigrafia é lembrança jurássica e que o serígrafo têxtil é espécie em extinção lhe apresento o fóssil dela...



Toque Zero?

Já é sabido que hoje em dia o alto relevo em substratos têxteis está contraditoriamente "meio em baixa". Grande parte dos estilistas em atividade, assim com as principais marcas em destaque, que detém maior participação no mercado e notoriamente são as "formadoras de opinião", tem claramente se posicionado a favor de uma linha de roupas com caimento mais leve.
Este caimento inicia na escolha de um tecido com matéria prima suave, seja ela natural (Decamilenares algodão e linho... Recentes fibras naturais de bambu...) ou sintética (Poliéster, viscolycra... E até com a sustentabilidade dos reciclados de pet...).
A justificativa comum da atual tendência leve muito se deve a prioridade em manter o conforto nas peças básicas, consonante e coerente ao tecido.
Então pra finalizar a estampa adicionada à roupa está caracterizada com o toque mais suave das tintas Clear, Toque Zero, Corrosão... Ou mesmo Mix com apenas uma batida, sem repique, com um aspecto intencionalmente falhado acreditem...
Isso tudo nos faz assim pensar em como diminuir o toque da estampa, pelo menos no resumido segmento serigráfico têxtil atual.

Qualquer serígrafo ou empresário do ramo da confecção pode notar que tem, assim como eu, uma mania incontrolável de prestar uma atenção bem especial nas estampas das roupas nas lojas, ou das pessoas que andam pelas ruas... Sou confesso portador deste “T.O.C.”, tanto é que minha esposa quando me flagra olhando pro busto de uma senhorita, já nem enciumada fica, minha justificativa foi sempre que estou prestando atenção nos ínfimos detalhes da estampa de sua roupa... Inclusive pro colega que aí lê o texto deixo a dica pra evitar algum aborrecimento com o cônjuge, alegue (sem sarcasmo) que achou a blusinha linda e estava pensando em comprar uma pra ela...

Bem, nestas observações reparamos que as estampas estão bem maiores, principalmente nas camisetas. Portanto se as carregarmos muito com tinta, criamos uma grossa camada, impermeabilizamos o tecido e retemos a transpiração, algo desagradável para o uso cotidiano. Este e outros motivos diretamente ligados ao conforto na vestimenta implicaram na preferência hoje do toque macio.
Na prática um grande vilão no pesado toque é a base branca excessiva, então comecemos minimizando sua cobertura ou até mesmo a subtraindo...

O depósito diminuído de tinta pode ser adquirido evitando o repique de tintas super cobertura (já vi por vezes camisetas de boas marcas com essa aparência falhada, o que pra nós serígrafos é uma contradição estética pode ornar com o conjunto da composição)
Outro recurso que dispomos é o uso de tintas “Toque zero” ou “Super Macia”, apropriadas para formarem uma boa cobertura sem endurecer muito o toque da estampa. Porém as tintas não fazem por si sós seus milagres, uma prensada posterior ou o uso de estufa acelera o efeito e o torna mais eficaz.
O uso de tecidos técnicos mais finos, entre 77 e 100 fios auxiliam no fato de criarem uma película mais sutil da camada de tinta...
Fundo com corrosão pode ser usado. Esta é uma tinta que antigamente incomodava por ter odor bastante desagradável, hoje seu manuseio é mais simples e sua variedade ampla... Plastisol, cura em estufa, ao ar... E o mais importante, sem cheiro. É um reagente que descolore o pigmento do tecido, subjetivamente comparo a uma mancha de água sanitária/cloro, só que da cor que você escolher... Portanto devem ser aplicadas sobre tecidos tingidos com corantes reativos.
A eliminação do fundo tem também papel considerável na nossa lista de opções. Policromia sem fundo em tecidos de tonalidades suaves, cru, nude... São tolerantemente aceitos por muitas marcas mesmo se perdem um pouco da fidelidade cromática original da composição...
Outro coringa é a popularização de softwares gráficos e plugins de separações índex e simuladas, que nos permite estampar em tecidos escuros sem o uso de fundo, É uma recente (nem tanto) técnica que não devemos ter receio em iniciar. Um pouco de pesquisa, estudo e treino sobre essas atualidades são essências para a evolução técnica e profissional. Baseado em minha opinião individual, afirmo que aprender a fazer uma estampa simulada é apenas tão desafiador quanto foi quando aprendemos a fazer uma estampa chapada.

