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O Fim da Serigrafia! (estampado borrado e com a arte feita em nanquin)

Todo mundo que é do ramo sabe ou pelo menos deveria obrigatoriamente saber que esta é uma versátil forma de impressão milenar... Ou seja, uma técnica que muito antes da sua bisavó nascer já era amplamente utilizada pelo planeta afora.
Registros históricos narram que antes de Guttenberg  (o pai da imprensa) nascer, um chinês já imprimia usando a "escrita da seda"... De lá pra cá é notório que o mundo evoluiu e a tecnologia disparou atingindo níveis outrora inimagináveis... Quando olhamos pro passado recente e também para o presente afirmamos com convicta certeza que as transições tecnológicas estão cada vez mais constantes... Serigraficamente falando idem!!!

Tempos atrás estava eu imprimindo um serviço serigráfico destes que fazem o patrão "lavar a égua"... 5000 sacolinhas de TNT (não é a dinamite e sim um "tecido não tecido") pretas com estampa em duas cores, branco e amarelo, frente e verso, num cálculo rápido defini que teria a capacidade de estampar 100 unidades por hora (cabiam duas em cada berço), podendo finalizar a empreitada após 50 árduas horas de repetitivo serviço. Ou seja, 5 dias com jornada de 10 horas... Dispúnhamos de 3 dias, portanto 3000 ficariam conosco e 2000 seriam terceirizados... Isso de maneira singela na estrutura da empresa onde funciono, impressão 100% manual em 20 berços térmicos.

Em meio à esta impressão toda recebemos a visita de um vendedor de modernos equipamentos inovadores de personalização de camisetas... Ou seja, a máquina computadorizada de bordado e a prensa térmica de transfer digital! Nada contra os citados recursos, se acaso forem direcionados a uma tiragem pequena para clientes pouco exigentes tem seu correto espaço no diversificado mercado...
Porém, um trecho de sua apresentação me incomodou muito. Foi quando o pouco ético vendedor, pretensiosamente afirmou com demasiada ousadia que isso que eu estava fazendo (referindo-se à nossa companheira serigrafia velha de guerra), estava com seus dias contados!!!
Devido aos modernos recursos tecnológicos, a saga do silk screen (não confundir com Ice cream) tem o inevitável caminho ligeiro rumo à completa extinção! Hó!
E segundo o atualizado vendedor o futuro estava focado presentemente na aquisição de seu revolucionário maquinário.
Para isso meus argumentos foram curtos e diretos, em forma de pergunta:
-Tem como eu imprimir 5000 destes Tnt's com esse teu transfer?

Impressões, impressores e impressoras surgem aos montes diariamente, cada uma prometendo ser nova e revolucionária... Mas, dificilmente alguma chegará aos pés da "simples", versátil, ágil, confiável e milenar serigrafia!
Usando uma tela com tinta e um rodo podemos estampar com qualidade em qualquer substrato inventado... Com silk screen imprimimos em coisas de qualquer cor, espessura, tamanho e composição... Utilizando tintas especiais, brilhantes, foscas, fluorescentes, metalizadas, luminosas, refletivas, aromatizadas, transparentes, com glitter e até invisíveis... Podemos imprimir com relevo, texturas, efeitos... tudo isso com rapidez, qualidade e garantia...
Com a atual impressão digital jamais.... Limitamo-nos à expectativa da máquina.
Certamente dispomos na atual escala de evolução gráfica de uma quantidade bastante significativa de equipamentos para impressão digital. A maioria talvez seja ótima dentro do que prometem, mas nem todos compensam o caro investimento.
Que estes maquinários pretendem acabar com a serigrafia seria uma afirmação incoerente e apenas rancorosa. Ambas as técnicas podem conviver simultaneamente juntas e eficazes (a arte final da serigrafia não é hoje em dia feita exclusivamente de maneira digital???), saber usá-las da maneira correta é a faísca que  acende a combustão no motor que movimenta o mundo (seri)gráfico...

E olhando curioso para o futuro... Próximo ou distante, não sei? Onde a serigrafia técnica já não mais é utilizada para nenhuma impressão em um pedaço de tecido sequer... Vejo um virtuoso e nostálgico artista usando uma tela serigráfica pra decorar suas mais ousadas obras artesanais.


Impressão genital (ops! Digital!)
Algumas vantagens:
-Requer pouco conhecimento técnico do operador.
-Agilidade para tiragens pequenas.
-Padronização de qualidade.

Algumas desvantagens:
-Valor unitário da impressão elevado.
-Limitação dimensional e estrutural do substrato a ser impresso.
-Manutenção do equipamento
-Defasagem e custo do equipamento.

Serigrafia
Algumas desvantagens:
-Requer uma sequência obrigatória de etapas à ser seguida pelo(s) técnico(s) serigráfico(s)
-Comercialmente inviável para pequenas tiragens.

Algumas vantagens:
 -Fidelidade nas cores.
-Qualidade.
-Versatilidade.
-Durabilidade do impresso.

Boas festas e até o ano que vem!

Eliminando bolhinhas!!!

Bolinhas dentro da estampa!
O quê são?
São micro bolhas de ar que se formam na tinta usada geralmente como base (fundo) para ancorar cores posteriores... Elas deixam um aspecto falhado horrível na estampa.
Notei que podem ocorrer tanto em telas com tecidos finos como em telas com tecidos mais grossos, em substratos lisos ou ásperos...
Pra tentar sanar ou pelo menos minimizar tais defeitos podemos começar caprichando na primeira mão, numa passada bem firme com o rodo. Se caso sejam constatadas as "bolinhas", um repique deve ser dado forçando bastante o rodo...
Use também um fora de contato na matriz...
Mas, podemos dispor também de uma boa sequência de variáveis que eliminarão as bolinhas na maioria das vezes... Nessas, os passos que você pode seguir para sanar o problema podem ser nesta ordem:

1- Aumente a pressão do rodo, principalmente na primeira passada (de várias passadas secas no mesmo repique)
2- Diminua a velocidade da passada do rodo
3 -Modifique a inclinacão do rodo, deixando-o mais deitado...
Se não melhorar
4- Troque o rodo. (muitas vezes essa simples solução lhe resolve grandes problemas de impressão falhada/manchada)
5- Troque a tinta da base.
6- Numa atitude desesperada... Troque de tela.

Seguindo esses passos podemos com certeza (quase) plena eliminar com as bolinhas que insistem em atrapalhar com a base branca. Mas, se mesmo assim elas persistirem... Daí é porque tal qual o fenômeno das bolas, elas são brasileiras e não desistem nunca...

Bolinhas fora da estampa!
O que são?
São furos que não deviam estar naquele lugar, podem ser originados de uma simples falha no emulsionamento da matriz, podem ser ocasionados por indevida poluição no tecido (poeira ou gordura)... o que todos sabemos é que atrapalham...   


Tela gravada... Devidamente retocadas as falhas ocasionais com bloqueador ou até mesmo com emulsão... Uma exposição à mais na luz pra garantir... E é hora de imprimir!
Já no primeiro teste se constata um ou uns pontinhos de tinta onde não deviam estar... Que deixamos passar despercebido... Re-retocar a tela nem pensar! mas se este pontinho não for eliminado sua estampa ficará com um aspecto muito precário.
Se for ainda uma ou outra colamos um pedaço de fita adesiva e pronto, mas se for uma catapora incômoda?
Pensando que poderia existir um produto que me permitisse tapar esses buracos surpresa.. E que este fosse de secagem rápida e em embalagem coerentemente pequena... Percebi que o tal já estava literalmente e praticamente em nossas mãos! O esmalte de unha!
-Resistente à tinta base d'agua.
-Vem em embalagem de 8 ml com prático aplicador.
-Seca bem rápido, é só aplicar uma fina camada, remover o excesso com o dedão e esperar alguns segundos pra sair estampando.
-Removível facilmente junto com a emulsão (removedor+wap) ou pode ser removido com solvente (não funciona com tinta vinílica)
-Várias tonalidades... Do pink ao glitter!
O correto é não precisar deste improviso, devemos sim é caprichar na limpeza do tecido e na revelação da matriz... Mas, ele se torna uma simples solução pra um simples problema.

Palestras e cursos de Serigrafia

Pra quem é de Curitiba ou região e tem interesse em adquirir maiores conhecimentos sobre técnicas serigráficas, pode entrar em contato com a escola de serigrafia Young Colors...
Além dos cursos de serigrafia e moda, a escola disponibiliza ótimas palestras fortalecendo e valorizando a profissão.

Separando cores no CorelDraw!

