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Policromia em papel!

Policromia feita em substratos de tonalidades suaves sem a utilização de fundo branco. Apesar de perder um pouco a fidelidade cromática original da composição, a subtração da base proporciona uma redução significativa do toque na estampa (principalmente em casos de estampas em camisetas)... No caso no papel, o excesso de tinta proporcionaria também uma deformação um pouco indesejada na peça, já que utilizei tintas base água.

Na prática:
-Telas com poliester 77 fios...
-Arte final com 45 lpi...
-Tintas aquapaper...
-Molhado sobre molhado...

Para fixação do papel no improvisado berço que utilizo normalmente para estampar peças têxteis, dispensei o uso de cola permanente... Em vez disso colei um pedaço pequeno de fita adesiva nas bordas...


E no áudio "Borrachin de la ciudad" de "NIHILISMO"

Simulado com 6 cores!

Este simulado foi impresso utilizando recursos bem singelos de silkscreem... Berço frio, secador de cabelo pra dar a cura intermediaria, quadros de madeira esticados com grampos... Porém, de outro lado pra minimizar a perda de qualidade usei materiais de primeira linha... Tintas de um dos melhores fabricantes do Brasil, que permitem uma ótima cobertura sem repique, deixando a estampa definida, com pouco toque e sem retículas estouradas... A emulsão também ajudou neste fato, diazóica pra alta definição... A mesa de luz é com uma lâmpada de 1000w...


Na prática:
-Sequência branco, amarelo, verde claro, azul, verde escuro e vermelho umas com repique outras sem...
-Retícula com 45 lpi e ângulo fixo de 45º de inclinação...
-Telas com poliéster de 77 fios...
-Tintas super cobertura base água...
-Rodos chanfrados bem afiados...
-Arte final feita no FastFilms e impressa pelo Coreldraw com o auxílio do grande irmão GhostScript...
-Mídia Laser Film...

O desenho é uma estilizada "minha nossa vossa" Senhora de Guadalupe, La Virgen mejicana de Los Muertos...


No áudio temos o prazer de escutar "Como una águila" de Los Bastarddos, grupo de punk rock portenho cujo baterista (Dário) também se dedica à arte da serigrafia!!! Realmente estou crendo cada dia mais de que o silk e o rock caminham juntos... Stay Silk'n'roll guys!

Democromia!

Demo(*) vídeo estampa de uma monocromia em negativo do grupo de Black Metal Profane Souls...

*No dicionário Aurélio Demo é o satanás, diabo, coisa ruim... No grego a palavra significa "povo" (democracia, demagogia...) porém no nosso caso é uma abreviação que vem do inglês "demonstration", ou melhor raciocinando, aqui caem muito bem os três significados pra palavra, tipo uma "demo demo do demo" ou seja uma demonstração democratizada do capeta!

Na prática:
-Tela com tecido de 77 fios
-Retícula 45 lpi com ângulo de 45º (GhostScript-se!)
-Tinta base água com um repique...
-Pré- cura com soprador...
-E "pelamordeDeus" não reparem nos vexaminosos preguinhos que sustentaram o registro da segunda matriz!



No audio "isto é olho seco" pra sonorizar a estampa do gramunhão...

Altos Relevos


-Relevo com puff é feito com tinta base água e dá um acabamento de toque macio, fosco e emborrachado, bastante interessante porém um pouco irregular e arredondado (minimizado quando aplicado em  substratos mais rígidos como moletom, brim, madeira, papelão...). A expansão da tinta é feita pela ação do calor, pode ser com flash cure ou com soprador térmico, com o soprador o rendimento é bem inferior deixando o trabalho bem mais demorado...
A estampa pode ser feita de maneira prática da seguinte forma... Estampa a primeira mão e faz a pré-cura... Após dá-se um repique e já se pode fazer a termo-expansão, a tinta neste momento rebaixa de tonalidade, tornando-se mais opaca, um terceiro repique sem a expansão, só com a cura normal já reforça o tom correto da cor. Quanto mais macio for o tecido juntamente com a espessura maior dos traços da composição do desenho, mais deformação pode ocorrer durante a termo-expansão.

-Relevo com plastisol exige conhecimentos e investimentos maiores, pra se fazer artesanalmente umas poucas peças podemos usar o soprador térmico mesmo, é o que faço, porém para escala maior será obrigatório um flash cure (cura rápida em inglês) para as pré-curas intermediarias e uma boa estufa polimerizadora para a cura final... Deve ser aplicada em substratos que resistam à alta temperatura da cura. Se a cura não for devidamente feita, o relevo com plastisol pode desprender-se.
Os acabamentos desta tinta são bem amplos e variados, podem ser brilhantes, foscos, gel, texturizados, 3D, etc... ficam bem bonitos (se forem feitos por profissional capacitado).
A tinta possui uma excelente resolução e rendimento, podendo formar relevo plano, alto e regular mesmo com traços finos. Vem pronta para o uso e tem caracteristicamente pouca viscosidade, que pode ser aumentada aquecendo-a, batendo-a (movimentando com a espátula) ou acrescentando amaciante específico.
A limpeza da matriz e dos auxiliares pode ser feita com querosene, a emulsão é a mesma das tintas base água.
A estampa com plastisol não pode ser passada à ferro.

