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Policromia com 75 lpi!

Normalmente é usual na serigrafia em tecido a utilização de retículas com uma distância maior, com no máximo 45 lpi, afinal de contas a aspereza da malha não permite menores.
Porém, quando damos um fundo branco, ele alisa a malha e daí o que vier é lucro.
Essa policromia foi feita usando uma resolução de saída de 75 lpi. Ficou muito bom, os "pontinhos" que formam a imagem só podem ser notados muito de perto.

-Base branca (Super Mix), usando matriz de 77 fios. Pressão bem firme e reta do rodo, e fora de contato para tentar minimizar as famosas "bolinhas" que comumente atrapalham o bom resultado da estampa.
-Cromia feita com poliéster 90 fios, em cada mão uma cuidadosa puxada de rodo.
-Pré-cura entre todos os repiques.
-Emulsão diazóica.
-Tintas base água.




No áudio o "crássico" som do Graforréia Xilarmônica - Rare

Uma coisa que temos que tomar atenção especial neste tipo de estampa é na recomendação do fabricante da tintas base água que seja... Cura total após72 horas! Variável de acordo com condições climáticas.
Porém, após a cura ao toque (que é quando a aparência da tinta já é de seca, e ela já não sai do substrato), podemos dobrar/empilhar as camisetas com certo cuidado, sem de maneira alguma deixar encostada estampa sobre estampa. Se isso ocorrer, vai colar! E quando for descolar um enorme estrago na estampa ocorrerá.
Como não é toda empresa serigráfica que tem estufa polimerizadeira, o cliente deve ser sempre informado de só submeter a peça à lavagem após estas 72 horas (aqui no clima de Curitiba tenho que levar isso muito à sério), se acaso o fizer anteriormente ao prazo indicado e a estampa desbotar ou até mesmo sair por inteiro você está livre da culpa.
Ocorrer da camiseta ser estampada, entregue, utilizada e lavada antes da polimerização total da tinta e esta sair é raro mas não é impossível, se o cliente não for alertado acredito que a culpa seja do serígrafo ou do vendedor que entregou, pois quem compra não é obrigado a conhecer este detalhe.
Um fato que ocorreu comigo foi o seguinte; Sabadão... Ingresso pra ir ver o Manu Chao na sua turné Radio Bemba que ia rolar de noite comprado... Resolvi estampar uma camiseta pra eu usar durante o show.... Camiseta branca, estampa preta e vermelha.
Já no show, muita cerveja e uma verdadeira multidão sudorípara!!! Ficamos próximos ao "gargarejo".
Colada na minha frente, devido ao local tão apertado, uma moça pulava e rebolava freneticamente... Descontraido eu só olhava pra minha mulher, que estava ao meu lado, levantava os braços pro alto e dizia que não tinha nenhuma culpa na constrangedora e "incômoda" situação... Assim seguiu o show...
No outro dia, com uma ressaca física e psicológica, tive um baita susto quando ví que a estampa da camiseta estava bem avariada, a tinta vermelha estava intacta, porém a preta havia saído quase que totalmente, ficando apenas uma sombra no local onde antes tinha um desenho. Provavelmente até hoje a saltitante moça deve se perguntar de onde surgiu aquela mancha preta na parte de trás de sua roupa!!!

Plástico Cristal

O que parece estar no berço pra ser estampado não é a cueca do Homem Invisível e sim um polietileno transparente popularmente chamado por aqui de "Plástico Cristal"! No caso este foi usado pra se criar umas estilosas bolsas de praia.
Quando me pediram pra estampar com tinta comum base d'água (de tecido) eu alertei que não fixaria. Queriam um teste e o fiz... Acreditem... Fixou! E muito bem por sinal, resistindo tanto ao atrito, raspagem e lavagem...
-As tintas usadas foram "Mix" de marcas diferentes, Gênesis e Politex...
-Matriz 77 fios.
-Um repique garantiu maior opacidade.
-A arte espelhada (invertida), deixou a estampa fosca pro lado interno e o acabamento visto pelo lado externo ficou brilhante.
-Um pouco de cola permanente sujou o plástico, uma Bobsponjinha macia tirou.


Nem Pátria nem patrão - Subviventes

Efeito de textura/reboco!




No auto falante rebocamos ao som de The Who - My Generation, à pedido de meu piá.



Este simples efeito é bastante eficiente quando se trata do seu uso em imagens chapadas, e não estou me referindo à uma foto do Bob Marley...
Na tribal do "largato" ao lado ele foi totalmente conveniente, dando uma aparência de que se trata do próprio esqueleto do ressecado réptil.
Coisas como essa e outras tantas que nossa imaginação pode criar, foram descobertas depois da invenção do super versátil Plastisol, esta tinta permite-nos efeitos incríveis.
Porém, para manipulá-la também é preciso equipamento adequado. Na amostra do vídeo, fiz improvisadamente com soprador térmico, o correto seria com Flash Cure e estufa polimerizadora, tais equipamentos propiciam ao serígrafo, facilidade na demanda de impressões em maiores escalas.
Agora, uma meia dúzia de estampinhas podemos mandar bronca com o soprador mesmo, tomando muito cuidado pra curar devidamente a tinta sem queimar a peça ou a própria tinta, isso sim é o grande desafio.

Outro cuidado que devemos ter é com a inalação da fumaça que sai na hora da cura.

Sobre o efeito, uns chamam de "puxadinho", outros "textura de reboco", na verdade ele foi sempre um defeito acidental de um serígrafo desatento que levantou a tela com tinta sobre a estampa e gostou do resultado... Pra fazê-lo necessitamos apenas de uma tinta plastisol bem diluida, numa tela bem aberta, entre 32 e 44 fios... Podemos incluir também um segundo tom sobre o desenho, ou até mesmo podemos misturar este com outros estilos, tudo depende da composição da obra e do bom senso do criador, pois como esse efeito é bem pesado e pouco discreto pode finalizar-se facilmente como péssimo gosto.