A dúvida mais frequente nos comentários do blog tem sido sobre como fazer separações para policromia...
Pra não ficar sempre respondendo a mesma coisa resolvi fazer este post pra demonstrar o quanto é simples fazer este procedimento utilizando o CorelDraw...
Depois do desenho pronto e devidamente montado no software... Você vai precisar de uma Cruzeta CYMK, que é onde e como o serígrafo se guia para fazer o encaixe das cores nas telas... O Corel tem esta opção automática na caixa de impressão (4)... Na aba Pré-Impressão tem opções de imprimir marcas de registro, informações do arquivo, barra de calibragem, selecione apenas a que você vai usar pra não deixar a arte final muito "poluida"... Eu prefiro usar uma que fiz, facilita se acaso temos que fazer também um fundo branco, para imprimirmos em tecidos que não sejam brancos, neste caso o fundo tem que estar em uma folha à parte, todo em preto... O segredo pra uma cruzeta sair nas 4 chapas é que ela deve ter seu traço colorido 100% Yellow, 100% Cyan, 100% Magenta e 100% Black... Pra quem quiser baixar a cruzeta pronta segue o link (formato corel versão 12)...


Bem, sobre a separação de cores... Fazemos no computador (1)... Aliás, é o Corel Draw que faz pra gente sozinho e de graça.! hehe!
Na hora de imprimir é só selecionar Na aba Separações selecione "imprimir separações" (2) e pronto sai as 4 cores da policromia separadas uma em cada folha, com as angulações reguladas automaticamente...
O segredo está na impressora que tem que ser Post Script (3), permitindo que você selecione uma saída de resolução apropriada ao seu serviço... Em impressão serigráfica textil é comumente usado entre 45 e 60 LPI. (lines per inch/linhas por polegada). Este número quanto maior, menor é a distância entre o centro da retícula... isto é, quanto maior, mais refinada é a resolução.
Outro segredo é se usar Laser filme (de poliester) e não o papel vegetal, pois este último se deforma muito facilmente impossibilitando qualquer encaixe de cor...
Se tiver de regular o ângulo das retículas manualmente use 0º pro amarelo, 15º pro cyan, 45º pro preto e 75º pro magenta. Ou seja 30º de distância entre cada um deles... E 15º pro amarelo que tem menor contraste ... Ponto quadrado ou elíptico são os mais usados...

Mas tem gente que faz as retículas via software no Photoshop, CorelDraw e também num tal de "ghost script"... Só que não sei te dizer como pois não uso... Pra monocromias não tem problema...
Em policromia, o problema é poder manter as angulações para que os pontos não se coincidam e sobreponham-se... Fator que influência no defeito conhecido como Moiré!

Resumindo tudo....
1- Depois da arte pronta dê um ctrl+p (imprimir).
2- Em separações selecione "imprimir separações".
3- Em PostScript digite 45 na frequência de tela.
4- Cruzetas automáticas e outras opções temos em "pré-impressão"... Daí você pode visualizar a impressão... Constatando que está tudo certo é só clicar "imprimir"...

Pronto... São as facilidades da vida moderna... Imagine que antigamente a gente se matava um dia inteiro pra fazer uma arte final no nanquin!!!!

Depois de pronto as chapas/fotolitos/arte final o correto é ainda dar uma escurecida nelas usando um reforçador de tonner, quanto mais opaca melhor... Uma gambiarra econômica é passar no "bafo do thinner"...
 



Vectors!

Baixar vetores

Pequena coleção de imagens vetorizadas.
Formato: .cdr
Versão: 12
Tamanho: Pequeno pacarái
É só desagrupar, reamostrar e usar...

Policromia com 75 lpi!

Normalmente é usual na serigrafia em tecido a utilização de retículas com uma distância maior, com no máximo 45 lpi, afinal de contas a aspereza da malha não permite menores.
Porém, quando damos um fundo branco, ele alisa a malha e daí o que vier é lucro.
Essa policromia foi feita usando uma resolução de saída de 75 lpi. Ficou muito bom, os "pontinhos" que formam a imagem só podem ser notados muito de perto.

-Base branca (Super Mix), usando matriz de 77 fios. Pressão bem firme e reta do rodo, e fora de contato para tentar minimizar as famosas "bolinhas" que comumente atrapalham o bom resultado da estampa.
-Cromia feita com poliéster 90 fios, em cada mão uma cuidadosa puxada de rodo.
-Pré-cura entre todos os repiques.
-Emulsão diazóica.
-Tintas base água.




No áudio o "crássico" som do Graforréia Xilarmônica - Rare

Uma coisa que temos que tomar atenção especial neste tipo de estampa é na recomendação do fabricante da tintas base água que seja... Cura total após72 horas! Variável de acordo com condições climáticas.
Porém, após a cura ao toque (que é quando a aparência da tinta já é de seca, e ela já não sai do substrato), podemos dobrar/empilhar as camisetas com certo cuidado, sem de maneira alguma deixar encostada estampa sobre estampa. Se isso ocorrer, vai colar! E quando for descolar um enorme estrago na estampa ocorrerá.
Como não é toda empresa serigráfica que tem estufa polimerizadeira, o cliente deve ser sempre informado de só submeter a peça à lavagem após estas 72 horas (aqui no clima de Curitiba tenho que levar isso muito à sério), se acaso o fizer anteriormente ao prazo indicado e a estampa desbotar ou até mesmo sair por inteiro você está livre da culpa.
Ocorrer da camiseta ser estampada, entregue, utilizada e lavada antes da polimerização total da tinta e esta sair é raro mas não é impossível, se o cliente não for alertado acredito que a culpa seja do serígrafo ou do vendedor que entregou, pois quem compra não é obrigado a conhecer este detalhe.
Um fato que ocorreu comigo foi o seguinte; Sabadão... Ingresso pra ir ver o Manu Chao na sua turné Radio Bemba que ia rolar de noite comprado... Resolvi estampar uma camiseta pra eu usar durante o show.... Camiseta branca, estampa preta e vermelha.
Já no show, muita cerveja e uma verdadeira multidão sudorípara!!! Ficamos próximos ao "gargarejo".
Colada na minha frente, devido ao local tão apertado, uma moça pulava e rebolava freneticamente... Descontraido eu só olhava pra minha mulher, que estava ao meu lado, levantava os braços pro alto e dizia que não tinha nenhuma culpa na constrangedora e "incômoda" situação... Assim seguiu o show...
No outro dia, com uma ressaca física e psicológica, tive um baita susto quando ví que a estampa da camiseta estava bem avariada, a tinta vermelha estava intacta, porém a preta havia saído quase que totalmente, ficando apenas uma sombra no local onde antes tinha um desenho. Provavelmente até hoje a saltitante moça deve se perguntar de onde surgiu aquela mancha preta na parte de trás de sua roupa!!!

Plástico Cristal

O que parece estar no berço pra ser estampado não é a cueca do Homem Invisível e sim um polietileno transparente popularmente chamado por aqui de "Plástico Cristal"! No caso este foi usado pra se criar umas estilosas bolsas de praia.
Quando me pediram pra estampar com tinta comum base d'água (de tecido) eu alertei que não fixaria. Queriam um teste e o fiz... Acreditem... Fixou! E muito bem por sinal, resistindo tanto ao atrito, raspagem e lavagem...
-As tintas usadas foram "Mix" de marcas diferentes, Gênesis e Politex...
-Matriz 77 fios.
-Um repique garantiu maior opacidade.
-A arte espelhada (invertida), deixou a estampa fosca pro lado interno e o acabamento visto pelo lado externo ficou brilhante.
-Um pouco de cola permanente sujou o plástico, uma Bobsponjinha macia tirou.


Nem Pátria nem patrão - Subviventes

Efeito de textura/reboco!




No auto falante rebocamos ao som de The Who - My Generation, à pedido de meu piá.



Este simples efeito é bastante eficiente quando se trata do seu uso em imagens chapadas, e não estou me referindo à uma foto do Bob Marley...
Na tribal do "largato" ao lado ele foi totalmente conveniente, dando uma aparência de que se trata do próprio esqueleto do ressecado réptil.
Coisas como essa e outras tantas que nossa imaginação pode criar, foram descobertas depois da invenção do super versátil Plastisol, esta tinta permite-nos efeitos incríveis.
Porém, para manipulá-la também é preciso equipamento adequado. Na amostra do vídeo, fiz improvisadamente com soprador térmico, o correto seria com Flash Cure e estufa polimerizadora, tais equipamentos propiciam ao serígrafo, facilidade na demanda de impressões em maiores escalas.
Agora, uma meia dúzia de estampinhas podemos mandar bronca com o soprador mesmo, tomando muito cuidado pra curar devidamente a tinta sem queimar a peça ou a própria tinta, isso sim é o grande desafio.

Outro cuidado que devemos ter é com a inalação da fumaça que sai na hora da cura.