Para acrescentar um pouco mais de dicas neste pequeno resumo cito que as estampas com relevo são otimizadas quando usamos tela apropriada, beeem esticada, com tecido técnico estático entre 32 e 55 fios.
Homogênea camada de emulsão, preferencialmente própria para relevo...
Rodo de poliuretano de canto reto 80 shores...

E fora de contato, calços da matriz conhecidos popularmente como "alturinha".
Temperatura exagerada na hora da cura pode queimar as  bordas da tinta ou mesmo a peça.
A quantidade de repiques está diretamente ligada ao depósito de tinta, ou seja, a altura do relevo.

Meio tom por inteiro!

Serigrafia artística de estampas monocromáticas!



Birds... Hichtcock, o grande ícone do suspense no cinema... Teve aqui sua imagem impressa com apenas 15 lpi... O resultado olhado à pequena distância ficou muito bom...
Estampa serigráfica A3 em Brim pesado / Matriz 77 fios / Lineadura 15 LPI / Ponto redondo / Tinta base água sem toque / sem repique...


Johnny Cash mostra o dedo em agradecimento às rádios country americanas após receber seu grammy... E aqui foi impresso em algodão crú também com 15 lpi...

Olhar de Salvador Dali, daqui e de lá... Excentricidade reticulada no GhostScript...

Clint Eastwood com sua Magnum 44 nesta famosa perspectiva... 25 lpi...

A retícula artística do artista italiano Piero Fornaseti de perto parece com um monte de "tijolinhos" à esmo, conforme o espectador vai distanciando-se a imagem se forma...
Serigrafia em algodão crú com tinta sem toque...


Andy Warhol no século passado, quando criava seu estilo próprio na Pop Art fez exatamente isso que eu fiz aí encima... Pegou uma tela serigráfica com a foto do ator Elvis segurando um trabuco e estampou uns sobre os outros, intencionalmente sobrepostas, as impressões e as retículas criaram um efeito novo...

Tempo de Exposição!

Uma maneira simples de descobrir o tempo de sua gravadora.

A mesa de revelação não é nada mais do que um caixote com uma luz em baixo e um vidro encima... Desmistificando muitos palpites que ouvimos diariamente sobre como ela deve ser cito o seguinte:

O que não devemos levar muito em conta:
1-Tanto faz se ela é aberta nas laterais ou fechada, a luz não vai fugir correndo pelos lados...
2-Se acaso for fechada, a cor que deve ser pintada o interior também não interfere no brilho da luz, pinte da cor que combine com seu atelier...
3-Revestir com papel alumínio só se for uma boa de uma tainha recheada, esse procedimento não vai dobrar a potência da lâmpada...
4-O vidro tem que ser apenas duro o suficiente para resistir a pressão da tela sobre ele, seu diâmetro depende da largura da mesa, mas posso afirmar que vidros comuns de 6 ou 8 milímetros são perfeitos. O vidro deve ser incolor e não há necessidade de ser temperado.
5-O calor gerado pela lâmpada não vai jamais "estourar" com o vidro da mesa, primeiro estouraria o vidro protetor do holofote; ou a própria lâmpada, que é uma cápsula de vidro não temperado... O que faria um vidro rachar é um choque térmico, que dilata um lado do vidro mais rapidamente que o outro... Tipo quando você enche um copo frio com café quente...
6-O sol é realmente o maior holofote que dispomos, porém como ele não tem interruptor de liga/desliga e nem trabalha em dias de chuva ou de noite... Evite usá-lo. Hehê!

O que podemos levar em conta:
1-O tipo da lâmpada que será usada... Quanto mais rica em radiação ultravioleta melhor, uma lâmpada de qualidade é realmente cara, pode custar 5, 50 ou até 500 reais... mas acredite que faz uma gritante diferença...
2-Capriche na rigidez da mesa, para que não balance e comprometa com a revelação por conta de um parafuso frouxo...
3-A recomendação lógica da distância da luz em relação ao vidro é que deve ser proporcional ao diâmetro da tela... Ex: uma mesa pra revelar tela de 40/50 cm deve ter uma distância de cerca de 50 cm entre a arte e a lâmpada... Cuidado com vários pontos de luz...
 4-Uma boa fixação da arte entre o vidro e a matriz fará com que a revelação saia sem falhas, se a reveladora não for uma prensa à vácuo, o melhor então é utilizar uma espuma opaca que encaixe certinho no interior da matriz, pressionada por algo plano e rígido, seja uma tampa fixa ou um peso móvel...
5-Opacidade da área preta da arte e transparência do filme quanto maior melhor...
6-Emulsão e sensibilizante apropriados. Seja diazo, bicromato, fotopolímero...

Na prática vamos então descobrir o tempo de exposição ideal...