Resumidamente, dando um toque sobre o Zero Toque:
-Escolha de tinta macia, de baixa viscosidade
-Matriz com tecido técnico mais refinado.
-Eliminando o fundo e o repique elimina-se bastante o toque.
-Uso de traços e ou pontos menores na composição do desenho.

Outros efeitos de toque macio:
Stoned, Falsa corrosão, Acid Print, Devorê, Migrante, Tye Dye, Sublimação...

Porém, meu caro amigo serígrafo têxtil, mesmo sabendo que no atual momento "relevante não é tanto mais o relevo", não jogue fora seus potes de plastisol 3D nem de puff, apenas separe-os para a lateral da prateleira sabendo que aqui, lá ou acolá, o que fez ontem ou fará amanhã uma estampa bonita é a diversidade de técnicas que estamos aptos à aplicar nela.
O versátil silkscreen internacional não se resume jamais em apenas ornamentar camisetas, o domínio de vários modos de imprimir serigraficamente assim como a escolha deles para cada uso em particular é o que quebra a nossa rotina diária de "reles" puxadores de rodo.

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Recuperando a matriz!

Se fosse pra eu apontar como "a pior" uma determinada etapa da serigrafia, seria esta o momento de desgravar as telitas. Como não gosto nada deste mau, porém nescessário momento e não tenho nenhum subordinado que o faça por mim, o mais sensato seria deixá-lo mais eficaz, fácil e breve possível.
Antigamente eu limpava as telas da pior maneira existente... Neste "saudoso" momento não haviam cursos de serigrafia aqui em Cwb e sem internet nos limitávamos aos poucos palpites de algum conhecido mais desinformado que a gente mesmo... Uma verdadeira tortura... Pra amolecer a emulsão deixava de molho na água sanitária... Então jogava uma água pra tirar o mais mole e ficava esfregando dos dois lados com panos embebidos em álcool de posto, que era chamado de álcool mesmo e nem imaginava o que era etanol...
Meu amigo, que tal ficava as vias respiratórias do pobre coitado!!! Socorro! Esse é o jeito que conheço pra fazer sem maquinário... Hoje eu só posso aconselhar que deixe que a máquina trabalhe por você!
Falando em serigrafia pequena ou artesanal o negócio mais fácil e barato é ter uma lavadora de alta pressão em mãos... Hoje em dia tem umas fraquinhas por um bom preço, e ainda dá pra aproveitar pra lavar o carro ou a calçada no fim de semana economizando um pouco de água...
Com um bom jato de alta pressão desgravamos do modo seguinte...
-Molham-se as telas que serão recuperadas...
-Passamos com uma esponja, trincha ou broxa o produto específico removedor dos dois lados da tela, para isso o mais viável depende da sua produção (sugiro o pasta ou gel daquela marca destaque no mercado, mas não quer saber de muito papo com nós pequenos) e deixamos agir por uns dez minutos, ou conforme o fabricante orienta... Importante é não deixar o produto secar na tela, ou endureçe ainda mais a camada...
-Daí é só mandar ver com a "vápe"... e tchau emulsão...
As emulsões com bicromato são um pouco mais difíceis de recuperar... Principalmente as que estão fazendo aniversário... Assim como as catalizadas, neste caso a maneira mais fácil de remover é com gasolina... Tipo, passa gasolina na tela e taca fogo!!!
Pode também depois da tela seca, passar um removedor de fantasmas (pasta alcalina) pra deixar o nylon encardido novinho de volta... Repetindo novamente a ação com a wap e importante... Não deixando nenhum resíduo do produto na tela, algumas pessoas neutralizam este produto passando vinagre na tela molhada, deixando agir uns minutos e depois lavando novamente...