Fotocromia!

Essa policromia realmente me deu um baita de um trabalhão..
Até eu acertar... Troca rodo... Dilui tinta... Tenta com uma passada... Duas... Ufa! Acho que usei mais tecido pra fazer os testes do que nas 50 camisetas que foram estampadas.
Estampar fotografia, de rosto assim principalmente... É um pouco complicado. Uma passada um pouco mais forte com o rodo em uma determinada cor pode deixar a pessoa envergonhada (avermelhadona), adoecida (amareladona),ou raivosa (azuladona)... O controle do importantíssimo conjunto pressão/velocidade/inclinação manual do rodo deve ser minucioso... Nada de pressa nessas horas.
A função do curioso uso da base branca no tecido branco foi à de torná-lo liso o suficiente para ancorar as retículas um pouco mais fechadas. Deu mais trabalho obviamente, porém, permitiu uma resolução razoável.
Dava pra ter feito com uma menor resolução (uns 45LPI, que é o mais indicado pra tecido), com matriz de 77 fios e sem o fundo branco?
Dava também!
Ia ficar igual?
Não, mas provavelmente também iria ficar bom!


The Toasters – Don't Let the Bastards Grind You Down

Na prática:
-Duas mãos de branco, bem pressionadas, com matriz de 77 fios pra não deixar um take muito grosseiro.
-Duas controladas passadas de amarelo.
-Duas retas de cyan...
-Uma cuidadosa e firme de magenta (esta cor, seguida do cyan, normalmente são as mais delicadas, pois tem o maior contraste em relação ao branco do substrato)
-Duas de preto, que não era predominante no desenho, apenas dava o nescessário acrescimo nas sombras.

-Matrizes amarelas de 90 fios (árduas veteranas que estão exigindo aposentadoria por tempo de total insalubre serviço)
-Arte final com resolução de 60LPI...
-A emulsão usada é a Decafilm PA da HB, sensibilizada com diazo... E não estou ganhando nada pelo merchandising!

Texturizando!

Quase todos os dias a gente fica quebrando a cabeça pra tentar fazer alguma coisa nova, pois quem trabalha com arte tem que obrigatoriamente estar (ou pelo menos tentar estar) atualizado (e atualizando) com o que rola pro aí!
Não posso afirmar que sempre uma pré-idéia vai dar certo (sei que a distância entre a genialidade e a idiotice é muito tênue), mas mesmo assim temos que colocá-la na prática pra ver sua viabilidade... Sua funcionalidade... É um pequeno risco que corremos.

Querendo estampar em papel sem fazer algo dentro do comum, pensei... A serigrafia esta aqui e o substrato alí... Mas pra que fazer sempre o habitual se temos a possibilidade de inventar?

Correndo o risco de perder tempo por motivo da técnica não funcionar devidamente, fiz o que não é recomendado... Estampei com tinta de tecido no papel... E pra minha sorte e surpresa deu certo.
A idéia da telinha que imita escama eu aprendi com um guri que a usava pra decorar uns tanques de moto com desenhos de pele de cobra, em aerografia... Como ví que ficava legal resolvi tentar na serigrafia.


Na caixa, diretamente do boqueirão, escute aí o som dos Maleditos - Sacaneando o FHC em Maledita eleição...


Na prática:
O substrato foi papel cartaz, espesso o suficiente pra resistir ao calor do soprador térmico.
-Matriz de 32 fios.
-Duas mãos de plastisol gel preto com cura intermediária.
-Aplicação de uma "redinha" no verso da matriz pra promover uma textura imitando uma superfície escamada.
-Troca de tonalidade.
-Cura final.
A fixação do plastisol no papelão não foi muito eficiente, colou... Mas se um esperto cutucar com a unha consegue tirar aos pedaços... Numa afirmação totalmente Nonsense posso dizer que não dura uma lavagem!!! (hehe)






Respingando!

Esta técnica eu aprendi (durante uma passagem por Londrina) com o camarada e artista Puff, ele a usava com nanquin no sulfite pra ajudar à decorar seus insanos quadrinhos, como o Brasilo-uruguaio Anormal!
Agora uns bons dez anos depois resolvi experimentar na serigrafia... Deixando bem poluida a estampa.


No audio Os Californianos do Dead Kennedys - Viva las Vegas

Ao vivo:
-Com uma escova dental (pode ser a mais recomendada pelos dentistas mesmo) molhada numa tinta mix bem diluida, espirramos no tecido uma tonalidade que combine... Ou não.
-Pré-cura
-Se quiser dá pra fazer também uma prensagem anti take improvidada.
-Estampa o desenho.
-Antes de retirar a camiseta do berço limpe o dedão no guarda pó, pra não ter perigo de acidentalmente a camiseta ficar manchada!!! Peraí! Já tá toda manchada!

DuploTom!

No mesmo esquema do vídeo anterior... Novamente uma imagem de tom duplo, desta vez uma enfermeira Psycho... Night Nurse! O desenhista é um neozelandês que faz insanas porém bem estilosas ilustrações para camisetas vendidas nos U$A  e também na Austrália.

A separação foi feita pelo FastFilms. O branco forma a imagem e o vermelho vivo destaca mais alguns detalhes...
As tintas usadas são base d'água para tecidos escuros (mix)
Telas de 77 fios.
Reticulas com 45 LPI.




Na caixa, mantendo a pegada Psycho... Batmobile - Ice rock
 

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