A emulsão devidamente sensibilizada deve ser aplicada uniformemente na matriz, bem seca na posição horizontal em local escuro, com fonte de calor que não ultrapasse 50ºc, para que não ocorra o endurecimento térmico da emulsão...
Colocando bem firme a matriz na mesa ligue-a e deixe por exemplo 7 minutos....
Revele a tela molhando-a dos dois lados durante um tempo para amolecer a área que não foi exposta à luz, e depois com um jato suave até abrir todo o desenho...
Se abrir fácil demais, e a emulsão soltar em um ou vários pontos, é porque tem que aumentar o tempo... Isso é chamado sub-exposição, ela ocasionará uma emulsão fraca que vai durar pouco; e provavelmente ocorrerá a formação do que chamamos de "véu", que é uma fina camada de emulsão que escorreu e secou na área da matriz que deveria ficar aberta.
Se demorar abrir, ou mesmo não abrir... Isso chamamos de super-exposição... A matriz não revelará traços finos... Temos então que diminuir o tempo...
Vamos fazendo isso até descobrir o tempo que revela perfeito... Este será o tempo usado para revelar suas telas...
Mudou a emulsão ou sensibilizante... Muda o tempo.. Camadas mais espessas de emulsão requerem um pouco mais de tempo na mesa... Nylon amarelo ou âmbar tem que ficar exposto cerca de 30% mais de tempo que o branco... Portanto quando encontrar o tempo ideal para "X e Y" anote em uma lista para que não esqueça...




Para não perder suas telas preste bastante atenção em todas as etapas da confecção da matriz... Da mistura dos químicos até a preparação da arte final... Se um detalhe for ignorado pode ser que tudo de errado...
Boa sorte! E qualquer dúvida comente aí no post!









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Tomando uma Posição!

Existe um padrão para se colocar as estampas nas camisetas? Pior que não! Se o cliente desejar que o serígrafo estampe encima, ele estampa! Em baixo? Vai também! Torta, de lado...  Vale tudo! Porém podemos seguir uma orientação comum para que a estampa fique com um aspecto agradável, em uma posição que eu poderia arriscar afirmando ser a mais adequada para a sua visualização.

Unidade de medida:
De uma maneira quase unânime utilizamos aqui no Brasil em nossas medidas os valores em metro e seus divisíveis centímetro e milímetro. Todo cidadão, alfabetizado ou não, se orienta sem dificuldade com: m², cm³, km/h... Mesmo assim temos como padrão e hábito que alguns produtos sejam comercializados baseados na medida padrão norte americana e inglesa... A polegada... Você pede um parafuso de 1/4 polegadas (=6,35 mm), um televisor de 42"...
Profissionais de artes gráficas também se acostumaram a usar as medidas em polegadas... PPI, LPI, DPI... Cujas definições são pixel, lines e dots per inch, consecutivamente... Inch é polegada...


Agora, mesmo tendo uma régua na ponta do nariz, a absoluta maioria dos serígrafos que presenciei medindo a famosa distância entre a estampa e a ribana utilizam quatro dedos da mão... Indicador, médio, anular e mínimo... Mas nunca o positivo polegar opositor...
Obviamente é uma referência que está "sempre à mão", mas levando em conta que os dedos de uns são P e de outros GG, deixemos esses detalhes anatômicos de lado e usemos no nosso guia o sempre amigo centímetro...


A estampa:
Ela na camiseta tradicionalmente tem a função de passar um mensagem, seja ela um desenho, um texto, um logotipo de uma empresa, uma identificação, um ornamento... Para que essa informação seja bem visível é padrão que esteja localizada na altura do peito, centralizada e reta... Se estiver inclinada ou levemente de lado é porque a pessoa que a vestiu no berço antes do processo de impressão não a alinhou corretamente, ou o cidadão que a veste no corpo tem uma ombreira faltando...


Nas camisetas mais comuns. Manga curta, longa ou regata... Gola comum, raglan ou careca... utilizando desenhos simétricos, sejam redondos, elípticos ou quadrados... É ideal que a estampa fique entre no mínimo 8 e no máximo 12 centimetros abaixo da parte inferior da gola. Uma medida inferior faz com que a estampa se posicione muito no pescoço e maior muito na barriga... Porém, se a composição serigrafada for de maior proporção, ou de formato triangular (fino encima e largo em baixo) pode-se subir um pouco a estampa (6cm). E se for um desenho menor, ou largo horizontalmente e estreito verticalmente... Pode-se aplicá-lo cerca de 14 cm da gola sem receio...

Na camiseta estilo gola V, a modelagem faz com que a ribana avance pra baixo em relação à gola redonda cerca de 3 centímetros, portanto podemos posicionar o desenho um pouco acima comparado à gola comum, sempre tendo como referência a extremidade inferior da ribana.

Nas costas coerentemente baseamonos na mesma lógica, entre 8 e 12 cm. E como na parte traseira a gola fica numa posição mais acima, a estampa consequentemente também ficará.