Aproveitando a ocasião não posso deixar de aconselhar o seguinte... Por mais tentador que seja, não se habitue à revelar as suas matrizes usando a alta pressão, o correto é ela na hora da revelação sair sem muito esforço.
Se está com dificuldade de revelar à ponto de querer dar uma wapiada nela é porque algo no meio do caminho deu errado... Pode ser super exposição, ou seja, tempo demasiado na mesa de luz... Arte sem opacidade  suficiente... Emulsão velha ou termicamente endurecida...
 
Maquinários por mais simples que sejam, devem ser manuseados com cuidado e consciência, leia o manual nem que seja durante aquele seu momento de intimidade literária no trono de cerâmica!
Use EPI's, bota uma calça e calça uma bota.... Máscara, luvas e um protetor auricular que o ruido é grande... Ou então já vai aprendendo a se expressar em Libras...
Não molhe o aparelho nem sua fiação, dê uma pausa pra ele descansar de vez enquando... E muito importante pra sua maior durabilidade... Despressuríze-o depois de usar e desligar, é só apertar o gatilho pra soltar um "puf"... No bom sentido, já que você já fez o serviço sujo no troninho!

Agora quer sustentavelmente pensar pra frente? Então aproveita e pesquise aí no gúgol sobre unidade de recuperação de matriz e recirculação de água... Um pequeno investimento que é o futuro.

Hoje eu estava estampando chapado!

Mas não se trata do que estão imaginando, e sim do corriqueiro processo de impressão das "adictas" Cores Sólidas, imagino que chamadas de chapadas por derivarem  a palavra "chapa", a matriz da impressão offset.
Concordo que é realmente algo bem simples e corriqueiro e não precisaria de muita explicação, porém apesar da simplicidade evidente, podemos tomar alguns cuidados que farão com que a estampa fique sem alguns defeitos bastante comuns...

O repique é usado tanto quanto for necessário para dar a cobertura e toque desejado resultante, pois chapado que se preze tem que estar devidamente uniforme.
Para que os traços fiquem bem distintos é preciso evitar a serrilha na matriz, isto é, quando o acabamento não possui definição suficiente nos contornos, que ficam em "zig-zag" ao invés de retos. Resumidamente evitaremos usando tecido com contagem suficiente de fios, arte final de boa resolução em mídia estável, camada de emulsão suficiente, emulsão de qualidade exposta à fonte de luz no tempo correto e revelada sem forçar com o jato dágua...

Outro fator negativo que compromete a estética final da composição são os famosos filetes brancos onde o registro deu uma "folgadinha"... O recurso mais eficaz para evitarmos isso é o uso do Trapping (sobreposição das bordas) é usado geralmente nas cores inferiores, ou seja , as que vão estampadas antes, por baixo da cor predominante... E feito via software, engrossando o contorno das cores selecionadas. E do Overprint que é a sobreposição da cor escolhida sobre todas as outras cores, por exemplo, um retângulo vermelho chapado em baixo de um texto azul sem utilização de parte vazada. Desta maneira não tem como fugir o registro...
Vazado é o termo utilizado pra descrever a parte onde fica sem acréscimo de tinta.

  Desenho chapado com utilização de Trapping nas cores: Vermelho, roxo, branco e verde musgo. Detalhe de "mega retículas" em verde claro e branco.... E contorno em preto (pois as camisetas estampadas eram de diversas cores).
Não foi usado fundo branco, todas as tintas são supercobertura diretas sobre o tecido que reduziram o toque e evitaram o contratempo das indesejáveis "bolinhas brancas", exceto o preto que era Clear...
O verde claro (efeito simulador de imagem com retículas de pontos Ben-day) foi estampado sobre o verde musgo com uso de Overprint, evitando fuga de registro...
Todas as cores foram estampadas com uso de cura intermediária entre camadas.


A imagem originalmente foi criada pelo artista da Pop art Roy Lichtenstein, e é bastante famosa... O que fiz foi dar uma "zombieficada" personalizada na mulher, colocando umas cicatrizes, sangue e hematoma, e alterando as cores originais por umas mais fúnebres...

Quanto cobro?