Sobre o efeito, uns chamam de "puxadinho", outros "textura de reboco", na verdade ele foi sempre um defeito acidental de um serígrafo desatento que levantou a tela com tinta sobre a estampa e gostou do resultado... Pra fazê-lo necessitamos apenas de uma tinta plastisol bem diluida, numa tela bem aberta, entre 32 e 44 fios... Podemos incluir também um segundo tom sobre o desenho, ou até mesmo podemos misturar este com outros estilos, tudo depende da composição da obra e do bom senso do criador, pois como esse efeito é bem pesado e pouco discreto pode finalizar-se facilmente como péssimo gosto.



Fotocromia!

Essa policromia realmente me deu um baita de um trabalhão..
Até eu acertar... Troca rodo... Dilui tinta... Tenta com uma passada... Duas... Ufa! Acho que usei mais tecido pra fazer os testes do que nas 50 camisetas que foram estampadas.
Estampar fotografia, de rosto assim principalmente... É um pouco complicado. Uma passada um pouco mais forte com o rodo em uma determinada cor pode deixar a pessoa envergonhada (avermelhadona), adoecida (amareladona),ou raivosa (azuladona)... O controle do importantíssimo conjunto pressão/velocidade/inclinação manual do rodo deve ser minucioso... Nada de pressa nessas horas.
A função do curioso uso da base branca no tecido branco foi à de torná-lo liso o suficiente para ancorar as retículas um pouco mais fechadas. Deu mais trabalho obviamente, porém, permitiu uma resolução razoável.
Dava pra ter feito com uma menor resolução (uns 45LPI, que é o mais indicado pra tecido), com matriz de 77 fios e sem o fundo branco?
Dava também!
Ia ficar igual?
Não, mas provavelmente também iria ficar bom!


The Toasters – Don't Let the Bastards Grind You Down

Na prática:
-Duas mãos de branco, bem pressionadas, com matriz de 77 fios pra não deixar um take muito grosseiro.
-Duas controladas passadas de amarelo.
-Duas retas de cyan...
-Uma cuidadosa e firme de magenta (esta cor, seguida do cyan, normalmente são as mais delicadas, pois tem o maior contraste em relação ao branco do substrato)
-Duas de preto, que não era predominante no desenho, apenas dava o nescessário acrescimo nas sombras.

-Matrizes amarelas de 90 fios (árduas veteranas que estão exigindo aposentadoria por tempo de total insalubre serviço)
-Arte final com resolução de 60LPI...
-A emulsão usada é a Decafilm PA da HB, sensibilizada com diazo... E não estou ganhando nada pelo merchandising!

Texturizando!

Quase todos os dias a gente fica quebrando a cabeça pra tentar fazer alguma coisa nova, pois quem trabalha com arte tem que obrigatoriamente estar (ou pelo menos tentar estar) atualizado (e atualizando) com o que rola pro aí!
Não posso afirmar que sempre uma pré-idéia vai dar certo (sei que a distância entre a genialidade e a idiotice é muito tênue), mas mesmo assim temos que colocá-la na prática pra ver sua viabilidade... Sua funcionalidade... É um pequeno risco que corremos.

Querendo estampar em papel sem fazer algo dentro do comum, pensei... A serigrafia esta aqui e o substrato alí... Mas pra que fazer sempre o habitual se temos a possibilidade de inventar?

Correndo o risco de perder tempo por motivo da técnica não funcionar devidamente, fiz o que não é recomendado... Estampei com tinta de tecido no papel... E pra minha sorte e surpresa deu certo.
A idéia da telinha que imita escama eu aprendi com um guri que a usava pra decorar uns tanques de moto com desenhos de pele de cobra, em aerografia... Como ví que ficava legal resolvi tentar na serigrafia.


Na caixa, diretamente do boqueirão, escute aí o som dos Maleditos - Sacaneando o FHC em Maledita eleição...


Na prática:
O substrato foi papel cartaz, espesso o suficiente pra resistir ao calor do soprador térmico.
-Matriz de 32 fios.
-Duas mãos de plastisol gel preto com cura intermediária.
-Aplicação de uma "redinha" no verso da matriz pra promover uma textura imitando uma superfície escamada.
-Troca de tonalidade.
-Cura final.
A fixação do plastisol no papelão não foi muito eficiente, colou... Mas se um esperto cutucar com a unha consegue tirar aos pedaços... Numa afirmação totalmente Nonsense posso dizer que não dura uma lavagem!!! (hehe)






Respingando!

Esta técnica eu aprendi (durante uma passagem por Londrina) com o camarada e artista Puff, ele a usava com nanquin no sulfite pra ajudar à decorar seus insanos quadrinhos, como o Brasilo-uruguaio Anormal!
Agora uns bons dez anos depois resolvi experimentar na serigrafia... Deixando bem poluida a estampa.


No audio Os Californianos do Dead Kennedys - Viva las Vegas

Ao vivo:
-Com uma escova dental (pode ser a mais recomendada pelos dentistas mesmo) molhada numa tinta mix bem diluida, espirramos no tecido uma tonalidade que combine... Ou não.
-Pré-cura
-Se quiser dá pra fazer também uma prensagem anti take improvidada.
-Estampa o desenho.
-Antes de retirar a camiseta do berço limpe o dedão no guarda pó, pra não ter perigo de acidentalmente a camiseta ficar manchada!!! Peraí! Já tá toda manchada!

DuploTom!

No mesmo esquema do vídeo anterior... Novamente uma imagem de tom duplo, desta vez uma enfermeira Psycho... Night Nurse! O desenhista é um neozelandês que faz insanas porém bem estilosas ilustrações para camisetas vendidas nos U$A  e também na Austrália.

A separação foi feita pelo FastFilms. O branco forma a imagem e o vermelho vivo destaca mais alguns detalhes...
As tintas usadas são base d'água para tecidos escuros (mix)
Telas de 77 fios.
Reticulas com 45 LPI.




Na caixa, mantendo a pegada Psycho... Batmobile - Ice rock

Tom Duplo!

Parti para o mais usual nesta estampa (matriz 77 fios e 45 lpi), apesar de preferir em reticulados trabalhar com 60 lpi em nylon 90 fios...
Só tenho essa "audácia" de colocar mix base d'água em um nylon fino por estar no "inverno" (já estamos na primavera) e numa cidade de clima bem ameno (hoje aqui em Ctba fez 9º)... Se a temperatura ambiente estivesse acima dos 20, 23 Cº... Isso resultaria num belo de um entupimento.

Sobre o resultado do desenho em negativo no tecido escuro eu acho que foi bem!
O segundo tom (marrom), bem singelo, dá notoriamente uma boa diferença no resultado do acabamento.
O traço tipicamente riscado expressa o mais puro estilo quadrinista... Um "Alex DeLarge"(ClockWork Orange) numa aparência meio mangá... Meio Emo... É o que vemos no espontâneo e autêntico desenho, cujo autoria não lembro e portanto infelizmente não poderei dispor os devidos créditos... Sobre isso acho que foi mal!



E no áudio Woyzeck do álbum Quebra Queixo, banda de Curitiba... Cidade onde tem os melhores grupos de rock do Brasil.(hehe!)

Ao vivo:
-2 repiques de amarelo ouro (Mix/Hidro)
-2 repiques de marrom (Mix/Hidro)
-Cura intermediária com soprador.
-Telas 77 fios
-Arte final com 45 LPI

I love beer!

Hoje é o dia mundial sem carro... Como vamos todos trabalhar usando meios de transporte alternativos não precisamos respeitar a lei seca, não é mesmo???  Estampo uma camiseta... Abro uma cerveja... Dou um gole na gelada e sigo estampando... Cubro de tinta a tela e já na segunda ou quinta cerveja me encontro... Mexo o caneco de cerveva com a espátula suja de tinta e dou um gole no magenta num repentino engano... Já estão querendo é me internar nos "Serigrafeutas anônimos"...


Nas caixas o som ska punk de Los Estrambóticos - La cerveza y el dolor

Na prática:
Tinta base água
-Fundo branco com dois repiques bem forçados (matriz 77 fios)
-Dois repiques de cada cor da cromia (matriz 90 fios/60LPI) com um detalhe de ter trocado o amarelo comum por um amarelo fluor (clear) só pra ver o que ia acontecer... O preto foi só uma passada... Todos os repiques tiveram uma pré cura intermediária.
Plastisol
-Uns vários repiques de Silicone (gel super cristal) pra dar um efeito de molhado nas gotas da gelada tampinha da cerveja vinda dos Paises Baixos...

O resto  eun não leinbro afinlAL EU  BeBU pa esqecer ... ti conmdsidero pa carambda... Mimpresta um valeei trasnporti...