No peito sempre gera uma certa dificuldade... 
É comum camisetas de empresas acomodarem o logotipo pequeno no peito e grande atrás.... Normalmente a estampa fica no peito esquerdo, o lado do coração... Imagino que isto vem da padronização dos bolsos que sempre estão também no lado esquerdo... Como a população é quase todo composta por destros, o mundo é projetado segregando os "canhotos"... Violão é facilitado pra destro, a alavanca do câmbio do carro, o lado do ziper na calça, o botão pra dar corda no relógio no pulso esquerdo... E o bolso do lado esquerdo onde eu coloco e tiro a caneta com a mão direita...
Na prática não podemos deixar a estampa próxima demais do centro do tórax nem da axila.
Dividimos visualmente a frente da camisa no meio e esta metade em outras 4 partes, o desenho pode ficar centralizado a partir da segunda parte, seja ele pequeno ou grande, com o centro do desenho entre também  8 e 12 cm abaixo da parte inferior da ribana. Nas raras estampas do lado direito espelhamos a lógica.


Para estampa no bolso devemos levar em conta que ele sempre tem uma dobra e uma costura, com cerca de  2 cm. A estampa pode ficar bem disposta igualmente cerca de 2 cm abaixo da costura, ou seja 4 cm da borda... lembrando que como o bolso é quase sempre estampado desmontado, incluímos então na distância o valor da dobra de mais 2 cm...


Nas estampas incluídas nas mangas da camiseta pode-se seguir a lógica usada no bolso, só que ao invés de ser pra baixo o desenho tem que se localizar alinhado acima da costura com uma distância coerente de cerca de 2 cm.


Estampas aleatórias:
Obviamente quem define onde ficará a estampa da camiseta é o designer do produto, ou o cliente... 
A estampa pode ficar muito bem ao lado da costura lateral, na barra traseira, no ombro... Inclinada... pode começar na frente e terminar nas costas passando pela fronteira imposta pela costura... Mas uma coisa afirmo, se o cliente simplesmente pede para que se estampe um desenho na frente e outro nas costas da camiseta, o técnico serigrafo obrigatoriamente tem que saber a referência padrão pra que não acabe literalmente numa má posição.







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Pegue um atalho!