A grande maioria dos serígrafos sabe estampar, sabe misturar tons, sabe a diferença entre um produto bom e um ruim só de olhar de longe... Mas não sabe negociar valores! Nem com um cliente pechincheiro sobre a amplitude na hora de executar um serviço... Nem com o patrão sobre um digno/justo salário que coincida com a realidade do dia à dia de um profissional de nível técnico...
O profissional que sabe cobrar tem que obviamente possuir visão empresarial, as vezes é o cara que nem põe a mão na massa o que melhor negocia, aprecia distante o trabalho corriqueiro do serígrafo presenciando a real singularidade em criar estampas.
Afirmo sobre o fato de não haver real consciência de valores em nosso ramo também por experiência própria... Depois de muito tentar e errar e tentar e quase desistir e... Aprendi a fazer umas impressões decentes com serigrafia, boa oportunidade de me divertir estampando (pois realmente acho muito legal esse processo técnico artesanal) e ganhar uma renda extra que complementaria o já garantido mensal do assalariado esforçado.
Montei animado uma estrutura pequena iniciando a pouco ousada empreitada... Foi quando levei um verdadeiro tapa ofensivo na cara de uma pessoa que me conhece bem, não conhece nada de silk mas que enxergou de longe o óbvio que de perto eu ainda não via.
O tapa foi a breve frase afirmativa: -Agora você tem que aprender à cobrar!
Pois é, nisso realmente a gente tem que parar e pensar seriamente, de nada adianta saber fazer a coisa muito bem feita, mas não saber dar o justo e coerente valor pra isso...
E pensando sobre os valores que devemos cobrar, não dá pra dizer assim de pronto quanto é que custa pra executarmos um serviço de serigrafia mesmo se tivermos uma boa planilha para basearmo-nos... O preço no nosso ramo é verdadeiramente confuso, varia de uma região à outra, se é uma empresa com despesas fixas de aluguel, água, luz, funcionários, impostos, pró-labore... Vai obviamente cobrar essa hora máquina embutida no valor, ao contrário de um carinha que faz como complemento de renda e o que entrar à mais é lucro... Assim vê-se que tem gente que cobra 10 por um serviço e tem lucro, outro cobra 20 pelo mesmo e sai no prejuizo... Por isso todos sabemos que é preciso saber administrar corretamente o dinheiro que deve entrar e sair da empresa.

Preço cada um tem o seu assim como seu modo de calcular. Mesmo pensando assim eu vou deixar minhas opiniões sobre isso:

Faça seu preço sem se importar com o da concorrência, o bar do Portuga não vai conseguir competir com o Mc Donalds e nem vai oferecer o mesmo serviço, portanto não há como cobrar o mesmo valor mesmo que seja pra vender a mesma coisa. Se o cara que fala: - Mas lá o preço é tanto! Diga: Mas lá não tem um cara igual eu pra te atender! Brincadeiras à parte a diferênça terá que ser mostrada sobre a capacidade produtiva, capacitação do profissional que executará o impresso, o resultado final satisfatório e a garantia.
Se o seu valor está 1 centavo acima do valor do "concorrente" à ponto do cliente querer negociar contigo, só que se esse 1 centavo é o que definirá o seu lucro, então não ceda. E se perder o serviço por causa do valor não se preocupe, não vale a pena aceitar um preço economicamente inviável só para não ficar parado... Se depender da bondade de alguns clientes, você faz o serviço, entrega de graça e dá mais 10zão pra ele tomar uma cerveja...

Pra justificar o custo diferenciado mostre seu diferencial... A qualidade da matéria prima usada, o resultado superior, o atendimento melhor... Só não fique falando mal do seu "concorrente" mesmo achando que ele mereça, isso é um hábito horrível de pessoas com pensamento pequeno. É melhor mostrar quem é quem com atitudes e não apenas com palavras.

Se está na dúvida de quanto deve cobrar, isto é, completamente sem base, uma dica rápida que poderia dar é que some o valor do material que usará para executar o trabalho e suas despesas fixas ao $$$ equivalente ao seu tempo de serviço pra fazê-lo! (Faça um recibo e dê ao cliente, anote o valor pra sua contabilidade de final de mês... Download de exemplo de recibo para silk exemplo de controle entrada/saída)