Sobre costura!

La tournée du chat noir, ou no bom português "A turnê do Gato Preto"! Foi um Café-cabaret inaugurado no fim do século 19 na cidade luz Paris por um sujeito chamado Rodolphe Salis. Seus frequentadores foram artistas, músicos e escritores boêmios da época. Como é que eu sei já que não estava lá??? The God Google...


Em Curitiba também tivemos uma clássica casa de reputação bem duvidosa chamada "Gato Preto", cheia de histórias e até de uma lenda que vale à pena ser lida... Essa aí, bem mais próxima, mesmo que um dia eu tivesse ido, negaria até a morte...

O poster ao lado "La Tournée du Chat Noir avec Rodolphe Salis" é a obra mais famosa do pintor Theophile Steinlen.

E baseado nele foi criada por uma agência daqui de Ctba uma camiseta (entre outras) para o café cultural Sete Gatos da belíssima e histórica cidade de Castro na região dos Campos Gerais do estado do Paraná. Nesse café um dia ainda quero ir...


Com os gaúchos do Acústicos & Valvulados -a balada Até o hora de parar...

Deixando agora todos esses gatos pretos cheios de superstição de lado falemos sobre a estampada na "Chatmiseta"...
Nos vídeos "Serigrafando o sete", apesar de notoriamente serem produzidos com pouco conhecimento e de maneira amadora, sempre tento mostrar um pouco do cotidiano da serigrafia, coisas que até de repente um serígrafo que se preze ocultaria por não querer demonstrar que trabalha muitas vezes com gambiarras... Como a possibilidade de misturar um pouco de tinta na própria tela...
Usar fita de empacotamento pra isolar as beiradas é habitual, só que vale uma dica... Assim que acabar a estampagem e lavar a tela retire a fita, se deixar muito tempo (mais de um dia) a cola fica toda na emulsão e só sai o filme plástico... Mesmo assim se você esqueçeu de seguir esse conselho e precisa tirar essa cola, use um pano com querosene, que lhe permite limpar sem agredir com a emulsão...
Impressão sobre a costura deve ser seguida de cuidado pra não deixar falhas e também não deixar borrar... A primeira, se ocorrer, você resolve com um retoque com pincelzinho ou caneta pra tecido... A segunda você olha pro patrão e fala: Eu te falei que ia dar merda!!! hehe!

Valorize sua mão de obra!

Nenhum trabalho de serigrafia deve ser considerado simples... Por mais rápido que você o faça, qualquer estampa por mais singela que seja, vai obrigatoriamente seguir os vários passos necessários da serigrafia...

Criação do desenho no software, separação de cores, impressão da arte final, retoque/escurecimento do fotolito, preparação da matriz para ser gravada, exposição da matriz à fonte, revelação da matriz, retoque da mesma, preparo das tintas, registro, impressão em sí, repique, secagem do substrato, acabamento e também a limpeza do equipamento...

Pra desenvolver tudo isso você teve que ralar pra achar as soluções pros problemas que foram surgindo durante o aprendizado, sofrendo por conta do enorme individualismo e desunião que existe entre os profissionais do ramo que na maiora das vezes optam por não compartilhar seus conhecimentos, e também sabemos que um bom curso pra se aprender sobre o ofício é raro...
Não podemos desvalorizar todo este sacrifício cobrando preços ínfimos por serviços serigráficos... As vezes o cliente metido à espertalhão insinua (ou até mesmo acredita) que o complexo processo de silk é só passar uma tintinha entre o poliester e fixá-la na camiseta... E como é tão "simples" o trabalho você tem que cobrar o preço do "xerox"... Se é tão fácil assim porque ele mesmo não o faz???

Serigrafia é simples? Sim! Mas é simples pra quem sabe fazer, pra quem dedicou tempo e esforço optando com esse ofício poder ganhar a vida de maneira justa neste mundo injusto.

Valeu por dedicar seu tempo lendo sobre minha idéia, se possível comente as postagens do Yarru! Pois como considero que também estou aprendendo, creio que sua opinião ou dica também é muito importante...Mesmo que seja pra criticar sobre algo que eu esteja fazendo de um modo errado, o trabalho pode estagnar se for sustentado só com elogios... E por isso digo-lhes sinceramente que essas críticas realmente não me ofendem, as vezes somente recebendo um "toque" de um "estranho", podemos rever e analizar o nosso trabalho... Ver que ele pode ou até mesmo precisa ser melhorado...

United Colours of Yarru!

Na  Serigrafia seja com pigmento ou misturando cores prontas... Sempre temos que dar uma de colorista pra acharmos uma tonalidade em especial. Talvés este pequeno guia ajude o colega que inicia na área à tentar encontrar a cor desejada.. Sempre lembrando que se devem respeitar as proporções máximas de pigmento recomendadas pelo fabricante e normalmente indicadas na embalagem do tal. O excesso corre o risco de não fixar... Migrar para o tecido...
Procure sempre que possível trabalhar com produtos de primeira qualidade e dentro do prazo de validade.
Evite misturar tintas de marcas diferentes, mas como isso não é regra e sim apenas um cuidado prático para evitar incompatibilidade na formulação... Acaso forem misturadas, faça preferencialmente doses pequenas para que não hajam sobras...
Tintas de tipos diferentes nem pensar né? Não vai querer misturar vinílica com puff... Plastisol com base d'água... UV com esmalte de unha... Hehe! É a mesma coisa que misturar seu almoço com refrigerante antes de comer alegando que vai tudo pro mesmo buraco... Não há possibilidade não é mesmo?
Algumas tintas base água são missíveis entre sí, dá pra meter mix no clear..  Pérolado... Etc... Por sua conta e risco obviamente... Qualquer coisa se der M eu tiro meu corpo fora... Huahua!

Uma dica que posso lhe dar na hora de misturar é testar em pequenas quantidades pra não correr o risco de peidar na tinta... Começe misturando com a ponta do dedo num pedaço de papel branco até achar o tom... Quando no pote, vá acrescentando a segunda cor em quantidades bem pequenas...
E boa sorte!!!
    Acabou a tinta no meio do serviço? Relaxe e improvise... Pantone de pobre by Yarru!

Tamanho é o que importa!

Quem aí produz moda... Preparem a tesoura e a fita métrica...
A partir de 2010 a indústria de vestuário brasileira terá um padrão de medidas para as roupas, uma camiseta P no Acre terá a mesma medida que uma camiseta P no Chuí!!! No site da ABNT tem o download da visualização do projeto,
(depois de um rápido cadastro, não consegui visualizar p*rr@ nenhuma)...
 
( site PEGN)

Quem Ganha? O consumidor de um modo geral, principalmente o que compra pela internet, fato que populariza-se mais e mais na realidade digital que estamos...

Quem perde? Conservadores que tem aversão à mudança... E marcas que pra iludir com o ego da cliente com complexo de seu leve sobre peso... Pregam uma etiqueta P numa camiseta M...

Colorindo!


O Psychojunk'a'billy andrógeno do The Cramps detona Cramp Stomp!!!

Serigrafia mais colorida que o arco íris que símboliza a pederastia mundial...
Deu pra fazer (no bom sentido) só com uma tela...
Primeiro um fundo branco em todas as camisetas pra criar a base que irá receber as cores... Isola com fita pra cá... Isola pra lá... Vai fazendo um troca-troca (de tinta seu malicioso) até finalizar com a delicada (ui!ui!ui!) estampa.

Pra se fazer isso só é viado, quer dizer... Viável, caso sua serigrafia possua o número de berços igual ou superior ao número de camisetas que se vai estampar... Por Exemplo: Digamos que na sua serigrafia você tem 24 berços (Haha, sacaneei), então você pode muito bem estampar 24 camisetas... Limpar a tela... Estampar com a mesma uma segunda cor por cima... Isolar uma pedaço e estampar uma terceira cor... Etc, etc...
Pra isso basta ter paciência, lembrando que pra se fazer qualquer coisa que seja dispomos de apenas duas maneiras... Uma se chama maneira certa... E a outra, tal qual relato acima, se chama gambiarra! É o improviso nosso do dia à dia! E tenha um bom dia...

Úmido sobre úmido!

Minuto iconoclasta:
O tal do Brasil é o maior país católico do mundo... E aqui estamos novamente estampando uma camiseta com uma das muitas santas canonizadas pelo Vaticano... A Santa Bárbara... Curioso fiz uma rápida pesquisa sobre sua história...