 Alguns atalhos úteis do Corel Draw...
 Abrir - Ctrl+O
Converter contorno em objeto - Ctrl+Deslocamento+Q
Elipse - F7
Envelope - Ctrl+F7
Formatar texto - Ctrl+T
Girar - Alt+F8
Imprimir - Ctrl+P
Lentes - Alt+F3
Mão livre - F5
Novo - Ctrl+N
Opções - Ctrl+J
Posição - Alt+F7
Retângulo - F6
Revisor Ortográfico - Ctrl+F12
Sair - Alt+F4
Texto - F8
Visualização de tela cheia - F9
Agrupar - Ctrl+G
Alinhar centros na horizontal - E
Alinhar centros na vertical - C
Alinhar pela base - B
Alinhar pelo topo - T
Alinhar à direita - R
Alinhar à esquerda - L
Alternar estado da seleção - Ctrl+Space
Alternar exibição - Deslocamento+F9
Aumentar tamanho da fonte - Ctrl+NUMPAD 8
Avançar um - Ctrl+PgUp
Avançar tudo Shift+PgUp
Descer um por vez o objeto- Ctrl+PgDown
Descer tudo Shift+PgDown Borracha - X
Caneta - F12
Capitulação - Ctrl+Deslocamento+D
Centralizar - Ctrl+E
Centralizar pela página - P
Colar - Ctrl+V
Colar - Deslocamento+Insert
Contorno - Ctrl+F9
Combinar - Ctrl+L
Converter em curvas - Ctrl+Q
Converter em texto artístico - Ctrl+F8
Copiar - Ctrl+C
Copiar - Ctrl+Insert
Cor - Deslocamento+F12
Cor - Deslocamento+F11
Duplicar - Ctrl+D
Deslocamento para baixo - Seta para baixo
Desagrupar - Ctrl+U
Desfazer Excluir - Ctrl+Z
Desfazer Excluir - Alt+Backspace
Deslocamento para cima - Seta para cima
Deslocamento para a direita - Seta para direita
Deslocamento para a esquerda - Seta para esquerda
Diminuir tamanho da fonte - Ctrl+NUMPAD 2
Diminuir tamanho da fonte - Ctrl+NUMPAD 2
Direita - Ctrl+R
Distribuir centros horizontalmente - Deslocamento+E
Distribuir centros verticalmente - Deslocamento+C
Distribuir espaço horizontalmente - Deslocamento+P
Distribuir espaço verticalmente - Deslocamento+A
Distribuir na base - Deslocamento+B
Distribuir no topo - Deslocamento+T
Distribuir à direita - Deslocamento+R
Distribuir à esquerda - Deslocamento+L
Espiral - A
Excluir - Excluir
Exportar - Ctrl+E
Editar texto - Ctrl+Deslocamento+T
Editor do Visual Basic - Alt+F11
Enquadrar para baixo - Alt+Seta para baixo
Enquadrar para cima - Alt+Seta para cima
Enquadrar à direita - Alt+Seta para direita
Enquadrar à esquerda - Alt+Seta para esquerda
Estilos de gráfico e texto - Ctrl+F5
Esquerda - Ctrl+L
Excluir caractere à direita - Excluir
Excluir palavra à direita - Ctrl+Excluir
Exibir Barra de propriedades - Ctrl+Enter
Forma - F10
Forçar total - Ctrl+H
Gerenciador de exibição - Ctrl+F2
Gradiente - F11
Importar - Ctrl+I
Itálico - Ctrl+I
Linear - Alt+F2
Lista de estilos - Ctrl+Deslocamento+S
Lista de fontes - Ctrl+Deslocamento+F
Lista de formatos de fonte - Ctrl+Deslocamento+W
Lista de tamanhos de fonte - Ctrl+Deslocamento+P
Lista de tamanhos de fontes HTML - Ctrl+Deslocamento+H
Marcador - Ctrl+M
Menos zoom - F3
Microdeslocamento para baixo - Ctrl+Seta para baixo
Microdeslocamento para cima - Ctrl+Seta para cima
Microdeslocamento à direita - Ctrl+Seta para direita
Microdeslocamento à esquerda - Ctrl+Seta para esquerda
Mover 1 caractere para a direita - Seta para direita
Mover 1 caractere para a esquerda - Seta para esquerda
Mover 1 linha para baixo - Seta para baixo
Mover 1 linha para cima - Seta para cima
Mover 1 moldura para baixo - PgDn
Mover 1 moldura para cima - PgUp
Mover 1 palavra para a direita - Ctrl+Seta para direita
Mover 1 palavra para a esquerda - Ctrl+Seta para esquerda
Mover 1 parágrafo para baixo - Ctrl+Seta para baixo
Mover 1 parágrafo para cima - Ctrl+Seta para cima
Mover para o fim da linha - Fim
Mover para o fim da moldura - Ctrl+Fim
Mover para o fim do texto - Ctrl+PgDn
Mover para o início da linha - Página inicial
Mover para o início da moldura - Ctrl+Página inicial
Mover para o início do texto - Ctrl+PgUp
Mudar maiúsculas/minúsculas - Deslocamento+F3
Mão - H
Mídia artística - I
Navegador - N
Negrito - Ctrl+B
Nenhum - Ctrl+N
Papel gráfico - D
Para frente - Deslocamento+PgUp
Para trás - Deslocamento+PgDn
Preenchimento - G
Preenchimento de malha - M
Propriedades - Alt+Enter
Próxima página - PgDn
Página anterior - PgUp
Refazer Esticar - Ctrl+Deslocamento+Z
Recortar - Ctrl+X
Recortar - Deslocamento+Excluir
Recuar um - Ctrl+PgDn
Repetir Preenchimento Repetir Excluir - Ctrl+R
Salvar - Ctrl+S
Separar - Ctrl+K
Selecionar 1 caractere à direita - Deslocamento+Seta para direita
Selecionar 1 caractere à esquerda - Deslocamento+Seta para esquerda
Selecionar 1 linha para baixo - Deslocamento+Seta para baixo
Selecionar 1 linha para cima - Deslocamento+Seta para cima
Selecionar 1 moldura para baixo - Deslocamento+PgDn
Selecionar 1 moldura para cima - Deslocamento+PgUp
Selecionar 1 palavra à direita - Ctrl+Deslocamento+Seta para direita
Selecionar 1 palavra à esquerda - Ctrl+Deslocamento+Seta para esquerda
Selecionar 1 parágrafo para baixo - Ctrl+Deslocamento+Seta para baixo
Selecionar 1 parágrafo para cima - Ctrl+Deslocamento+Seta para cima
Selecionar até o fim da linha - Deslocamento+Fim
Selecionar até o fim da moldura - Ctrl+Deslocamento+Fim
Selecionar até o fim do texto - Ctrl+Deslocamento+PgDn
Selecionar para início do texto - Ctrl+Deslocamento+PgUp
Selecionar para o início da linha - Deslocamento+Página inicial
Selecionar para o início da moldura - Ctrl+Deslocamento+Página inicial
Selecionar todos os objetos - Ctrl+A
Sublinhado - Ctrl+U
Super deslocamento para a direita - Deslocamento+Seta para direita
Superdeslocamento para a esquerda - Deslocamento+Seta para esquerda
Superdeslocamento para baixo - Deslocamento+Seta para baixo
Superdeslocamento para cima - Deslocamento+Seta para cima
Símbolos e caracteres especiais - Ctrl+F11
Tamanho - Alt+F10
Tamanho da fonte do próximo tamanho combinado - Ctrl+NUMPAD 6
Tamanho da fonte do próximo tamanho combinado - Ctrl+NUMPAD 6
Tamanho da fonte do tamanho combinado anterior - Ctrl+NUMPAD 4
Tamanho da fonte do tamanho combinado anterior - Ctrl+NUMPAD 4
Texto - Ctrl+F10
Texto horizontal - Ctrl+,
Texto vertical - Ctrl+.
Total - Ctrl+J
Versalete - Ctrl+Deslocamento+K
Zoom instantâneo - F2
Zoom instantâneo - Z
Zoom para página - Deslocamento+F4
Zoom para ajustar - F4
Zoom para seleção - Deslocamento+F2