Na serigrafia formulamos o preço geralmente analisando o tamanho da estampa, número de cores, quantidade de peças, dificuldade em aplicação... Além do custo de material necessário na execução da estampagem, baseando-se nessa preliminar existia uma unanimidade popular antiga em estipular o valor do serviço serigráfico aqui no Brasil...  Tantos $ da tela, tantos $ da arte mais X centavos por estampa... Tá, e o resto? E a despesa operacional da firma? E o sanduba do carinha que puxa o rodo? Será que esse perfil de cobrança não é coisa do milênio passado? O país mudou a situação do brasileiro idem, o padrão de vida do povo subiu e a emergente economia se refletiu no campo serigráfico evoluído também, quem não acompanhou se lascou e perdeu o sanduiche!
E esta coisa acho errado e não a faço, justificar ao cliente: Vou te cobrar X de seis telas mais Y dos fotolitos e mais "tantos" centavos por estampa...
Isso é só pra perder tempo, me desculpe a franqueza aos muitos companheiros que tem esse hábito, podemos até calcular baseados nessa lógica, mas o cliente basicamente quer o desenho estampado na peça, não quer saber se você vai usar uma ou dez telas, ou se vai usar a técnica que for... Portanto poupe-o da maior parte dos detalhes técnicos... Agora, se ele der a brecha querendo ao máximo essas informações é outra coisa.

Bem, concordo com vocês que acabei o texto sem definir qual é o valor que tem que ser cobrado no serviço serigráfico, sei que criei mais dúvidas e espaço pra críticas do que certezas...  E torço para que estas dúvidas sirvam pra lhe ajudar à auto analisar o seu valor no seu serviço serigráfico.
Boas estampadas!

Top Five da Videoteca serigráfica:
Realidade 1- Curtindo a vida adoidado.
Pensamento do autônomo ripôngo: -Dinheiro não é tudo na vida, frase batida obviamente, mas se for pra ganhar só 1000 reais por mês... Que seja trabalhando só um dia por semana!

Realidade 2- O poderoso chefão.
Deixe que os outros façam força por você e fique só administrando, pois quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro. Essa é do inescrupuloso porém bem sucedido mercador.

Realidade 3, A dama e o vagabundo
Na relação entre a patroa e o funcionário despretenciosos ele filosofa: -Eu fingo que trabalho e ela finge que me paga! E ambos concordam: -Tá ruim mas podia tá pior!

Realidade 4, O pagador de promessas
Crendo que Deus ajuda quem cedo madruga mecânicamente "reflete": Sobrando pro cigarro não tá, mas  assim economizo pulmão e mantenho a forma suando a camisa trabalhando.

Realidade 5, Planeta dos macacos.
Ao invés de pensar -O quê é que eu estou fazendo aqui? Ele pensa: Palestras e pesquisas sobre o ramo fora do expediente de  serviço não vão aumentar o meu salário? Quem tem que se aperfeiçoar não sou eu!

A Cura para todas as tintas...

A maior parte das tintas vem prontas para o uso na forma de pasta, umas com mais e outras menos grau de viscosidade... Diluídas devidamente, depois de aplicadas demoram um certo período para secar e este tempo depende de muitas variáveis da composição, como: Diluição, tipo de tinta, volatilidade (evaporação do diluente)... E depende também de fatores ambientais ou externos como:  Umidade relativa do ar (+úmido = +tempo), temperatura(+°C = -tempo)... A circulação de um vento à mais já faz a diferença e acelera a secagem...

Para cada substrato temos uma tinta diferente que deve ser estampada, cada uma tem as suas propriedades específicas para tal fim... Resistência à lavagem, à intempéries, atrito, elasticidade, etc... E cada tipo diferente de tinta tem o seu solvente específico, onde a carga sólida vem diluída para propiciar seu manuseio e aplicação.