"...Santa Bárbara foi condenada a ser exibida nua por todo o país. Deus, porém, se compadeceu de sua sorte, vestindo-a miraculosamente com um suntuoso manto. Padeceu toda sorte de suplícios: foi queimada com grandes tochas e teve os seios cortados. Foi executada pelo próprio pai, que lhe cortou a cabeça com uma espada. Logo após sua morte, um raio fulmonou (sic) seu assassino."
"Crendiospadre"... O homem faz cada loucura com o semelhante por discordar de seu pensamento religioso... Político...



No áudio os ingleses ridículos Toy Dolls ridicularizam a Madonna -  Bare Faced Cheek

Na prática deixemos essa "barbaridade" toda de lado e falemos sobre a estampa.
Foi uma policromia comum na maneira mais prática... Úmido sobre úmido... Ou seja, sem pré secagem entre as cores, quando você estampa toda a sequência com a primeira cor e pega a segunda... A primeira camiseta já está boa pra ancorar a segunda cor... depois basta uma cura no final da cromia.
-Telas 90 fios
-Emulsão diazóica
-Rodo chanfrado
-Tinta para cromia base água
-Fotolito impresso em laser film com 60 LPI
Amém!

Estampa com Toque "Plastificado"!

Diz a lenda que depois que inventaram a tinta Mix (eu não sou tão velh... Digo, antigo assim) os "serigrafeutas" da não tão antiga época começaram à descobrir efeitos até então desconhecidos na impressão de camisetas e tecidos... Um deles é esse "toque", cujo na minha infância recordo que era chamado pela *piazada de "estampa prastificada" assim com erre mesmo pelos mais espoletas pré adolescentes fanfarrões, fãs das modernas camisetas de "Surf"...

Pra conseguir esse toque não há muito mistério, basta uma boa base de uns três ou quatro repiques de tinta mix com um nylon fino pra estampa não ficar assustadoramente grossa, no caso eu gosto de usar o 77 fios... Seguido de uma cobertura com tinta clear como a policromia que demonstro na amadora filmagem.
Uma boa cura intermediária entre os repiques não é opcional e sim necessário.
Só não me perguntem o que é esse desenho pois até agora não entendi!!!



No áudio o grupo Barricada detona a canção Todos Mirando

*Termo curitibano que define os "moléques".

"Cinto" muito!

Olhando pra qualquer lado você pode claramente observar muita coisa à seu redor... Com certeza afirmo que a absoluta maioria destas coisas pode ser decorada com uma bela estampada de SilkScreem... Da placa de circuito de seu "keyboard" ao seu "mouse pad"... Da bisnaga de "Catchup" à bomba atômica!  Hehê! Só não se empolgue e saia estampando a parede da sua sala... ...Pensando bem até que não é uma má idéia!

Cada item necessita de uma tinta... E também de um processo... Uma técnica diferente... Pra isso o serígrafo vai usando a criatividade, improvisando, descobrindo "segredinhos", gerando dúvidas, quebrando a cabeça e criando muita... Mais muita gambiarra.
Essa é a versatilidade quer dispomos neste processo milenar de impressão. E só temos que tirar muito proveito disso. Claro que sempre com calma e cautela, fazendo testes prévios, pois uma coisa que as vezes pode parecer fácil e usual de se estampar pode te dar muita dor de cabeça ou pior, no bolso...

No vídeo abaixo demonstro uma estampada improvisada numas tiras de algodão pra produzir uns cintos diferentemente decorados. O substrato é áspero e não aceita muito detalhes, requer uma matriz de nylon aberto e uma tinta (usei base água mesmo) pouco diluida pra infiltrar no tecido sem estourar os contornos e borrar com o desenho. Afinal de contas não queremos levar uma bela surra de cinta do cliente, né? Pra isso um outro grande segredo da serigrafia, controle da pressão do rodo...
Creio que este vídeo, apesar da simples técnica de impressão utilizada, pode ser útil pra exemplificar uma boa maneira de se fazer um registro pro serigrafo iniciante facilmente poder encaixar a contínua ilustração.


No áudio A Pseudíssississiima banda de Metal Massacration, detonando Metal is the law

Monocromias!

A mais singela estampa que posso imaginar... Em algodão cru, tecido que foi usado pra se confeccionar umas almofadas... Pra quem não conheçe o bigodudo excentrico é o surrealista espanhol Salvador Dalí...E o revoltado apontando-nos o dedo médio é o Cantor americano Johnny Cash...

Monocromia na prática:
-Tela 77 fios
-Arte final em vegetal com 20 LPI, apesar da baixa resolução é o que mais melhor de bão na aspereza do algodão cru se assenta!
-Tinta clear
-Só isso



Prum contraste cosmopolita no Áudio escutamos o Francês Mano Chao - ?Que Pasó? Ao vivo da Turnê Radio Bemba Sound System

Mini Silk!


Som na caixa! Você sabe - Autoramas

Imaginemos a cena! O cidadão onanista pervertido digita no campo de busca do Youtube a frase "fazendo uma chupetinha" e aparece como primeiro resultado um vídeo do Serigrafando o Se7e... Pô... Sacanagem!
Apesar de correr este enorme risco posto o tal vídeo relacionado.

Na prática:
-Duas mãos de branco super Ecoline (as falhas no desenho são retículas intencionais).
-Duas do contorno com preto clear.
E a estampa ficou até que bacana, estrapolando o limite da costura do ombro... mesmo assim achei que faltou alguma coisa...
-Umas seis repicadas de Plastisol gel super cristal (silicone) deram um efeito molhado ao bico do infante e questionável objeto de sucção não nutritiva...

Serigrafia em nylon 600


No áudio um trecho da trilha sonora do cult Pulp Fiction - Misirlou do veterano da Surf Music The Trashmen

Apesar de ser uma fibra têxtil sintética, dá pra estampar no nylon 600 com tinta comum base água mesmo, que em minha opinião é a maneira mais prática e rápida na impressão deste material.
Este substrato caracteriza-se pela textura áspera que dificulta bastante manter detalhes mais finos. Para sanar isso existem alguns macetes que vamos eventualmente descobrindo.
-Se no desenho há uma boa base de mix (branca ou não) de uns dois ou três repiques, já se elimina essa aspereza por completo. Podendo a cores posteriores serem dadas sem muita complicação.
-Rodo de canto reto, bem afiado e de média dureza dá a resolução que necessitamos... Com isso perdemos em depósito de tinta... Como ninguém aprova isso, repiquemos... E também aumentamos a pressão do rodo...
-Se não quer ficar repicando tal qual num batuque da bateria da verde rosa Mangueira do saudoso Mussum... Poliéster 32 fios dá uma ótima cobertura com apenas uma passada...
-Tela mal tensionada nem pensar... (aliás, pra nenhuma impressão plana que seja). Ela tem que estar soando afinada tipo o pandeirinho do Mussunzis... (será que é daí que vem a etimologia do tal do repique?)
-Bastante cola no berço, já que o nylon não adere tanto quanto o algodão. Se não estiver bem colado, além do risco da fuga do registro, a ação do calor do Flash/Soprador/Pocotó... Pode derreter com a parte eventualmente descolado do material.

Estampas que fiz com tinta base água no Nylon 100, comprovaram que nele também podemos estampar sem muito receio de que a tinta possa sair... No caso foram em bolsas, que não necessitam de lavagens constantes como as peças de vestuário...
Ele aceita bem a tinta e não tem a aspereza do 600, porém no calor do berço térmico se enrola como um tatu bola envergonhado.. E se dilata quando a tinta acupa uma superfície muito grande...

Agora num momento "Telecurso Primeiro Grau" citemos sobre a etimologia do Nylon...
Esta tão falada palavra do idioma de Shakespeare tem duas boas histórias sobre sua origem...
A primeira descreve que ele é a junção das iniciais de New York e London. Cidades onde iniciaram sua fabricação...
Outra tragicômica explicação para o termo seria a de que durante a segunda grande guerra mundial, os EUA usaram o tecido nos pára-quedas. O "nylon" seria então uma abreviação de "Now you've lost, old Nippon". Numa tradução bem livre... "Agora você se deu mal japa"
E fecho o texto num cumprimento sincero à comunidade oriental.  Saionara!!!

Emborrachando!

No espanhol "emborrachando" significa "embreagando"... E só bêbado mesmo pra ter essas idéias de jerico...
Achei uma capinha de CD dos Ramones e resolvi através de um pseudo emborrachamento(do português) fixar em uma camiseta que estava sobrando...
-Duas mãos de silicone (plastisol gel super cristal) pra selar o tecido.
-Mais uma mão sem pré curar.
-Apliquei o recorte (papel couchet de 180 g/cm)
-Mais umas quatro mãos de silicone pra emborrachar(do português) com tudo...
 No final não é que deu certo! Porém, o  resultado foi um take bem "Grosso e Duro".. Hehe! Mas mesmo assim acho que tem gente que gosta... Pelo menos quando está meio "Emboratchado"(do espanhol).