Atalhos do Photoshop:

COMANDOS GERAIS - PALETAS
F1 - Abre o Adobe Help Center (Ajuda Online do Photoshop).
F5 - Mostrar ou esconder a paleta de Predefinições de Pincéis (Brushes).
F6 - Mostrar ou esconder a paleta de Cores, Amostras e Estilos.
F7 - Mostrar ou esconder a paleta de Camadas, Canais e Demarcadores (Layers).
F8 - Mostrar ou esconder a paleta do Navegador, Informações e Histograma (Info).
F9 - Mostrar ou esconder a paleta do Histórico e Ações.
Tab - Mostrar ou esconder todos os componentes da tela.
Shift+Tab - Mostrar ou esconder todos os componentes da tela  (com exceção da barra de ferramentas).

ATALHOS PARA BARRA DE FERRAMENTAS
Para alternar entre ferramentas que utilizam a mesma tecla de atalho, utilize Shift. Por ex.: a tecla L seleciona a ferramenta Laço (Lasso), mas se você quiser utilizar a ferramenta Laço Poligonal (Polygonal Lasso), tecle Shift+L.
M - Letreiro Retangular (Rectangular Marquee); Letreiro Elíptico (Elliptical Marquee)
V - Mover (Move)
L - Laço (Lasso); Laço Poligonal (Polygonal Lasso); Laço Magnético (Magnetic Lasso)
W - Varinha Mágica (Magic Wand)
C - Corte Demarcado (Crop)
K - Fatia (Slice); Seleção de Fatia (Slice Select)
J - Pincel Para Recuperação de Manchas (Spot Healing Brush); Pincel de Recuperação (Healing Brush); Correção (Patch); olhos Vermelhos (Red Eye)
B - Pincel (Brush); Lápis (Pencil); Substituição de Cor (Color Replacement)
S - Carimbo (Clone Stamp); Carimbo de Padrão (Pattern Stamp)
Y - Pincel do Histórico (History Brush); História da Arte (Art History Brush)
E - Borracha (Eraser); Borracha de Plano de Fundo (Background Eraser); Borracha Mágica (Magic Eraser)
G - Degradê (Gradient); Lata de Tinta (Paint Bucket)
R - Desfoque (Blur); Nitidez (Sharpen); Borrar (Smudge)
O - Subexposição (Dodge); Superexposição (Burn); Esponja (Sponge)
A - Seleção de Demarcador (Path Selection); Seleção Direta (Direct Selection)
T - Texto Horizontal (Horizontal Type); Texto Vertical (Vertical Type); Máscara de Texto Horizontal (Horizontal Type Mask); Máscara de Texto Vertical (Vertical Type Mask)
P - Opções da Ferramenta Caneta (Pen); Caneta de Forma Livre (Freeform Pen)
U - Retângulo (Rectangle); Retângulo Arredondado (Rounded Rectangle); Elipse (Ellipse); Polígono (Polygon); Linha (Line); Forma Personalizada (Custom Shape)
N - Observações (Notes); Comentário de Áudio (Audio Annotation)
I - Conta-gotas (Eyedropper); Classificador de Cores (Color Sampler); Medir (Measure)
H - Mão (Hand)
Z - Zoom
D - Cores de Primeiro Plano e Plano de Fundo Padrão (Reset Foreground and Background To Black and White)

Para os seguintes atalhos, não é necessário teclar o Shift para alternar entre as funções, basta pressionar a tecla de atalho novamente
X - Alternar Cores de Primeiro Plano e Plano de Fundo (Change Foregroud to Background)
Q - Alternar entre Editar no Modo Padrão (Pattern Mode); Editar no Modo Máscara Rápida (Quickmode)
F - Alternar para o Modo de Tela Padrão (Pattern Screen); Modo de Tela Cheia com Barra de Menus (Fullscreen w/ Menu Bars); Modo de Tela Cheia (Fullscreen)

ARQUIVO (File Menu)
Novo... (New) - Ctrl+N
Abrir... (Open) - Ctrl+O
Procurar... (File Browser) - Ctrl+Alt+O
Abrir Como... (Open As) - Ctrl+Alt+Shift+O
Editar no Image Ready (Jump to Image Ready) - Ctrl+Shift+M
Fechar (Close) - Ctrl+W
Fechar Todas (Close All) - Ctrl+Alt+W
Fechar e Ir para o Bridge... (Close and Jump to Bridge) - Ctrl+Shift+W
Salvar (Save) - Ctrl+S
Salvar Como (Save As) - Ctrl+Shift+S
Salvar para Web (Save to Web) - Ctrl+Alt+Shift+S
Reverter (Revert) - F12
Info Sobre Arquivo (File Info) - Ctrl+Alt+Shift+I
Configurar Página (Page Setup) - Ctrl+Shift+P
Imprimir com Visualização (Preview Print) - Ctrl+Alt+P
Imprimir (Print) - Ctrl+P
Imprimir uma Cópia (Print Copy) - Ctrl+Alt+Shift+P
Sair (Exit) - Ctrl+Q