Base Solvente (Vinílicas e sintéticas):
Estas tintas são dispostas diluídas em solvente químico de origem mineral com rápida volatização, portanto devem ser acondicionadas em embalagens bem vedadas afim de evitar a evaporação. Após estampadas secam naturalmente, ou seja tem a cura ao ar, fixam no substrato logo que a parte líquida evapore.
O solvente é inflamável, tem odor forte e é nocivo as vias respiratórias, portanto obrigatoriamente o ambiente de trabalho tem que ser devidamente arejado, com renovação de ar, além da utilização e EPI's (equipamento de proteção individual) como luvas e máscara.
O aplicador deve prestar atenção pois esta tinta pode secar na matriz e entupíla, na diluição pode ser adicionado solvente indicado pelo fabricante ou retardador vinílico... Além de aditivos fosqueantes, etc...
A cura ao toque se dá em minutos, podendo ser aplicada uma outra cor sobreposta, mas ainda não permitindo empilhar o material estampado, a cura total da tinta vinílica/base solvente é de cerca de 24 horas, dependendo das condições climáticas, podendo ser acelerada em estufa (se o substrato tiver estabilidade).
A limpeza da tela/rodo/espátula deve ser feita com solvente mineral Thinner ou Aguarrás. (guia Yarrru! estampando com vinílica)
 
Base Água:
O solvente que mantém esta tinta fluida é o H2O, tem a evaporação normal assim como as vinílicas, ou seja, após estampada tem cura ao ar.
Para serem estampadas várias cores utilizando o método "molhado sobre molhado" ou com pré cura intermediária.
Para estamparmos repiques (várias camadas de tinta, demãos...) utilizamos também uma pré cura.
Estas rápidas curas intermediárias são propiciadas basicamente com a junção de um circulador de ar e uma fonte de calor. Equipamentos como soprador térmico, flash cure e "pocotó" ou mesmo com o secador de cabelo da irmã... Mas na minha opinião particular a mais prática maneira de secar tinta base água sobre têxteis é com berço térmico.
A cura ao toque permite o manuseio do produto, a cura total se dá em cerca de 72 horas, podendo ser acelerada em estufa, acelerando a polimerização completa da camada de tinta.
A limpeza dos equipamentos pode ser feita com água. Para diluição da tinta, quando necessária, também pode ser usado água, preferencialmente destulada ou fervida para evitar contaminação da tinta com microorganismos. (para entender melhor) 

Plastisol:
A tinta base plastisol não seca ao ar, por esta peculiaridade, inclusive é comum o serígrafo sequer limpar a matriz para pausar a produção por umas horas no almoço... A pré cura intermediária entre camadas de plastisol se dá unicamente pela ação de uma boa fonte de calor... E a polimerização final é adquirida em estufa, portanto o substrato impresso tem que ser resistente à altas temperaturas.
A vantagem do uso do plastisol por não curar ao ar é o fato de não ocasionar entupimento da matriz, com possibilidade de então estampar pontos muito pequenos.
O plastisol não tem solvente, praticamente toda a tinta é de carga sólida não volátil, que proporciona grande rendimento da tinta em comparação as tinta voláteis que possuem na sua composição grande parte de solvente eliminado durante a cura... Mas a sua viscosidade pode ser rebaixada com o uso de amaciante específico.



Bicomponente:
Assim como as colas, vernizes e massas bicomponentes... As tintas desta categoria são "redundantemente" compostas de duas partes distintas, uma delas a tinta em sí, que pura não seca e o seu reagente catalizador. Após misturados e feito a apliacação tem a sua cura ocorrida após curto tempo.
Por esta particularicade só se prepara a quantidade aproximada que será utilizada pois a tinta bicomponente após ativada já inicia seu processo de solidificação, mesmo com o pote fechado ela endurecerá e será perdida.
As vantagens desta tinta são o rápido e eficaz endurecimento, quando se necessita deste fator, e a longa durabilidade da pintura.
Uma atenção especial deve ser tomada para que a tinta não seque na tela, inutilizando-a definitivamente.

UV:
Assim como o plastisol, a tecnologia chamada ultra violeta é considerada uma das grandes novidades evolutivas da serigrafia moderna.
 Esta tinta simplemente não seca, não evapora... Pois não contém solventes. Pode estampar um adesivo com ela e esperar uma semana, se passar o dedão a tinta sai... 
Ela só é curada se for passada em uma esteira Ultravioleta.
As vantagens são a permissão de uso de pontos minimizados, permitindo alta definição nos impressos policromáticos reticulados, também tem cores mais vivas.
Por sua não volatização tem aumento na produtividade, maior rendimento e menor insalubridade np ambiente de trabalho, não polui.
O substrato precisa ser resistente à passagem pela esteira.
Para limpeza de materiais e diluição se usa diluente UV.

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