IMPORTANTE! Fiz o teste da lavagem e realmente não resiste muito... Principalmente se for à máquina...



No áudio a versão de "Sheena is a punk rocker" dos Ramones por "Os Thompsons"

Las peliculas y sus derivados

 
A sétima arte é algo que verdadeiramente completa momentos de nossa vida, do "pastelão" italiano ao "enlatado" americano o cinema vem a já mais de um século contribuindo para a máxima expressão da realidade (ou não) humana...

Neste pacote de fontes, selecionei uma coletânea formada só por caracteres com referências à famosos filmes... Desde Cults como ClockWork OrangeFight Club e The Godfather... Até Simpsons, Turtles e Mars Attack!!! São no total 82 fontes.
Uma dica... Não instale muitas, não sobrecarregue seu PC com fontes em excesso, que o deixarão lerdo como uma tartaruga ninja... Eu pessoalmente limito-me em umas 200 fontes bem selecionadas no meu gosto pessoal, e "backupeadas" pra prevenir-me contra uma ocasional formatação da "ordenadora" (PC).
Segunda dica, meu Drugue!!! Esqueça o instalador de fontes do Windows... A melhor maneira de se instalar fontes é com o Font Navigator, programinha que vem juntamente com o suite CorelDraw. Nele você abre a pasta onde estão as "letrinhas", visualiza a danada e numa arrastada "simpres" a joga pro meio de suas fontes...

Fontes para cinéfilos

Tamanho: 1,7 mb

Camisetinhazinhas!

Em inglês T-shirt por conta de seu formato tal qual a letra T... No Español Remera o entonces una Playera... Unterhemd no alemão... Débardeur no Francês... Canottiera italiano... Onderhemd no Holandês... Brottarlinne no sueco...
No nosso bom e velho reformado idioma de Camões a sempre companheira Camiseta...

Desenhistas de moda montam diariamente novos vários formatos de camisetas, alteram a gola... Os detalhes das mangas, comprimentos... Mas a básica continua liderando qualquer gosto... Desde que a estampa seja bem criativa...

Para quem usa fazer layouts de um desenho montado já na camisetinha pra mostrar ao cliente, segue aí uma cortesia do Yarru! Pra talvéz lhe facilitar um pouco a vida...
Vetores De camisetas...
-Modelo básico 1
-Básico 2
-Baby Look
-Regata
-E também até um moletom "Canguru"
Todos com frente e verso... É só redimensionar, trocar as cores e usar...
Espero sinceramente que lhes agrade e seja útil.


Formato: Corel 10
Tamanho: Minúsculo

El Vertedero!

Desenho criado para fazer as camisetas do grupo Vertedero, de Campo Largo/PR... Un tributo a los Eskorbuto!


Desenhado no bom e velho lápis e preenchido com hidrocolor...

Meia Boca!

Em busca de melhor resolução na serigrafia vamos diminuindo a distância entre os pontos das retículas... Tentando superar à si próprio na qualidade da estampa... Certo?
Errado! Hehe... Pensando em fazer justamente o contrário resolvi realçar o pouco valorizado charme da "retícula totalmente evidente"...
Imprimi os fotolitos com 25 LPI, e arrependo-me de não ter imprimido com menos ainda, pra estampar essas verdadeiras "bolotas" que formaram a horrorosa boca babada, que notoriamente não primou pela prevenção e escovação diária recomendada...
Ortodontologicamente observando-a... Resolví acrescentar um aparelho dentário em alto relevo... Decorado com Foil prata.


Ao som de Gewalt (BRD Schlachtrufe) - "Das Deutschland"

Na prática:
-Duas mãos de branco
-Duas mãos de amarelo
-Duas mãos de cyan
-Duas mãos de magenta
-Duas mãos de black (todas acima base água)
-Várias de base relevo plastisol (será que descola???)
-Três de silicone
-E uma prensadinha improvisada de foil com o ferro de passar roupa da mamãe.

No tapete!



Pra acalmar esse stress diário só mesmo uma boa sessão de Yoga... Ou curtir "Vida de Operário - Patifband"

-A tinta é para polietileno.. Adere bem, dá brilho e causa um bom efeito de relevo...
-Se exagerar no soprador escurece a tonalidade da área atingida pelo ca
lor.
-Não deixem as crianças tentarem essas posições de Yoga em casa... Hehe!


Once Colores!

Um desenho com muitas cores "chapadas" nem sempre ficam boas separando-as em uma cromia... Tem que se confiar muito nos pontos da retícula pra poder deixar bem definido o desenho... Uma forçada maior na pressão do rodo já equivoca o resultado, que as vezes não fica como o desejado...
Portanto as vezes temos que estampar com muitas cores...
No exemplo abaixo, apesar das onze tonalidades utilizadas, não precisei gravar onze telas, a disposição das cores que compoem o desenho permitiu-me com apenas quatro telas (devidamente isoladas) estampar todos os detalhes sem muito stress...


Ao impregnante e enjoativo som de "Escorbuto cronico - Tieso ta"

-Pra limpar o andrajoso berço só há um segredo... Querosene.
-A cola adere melhor se aplicada sobre o berço térmico quando o mesmo estiver frio.

Cromia de chapado!

Nesta policromia tive de reproduzir cores sólidas, resultado que apesar de satisfatório, confesso não apreciar muito... Como toda cromia, olhando de longe fica perfeito, porém à curta distância se notam evidentes os pontos das retículas.
Cara! Esqueça a cromia! Olhando daqui dá pra notar que essa p*r$@ desse berço está precisando de uma boa limpeza!


Ao som das virtuosíssimas senhoras caducas "Mercenárias - A polícia vai..."

Download do vetor do Governo Federal com fundo e cruzeta CYMK, pronto para redimencionar e utilizar... Formato Corel 11.

Prensando unzinho!

Vi no Site da Genesis um passo à passo de como fazer a transferência da impressão de uma folha de jornal para uma estampa de plastisol...
Como não tinha nada pra fazer resolví fazer um teste, pro azar de vocês inventei de cinegrafar...
Porém não vou lhe alertar que assistir o vídeo é uma total perda de tempo... Pois a skazera na trilha sonora vale a pena...


Al sonido de los panameños "Los Rabanes" - "Señorita A Mi Me Gusta Su Style"


Esperiência: Uma prensada de jornal colorido no relevo plastisol.
Conclusões do teste: Dá pra improvisar... Poderia ter ficado melhor...

Criatividade em primeiro lugar!

Para se criar uma camiseta diferente e exclusiva não é preciso muitos recursos avançados e conhecimento técnico aprofundado... Só precisamos de alguma "ideia base" e uma coisa que qualquer artista/serígrafo tem que exercitar diariamente... A criatividade.
A Baby Look feminina/infantil abaixo foi produzida de maneira 100% artesanal.
-Os detalhes brancos foram aplicados com tinta mix em uma tela sem emulsão, onde os espaços foram cobertos e definidos com fita adesiva.
-O glitter preto é um termo transfer emborrachado, recortado com estilete e fixado com ferro de passar roupa. (imagino que ficaria aqui também bem interessante uma boa flocagem preta, porém não tenho equipos para tal feito).
-O "lacinho" enfeitando a cauda do bichano foi costurado à mão.
-E o "pulo do Gato"! Huahua! Foram os olhos feitos com transfer refletivo... Possibilitando no escuro imitarmos a natureza... Refletindo a luz nos olhos do "furico"... Que foi como eu apelidei o desavergonhado felino de rabo em pé...

Serigrafando o sete das sete às sete!

Estampar camisetas é muito gostoso... Até umas cem unidades... Passou disso já começa a dar calos nas mãos... Doer as pernas... E quando você com o lombo doido, após alguns dias estampando, está quase chegando na milésima... Já não suporta nem mais olhar pro tão silkado desenho... Agora é tarde, seus movimentos já são feitos por puro impulso... Mecanicamente determinados... Respire fundo meu chapa... E continue produzindo...


Ao som do SkaBrazooka / O Guarani

Trabalho=Tripalium=Tortura dignificando até ficar tonto!

Espatulando!

Como fundo à reprodução modificada deste desenho do singular e extremamente insano artista Eric Pigors, utilizei o processo espatulado.
Com esta simples técnica livre podemos decorar de maneira diferente uma obra.
Usei cores contrastantes (amarelo e verde limão) e vizinhas (segunda tonalidade de verde)... Seguido de um contorno forte de traço bem evidente.


Espatulando a cara do "Frankeinstein Alado" ao som do Psycho junk'a'billy BatMobile - Transsylvanian Express

Vectors!