EDITAR (Edit Menu)
Desfazer (Undo) - Ctrl+Z
Avançar uma Etapa (Step Backward) - Ctrl+Shift+Z
Retroceder uma Etapa (Step Forward) - Ctrl+Alt+Z
Atenuar...(Fade) - Ctrl+Shift+F
Recortar (Cut) - Ctrl+X ou F2
Copiar (Copy) - Ctrl+C ou F3
Copiar Mesclado (Copy Merged) - Ctrl+Shift+C
Colar (Paste) - Ctrl+V ou F4
Colar em (Paste Into) - Ctrl+Shift+V
Transformação Livre (Free Transform) - Ctrl+T
Transformar Novamente (Tranform Again) - Ctrl+Shift+T
Configuração de Cores (Color Settings) - Ctrl+Shift+K
Atalhos de Teclado (Keyboard Shortcuts) - Ctrl+Alt+Shift+K
Mudar Preferências (General Preferences) - Ctrl+K

IMAGEM (Image Menu)
Níveis (Levels) - Ctrl+L
Níveis Automáticos (Auto Levels) - Ctrl+Shift+L
Contraste Automático (Auto Contrast) - Ctrl+Alt+Shift+L
Cor Automática (Auto Color) - Ctrl+Shift+B
Curvas... (Curves) - Ctrl+M
Equilíbrio de Cores... (Color Balance) - Ctrl+B
Matiz/Saturação (Hue/Saturation) - Ctrl+U
Remover Saturação (Desaturation) - Ctrl+Shift+U
Inverter (Invert) - Ctrl+I
Tamanho da Imagem (Image Size) - Ctrl+Alt+Y

CAMADAS (Layers Menu)
Nova Camada (New Layer) - Ctrl+Shift+N
Nova Camada por Cópia (Layer via Copy) - Crtl+J
Nova Camada por Corte (Layer via Cut) - Ctrl+Shift+J
Criar/Soltar Máscara de Corte (Create/Release Clipping Mask) - Ctrl+Alt+G
Agrupar Camadas (Group with Previous) - Ctrl+G
Desagrupar Camadas (Ungroup) - Ctrl+Shift+G
Trazer para o Primeiro Plano (Bring to Front) - Ctrl+Shift+]
Trazer para Frente (Bring Forward) - Ctrl+]
Enviar para Trás (Send Backward) - Ctrl+[
Enviar para o Plano de Fundo (Send to Back) - Ctrl+Shift+[
Mesclar Camadas (Merge Down) - Ctrl+E
Mesclar Camadas Visíveis (Merge Visible) - Ctrl+Shift+E
 
SELECIONAR (Select Menu)
Selecionar Tudo (Select All) - Ctrl+A
Cancelar Seleção (Deselect) - Ctrl+D
Selecionar Novamente (Reselect) - Ctrl+Shift+D
Inverter Seleção (Inverse Selection) - Ctrl+Shift+I ou Shift+F7
Selecionar Todas as Camadas (All Layers) - Ctrl+Alt+A
Difusão... (Feather) - Ctrl+Alt+D ou Shift+F6


Fonte: world wide web

Meio tom para silk

A pretensão deste pequeno guia é demonstrar como um serígrafo poderá adquirir imagens reticuladas sem a utilização de uma impressora Postscript.
Apesar de após "emular" via software, podermos dispor como saída até mesmo uma simples impressora inkjet, aconselho que evitem se possível usá-la para tal fim, trabalhar com fotolitos de primeira não é nem nunca será garantia de bons resultados, mas com certeza ajudam... Os resultados da impressão final dependem diretamente da arte final, dando preferência à uma impressora laser com mínimo 600dpi de resolução e como mídia um bom laser film, que possuirá estabilidade devida para um preciso encaixe de cores, serigrafemos qualquer imagem!!!

Como um pouco de teoria nunca abunda... (não pense besteira, se quiser fazer retícula manualmente tem que saber como ela funciona)

Meio tom é como chamamos a intensidade gradiente que forma imagens impressas, na tela serigráfica possibilita que uma única cor seja depositada no substrato de maneira que forme na imagem áreas mais, ou menos escuras. De perto vemos os "pontinhos" e a uma certa distância eles numa ilusão de ótica formam as sombras que compõem o desenho.


A combinação das 3 cores primárias (c+y+m) e mais o preto (k) para reforçar o contraste é o que tecnicamente chamamos de quadricromia (quatro cores)

O moiré (lê-se moarê) é um defeito no resultado da impressão de retículas de meio tom mais comumente ocorrido em policromia cymk. è o resultado da coincidência dos pontos da retícula com o alinhamento dos fios que formam o poliéster da matriz... As vezes até mesmo a textura do tecido impresso causa moiré. Este defeito dá um aspecto "zebrado" à impressão, evitamos-lo controlando a inclinação de retícula.