Esta é a postagem nº 101 no já quase conceituado Blog Yarru.rg3.net
Pra comemorar vamos dispor aqui uma coletânea com mais de 101 Vetores em 6 temas:

Arabesque
Fashion
DeeJay Elements
Graffiti
Architectural Elements
Ornate

Vale à pena ter um arquivo destes no PC pra dar um upgrade nas composições que temos que criar diariamente.

Formato .cdr - Versão 9 - Tamanho 2mb

Não é criação minha... Modifiquei, simplifiquei e mudei o formato... Mas mantive os créditos.

Vectors link atualizado

Dia Mundial da Fotografia!


Hoje é o Dia Mundial da Fotografia!
180 anos de queimação de filme!

No dia 19 de Agosto de 1839 foi mostrado na França, o daguerreótipo, instrumento precursor que evoluiu até a câmera fotográfica atual. Era aquela famosa caixinha escura que conseguia captar a Foto(luz) Grafia (escrita). Foi inventada por Louis Jacques Daguerre...

Silkulinária ItaloTabajariense: Prato do dia... Polenta com chicletes!

Estampando em tecido com tinta base d'água se nota que conforme vamos trabalhando, no decorrer do dia... A tinta vai perdendo a sua fluidez... Isso principalmente em berço térmico. O resultado não é "nada boneca", como diria um veterano amigo meu... A possibilidade de entupimento da matriz aumenta e essa tinta já meio secando, não infiltra devidamente no tecido. Isso compromete o resultado do trabalho diretamente.
Em dias calorentos do auge do verão ou com baixa humidade relativa do ar, já vi casos onde a tinta, coincidentemente amarela, assimilando o calor do berço térmico com o repetido movimento de "vai e vem" mexendo com a colher de pau... Que dizer, como o rodo, ir endurecendo até chegar ao ponto absurdo de parecer com uma "polenta*" cozinhando na opulenta panela... Quer dizer... tela... HuaHua!
Como vivo em uma cidade de clima ameno, raramente sofro com isso... Porém, em dias quentes temos que saber driblar essa perda de humidade...
Como??? Simples! Repondo a água da tinta.

-Quando fecha-se a sequência de uma cor, dá-se umas três borrifadas (com esses borrifadores comuns) sobre a tinta que cobre o desenho na tela. Imediatamente dê uma "passadinha" de leve com o rodo sobre essa tinta molhada pra que ela misture um pouco. Caso contrário quando retornar com essa tela, existe o risco desta água escorrer e borrar com a segunda peça estampada.

-Em casos extremos podemos colocar a matriz descansando sobre outra com um pano húmido dentro... Isso ajuda muito mesmo, principalmente quando estampamos com muitas cores e há intervalos grandes até voltarmos aquela cor... Ou com tintas super cobertura que gostam de entupir com uma tela.

-Ocasionalmente devemos retirar a tinta da tela quando observamos que ela já está pouco fluída... Colocamos-la no seu pote, diluímos com água (ou solvente específico) e recolocamos ela na matriz para prosseguir com a estampagem...


Com certeza existem uma série de outros macetes para resolver essas intempéries, esses são os que conheço e tem dado certo...


*Além da "polenta" outro tropeço culinário no silk são os "chicletes"... huahua! Que é como chamamos por aqui aqueles pedacinhos de tinta meio seca que ficam passeando pela tela... Provocando falhas na impressão... Quando a tinta está saturada destes chicletes, de nada adianta ir correndo com eles consertar o "furo do pneu do fuque do padre"... Pra os eliminarmos, passamos essa tinta de um pote à outro coando-a com um nylon destes que usamos pra esticar tela... Não pode ter dó de sujar a mão na hora de espremer... As cascas, "chicletes" e impurezas ficam todas presas no nylon que é lavável... E a tinta fica usável... Abraço!

Silk+arte= Fuque



Estive semana passada no Atellier "Negro e colorido" de tattoo do grande artista e amigo Girino. Surpreendi-me quando vi pendurado na parede um quadro que eu fiz pra ele já fazem muitos anos... Uma monocromia simples, porém bem estilosa de um Old beetle!
O desafio foi estampar no "eucatex®" já emoldurado... Para isso uma ótima opção foi um nylon 120 fios multifilamento... Bem elástico.
Como uma única estampa não era uma tiragem que necessitava comprar um pote de tinta específica ao substrato, estampamos na cara dura com tinta acrílica mesmo. A fixação foi garantida com uma camada de spray de verniz incolor.
Como o desenho não saiu até hoje podemos garantir que funcionou.


Detalhe da silk/gravura do Volkswagem Sedam... Paixão mundial Pop and Cult!
Clique para ampliar.

Tom Sobre Tom!

Eu acredito que exista nas artes uma junção invisível que tornam todas as manifestações unidas... Há teatro na música... Música na dança... Artes plásticas nas cênicas... Etc.. etc...
Tudo se forma limitado infinitamente pela imaginação no que sabemos ser Cultura.

Nas artes de uma maneira geral se ouve falar as vezes em Tom Sobre Tom, que seria nada mais que uma combinação de tonalidades em uma mesma cor, formando um aspecto mais discreto e sutil à peça discretamente decorada. Um exemplo seria a utilização da mesma cor em suas várias nuances, como azul e azul claro... Marrom e beje...

Assim com num quadro de um pintor famoso ou anônimo, numa música, na sua sala de estar, na calçada e na paisagem urbana, ou até mesmo na sua pintura capilar... Na serigrafia também podemos dispor amplamente desta idéia de Tom sobre Tom para decorar algum detalhe que com plena certeza dão valorização ao conjunto todo da obra.

O contrário do "Tom sobre Tom" seria o esquema com contraste, onde utilizamos cores totalmente alheias, criando efeito dinâmico e vibrante, entre as cores quentes e frias. Porém, deve ser bem dosado para não causar efeito desagradável. São exemplos o azul e o laranja, o vermelho e o verde, o amarelo e o lilás, o preto e o branco...

O círculo cromátivo é estudado por quem cria moda. Combinações de tons e semitons, o uso de cores puras opostas... Isso aparece em forma de novas estampas e tendências...

Sombra improvisada!

Pra fazer uma sombra improvisada é muito fácil, não precisa de outra tela não... Na verdade não precisa nem lavar/secar a tela... Basta trocar de tinta e mexer na "parafuseta da rebimboca"!
É óbvio que não é um serviço profissional, basta ter mero bom senso pra notar que se trata de algo puramente artesanal...
No final do vídeo numa monocromia acrescida de um tom de magenta simulamos bem um tom de Sépia.



No áudio as insanas do L7 cantam Shove... Que fez parte da trilha do "cult" Tank Girl, Que tentou sem muito sucesso ter o mesmo prestígio "underground" do quadrinho inglês dos singulares artistas Jamie Hewlett e Alan Martin.
Mesmo com uma trilha sonora minuciosamente selecionada e com feras no elenco como Malcolm Macdonald e Iggy Pop a película não agradou muito além do que alguns fãs mais xiitas...

Serigrafia+Arte=Pop Art!

Reproduzi aqui em algumas camisetas um ícone da Pop art, a lata de sopa Campbell. Eternizada pelo principal Artista desta manifestação contra a indústria cultural... Andy Warhol, entre outros Warhol mostrava o quanto personalidades públicas são figuras impessoais e vazias; mostrava isso associando a técnica com que reproduzia estes retratos, numa produção mecânica ao invés do trabalho manual. Da mesma forma, utilizou a técnica da serigrafia para representar a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo...



Alala - De CSS (Cansei de Ser Sexy)

Na prática:
-Tela de fundo feita artesanalmente com fita adesiva e estilete... 77 Fios, dois repiques.
-Dois repiques em cada cor na sequência CYMK e mais um último de magenta, pois preferi contrastar bastante o desenho... Nylon 90 fios/arte final com 60 LPI.
-Cura intermediaria e final com secador de cabelo.

Dei os repiques na cromia como faço habitualmente quando utilizo fundo, mas isso só faço por ser nylon 90 fios, mais fino que o 77, ele permite revelar uma retícula mais fechada... Porém deposita menor camada de tinta... Fato que não ocorre quando uso 77 fios e retícula de 45 LPI, neste último caso um repique ocasionaria excesso de tinta que comprometeria totalmente a estampa...

Dicas importantes que talvés sejam úteis para quem queira iniciar na serigrafia de policromia:
Para esses repiques temos que confiar no registro da mesa, assim como nos parafusos e morcetes bem firmes.
Nylon 77 fios com 45 lpi já é suficiente o pode dar um ótimo resultado.
A tensão das matrizes tem que ser igual em todas as telas...
O trio "pressão/velocidade/inclinação" do rodo assim como a sua afiação e qualidade tem ligação direta com o resultado da obra.
Normalmente só de se trocar o serígrafo... Já mudou o tom do desenho, pois uma passada de rodo mais suave já muda o tom da cromia...

Silk Screem... Nomenclatura... Um pouco de história e muita... Mas, muita arte!

Este trecho de notória importância retirei da wikipédia... O conteúdo completo esta no seguinte link...

O termo serigrafia (serigraph, em inglês) é creditado a Anthony Velonis, que influenciado por Carl Zigrosser, crítico, editor e nos anos 1940, curador de gravuras do Philadelphia Museum of Art, propôs a palavra serigraph (em inglês), do grego sericos (seda), e graphos (escrever), para modificar os aspectos comerciais associados ao processo, distinguindo o trabalho de criação realizado por um artista dos trabalhos destinadas ao uso comercial, industrial ou puramente reprodutivo.

Velonis também escreveu um livro em 1939, intitulado Silk Screen Technique (New York: Creative Crafts Press, 1939) que foi usado como "how-to" manual de outras divisões de posters. Ele viajou extensivamente orientando os artistas da FAP sobre a técnica da serigrafia.

História:
Desde os tempos mais remotos, existe, no Oriente, o estêncil (pl. estênceis, em inglês stencil) para a aplicação de padrões (modelos, espaços seqüenciais) em tecidos, móveis e paredes.

Na China os recortes em papel (cut-papers) não eram só usados como uma forma independente de artefato, mas também como máscaras para estampa, principalmente em tecidos.

No Japão o processo com estêncil alcançou grande notabilidade no período Kamamura quando as armaduras dos samurais, as cobertas de cavalos e os estandartes tinham emblemas aplicados por esse processo. Durante os séculos XVII e XVIII ainda se usava esse tipo de impressão na estamparia de tecidos. Aos japoneses é atribuída a solução das “pontes” das máscaras: diz-se que usavam fios de cabelo para segurar uma parte na outra.

No Ocidente registra-se no século passado, em Lyon, França, o processo (de máscaras, recortes) sendo usado em indústrias têxteis (impressão a la lyonnaise ou pochoir) onde a imagem era impressa através dos vazados, a pincel. No início do século registravam-se as primeiras patentes: 1907 na Inglaterra e 1915 nos Estados Unidos, e o números de impressos comerciais cresceu muito. Na América, os móveis, paredes e outras superfícies eram decorados dessa maneira.

Foram raros os artistas que utilizaram o processo como ferramenta para a execução de gravuras, ou de trabalhos gráficos. Theóphile Steinlein, um artista suíço que vivia em Paris no início do século (morreu em 1923) é um dos poucos exemplos do uso da técnica. Neste período da grande depressão de 30, nos EUA os esforços do WPA - Federal Art Projects, estimularam um grupo de artistas encabeçados por Anthony Velonis a experimentar a técnica com propósitos artísticos. Os materiais e equipamentos baratos, facilmente encontrados sem grandes investimentos foram algumas das razões que estimularam os artistas a experimentar o processo. Entre eles, citamos Bem Shahn, Robert Gwathmey, Harry Stenberg. Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar um meio mecânico, cujas qualidades gráficas se limitavam às impressões comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido desse esforço inicial estendeu-se aos artistas dos anos 1950, incluindo os expressionistas abstratos e os action painters, como Jackson Pollock.

Até Marcel Duchamp, que não era exatamente um artista-gravador, nos deixou um auto-retrato de 1959, uma serigrafia colorida que está no MoMa (Museum of Modern Art, Nova York).

No fim da segunda guerra mundial, quando os aviões americanos aterrizaram em Colónia (Alemanha), com suas fuselagens decoradas com emblemas e comics em serigrafia, surgiu o interesse europeu pela técnica.

As barreiras e definições estabelecidas que tratavam a serigrafia como “manifestação gráfica menor” só foram eliminadas no fim dos anos 1950, início dos 1960. O grande responsável por isso foi o processo fotográfico utilizado através da serigrafia e novos conceitos e movimentos artísticos, além do avanço tecnológico (ver Pop art, Op art, Hard-edge, Stripe, Color-field, Minimal Art). Os primeiros artistas que se utilizaram do processo procuravam tornar mais naturais e menos frias as impressões. Foram ressaltados, entre outros, dois pontos básicos da técnica: (1) sua extrema adaptabilidade que permite a aplicação sobre qualquer superfície inclusive tridimensional, muito conveniente para certas tendências artísticas (2) e suas especificidades gráficas próprias, ou seja características gráficas que apenas a serigrafia pode proporcionar.

Da necessidade de artistas como Rauschemberg, Rosenquist, Warhol, Lichtenstein, Vasarely, Amrskiemicz, Albers, Indiana e Stella, houve o desenvolvimento contemporâneo do processo em aplicações artísticas. Novos conceitos foram associados às idéias tradicionais e o estigma “comercial” da serigrafia tornou-se uma questão ultrapassada.

Relevo brilhante!

A banda curitibana Joe Crow (Pop Rock/Surf music) estava na dúvida se suas camisetas seriam com bordado ou com relevo. Pediram uma amostra e fiz a tal com plastisol gel brilhante branco... Imagino que tenham gostado... Porém como não voltaram devem ter preferido as camisetas bordadas... Hehe!



Cura do Plastisol ao som de Marguerita Time - Status Quo

"Cuidado com a Migração!"
Não! Não é um alerta para que o cidadão clandestino tome cuidado com a "Imigração"!

É que pode ocorrer, como já me ocorreu em um caso bem semelhante a essa impressão o efeito (defeito) de migração... Estampei a cara do Darth Wader com esse mesmo plastisol gel branco brilho como fundo em relevo... E com um contorno preto também em relevo (formando um efeito de relevo encima de relevo)...
A tinta branca foi com o passar do tempo se tornando cinza, assimilando o pigmento da malha de algodão preta da camiseta...
Estas e outras são as ocasionalidades habituais que fazem da serigrafia esse nosso desafio diário...

Trapping?

As vezes berços desregulados, com a régua/batente levemente empenada... Ocasionam uma diferença de encaixe nas cores da estampa serigráfica... Formando aqueles famosos filetes brancos onde faltou sobreposição.

No vídeo abaixo demonstro um caso onde ocorreu tal defeito, por óbvia falta do uso do Trapping!



Nada Melhor que um bom Trapping ao som dos Portenhos do Fun People / Masticar

O Trapping é um recurso importantíssimo na área gráfica... Assim como a sangria (impresso excedente pra fora da área de corte)...

Pra quem quer saber mais, disposto estão na net 2 ótimos tutoriais para sanar qualquer dúvida e poupar o mundo deste infame defeito des-gráfico...

Entendendo Trapping, Overprint e Knock Out
Tutorial Trapping

Quem não tem Soprador pra Secar usa o Secador pra Soprar!

Policromia cheia de improvisos...
Tanto o soprador oficial como o reserva tiveram o mesmo problema... Queimaram a ventoinha. O cartel autorizado que monopoliza a assistência técnica da marca me pediu pela singela e exageradamente frágil peça 84 reais (trocada)... 70% do valor de um soprador novo (120R$ Steinel HL500).
Então enquanto não se resolve um problema... Improvisando resolvem-se outros...
A policromia abaixo, feita para um grupo de formandos da Cidade de Serro Azul, foi feita com alguns improvisos que fazem certamente parte do dia a dia da serigrafia técnica/artesanal...
-Secador de cabelo pra pré-curar a tinta...
-Escova de dentes pra retirar uma pequena vazada de tinta...
-E caneta para tecido parar retocar uma pequena falha numa atitude detalhista...



Diego Deza Huete / Vagabundo

Tinta Foil?

Não sei se ocasionalmente essa tinta é já antiga na praça... Deve ser! Mas ela pra mim foi novidade... Então resolvi fazer um simples teste, confesso que a expectativa foi muito maior que a satisfação do resultado.

Se trata de uma tinta base d'água composta com Foil (película metálica)...
A que comprei por talvez absurdos 34R$ o quilo é a "foil preta" da Imagine Color, o resultado da tonalidade na aplicação é um "ônix" (grafite) que realmente tem um acabamento bem bonito.
De maneira comparativa posso descrever como algo mais brilhante que a tinta Hidrometálica e menos brilhante que o foil verdadeiro... Com certeza uma opção de impressão diferenciada que prima pela facilidade em ser estampada, pois não necessita de estufa,flash ou prensa (cura ao ar). Basta uma matriz de 55 fios ou menos... Pois a bendita gosta de entupir com uma tela.
Infelizmente a camera não manteve a fidelidade do olho humano e não consegui captar com realismo... Mas creio que dá pra ter uma idéia...




Punk Cover Somewere Over the Rainbow

 

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