Para que imagens reticuladas não tenham moiré o mais comum é usarmos a angulação de 45º, deixando bem ao centro, na área onde não ocorrerá a coincidencia dos pontos.Esta inclinação serve para um tom só(monocromia) ou para duplo tom...

Em Quadricromia o mais comum é usarmos a seguinte sequência de inclinações... O Amarelo que possui menor contraste com o fundo e portanto não aparecerá muito o moiré, ficará no 0º, que é onde o defeito mais ocorre. O Preto que tem maior contraste vai para o centro (45º), o Magenta e o Cyan 30 graus acima (75º) e abaixo (15º) respectivamente.
Porém esta é uma variável que podemos controlar de acordo com a predominância destas tonalidades na composição de desenho a ser estampado.
Colocamos sempre a cor predominante, onde mais aparecerá o moiré, no centro (45º), as outras 30º acima e abaixo e o amarelo sempre nos 0º.
Ex:
Desenho com predominancia azul ou verde:C 45, M 75, K 15 e A 0.
Se a cor predominante for vermelho ou laranja: M 45, C 75, K 15 e A 0.

Na hexacromia (CMYKOG) o laranja fica nos 15º e o verde nos 75º. Pra quem não sabe hexacromia é o já conhecido cymk mais duas cores, laranja e verde. Um padrão de cores que permite formar praticamente todas as cores da escala cromática Pantone com cores mais vibrantes e maior fidelidade (90% da escala Pantone contra 50% da gama do cymk). É mais comum em impressões offset...

Também existem possibilidade de na serigrafia estamparmos mais dois canais depois da policromia, o branco brilho que reforça a luz. e o cinza neutro (clear+preto) que reforça as sombras do desenho, normalmente pode se usar o angulo de 25º para estes tons. Porém este método é pouco usado.

Em separações por processo Simulado, não haverá a formação das rosetas comuns do cymk, portanto as angulações são fixas em 25º em todas as cores que forem usadas.

O formato da retícula mais usado no silk é o elíptico (oval), este ponto é fisicamente comprovado como o mais eficaz na serigrafia, porém, eu pessoalmente gosto de usar o formato redondo, principalmente em pontos intencionalmente bem abertos (10,15 lpi), isso por achar as retículas redondas esteticamente mais agradáveis...

O Tamanho da retícula (lineadura) depende de resultado que desejemos obter na aparência da estampa, quanto menor a retícula maior a definição da imagem, mas isso depende também da distância que será observado o desenho...... Retículas acima de 150 lpi já não são facilmente identificadas pelo olho humano mesmo de perto, por isso são usadas em impressos de revistas, jornais... Retículas em Outdoors, que serão vistos apenas de longe podem ser bem abertas sem problema algum (10 lpi)... Na serigrafia em camisetas o tamanho de retícula mais usado é 45 lpi, pois a textura áspera do tecido impresso não suporta maiores detalhes...

O tamanho da retícula também depende  do tecido técnico (poliester) e da emulsão que suportará a revelação da matriz. Sobre a relação entre tecido e lineadura de retícula suportada é mais ou menos assim...
30 / 44 fios - 10 / 15 lpi
55 / 62 fios - 30 lpi
77 fios - 45 lpi
90 fios - 60 lpi
100 / 120 fios - 75 lpi
120 / 150 fios - 100lpi
180 / 200 fios - 150 lpi (!!!!!!)

Na prática:
Com a maioria dos softwares gráficos podemos criar retículas em imagens, para isso primeiramente elas devem estar com uma boa resolução... Devidamente com o contraste e tom equalizados... Limpas... e se acaso for mais de uma cor, separadas...

Utilizando o CorelDraw/Photopaint: Selecione a imagem rasterizada (convertida em bitmap) clique em "Bitmap-Modo-Preto e branco"... Selecione "Meio tom"... No tipo de tela selecione o formato do ponto... Tem opções de escolha do ângulo e da lineadura... A qualidade do resultado é mediana para monocromias mas péssimo para policromia. Outra opção no corel é ir em "Bitmap-transformação de cor-meio tom".

No Adobe Photoshop temos uma qualidade melhor no resultado e o método é igualmente simples...
Selecionado o canal a ser convertido (imagem em tons de cinza) clique em "imagem-modo-bitmap"...
Clique em ok... Na "tela de meio tom" escolha a frequência, o ângulo e a forma dos pontos... daí é só mandar pra impressora.
Com este programa podemos até mesmo criar artes para policromias com boa qualidade.

O que revolucionou com a nossa vida de serígrafo, tornandonos independentes das impressoras postscript com seus valores elevados foi o software GhostScript (Gsview), é um visualizador que lê o arquivo de extensão .ps e permite imprimí-lo em qualquer impressora comum. Seu uso é bem simples também...
Crie a imagem à ser impressa no Coreldraw, clique em imprimir, na caixa de diálogo da impressora selecione "arquivo postscript independente do dispositivo", em "postscript" escolha o tamanho de retícula desejada na "frequência de tela"... Também podemos manipular as cores cymk e hexacromáticas em "separações-imprimir separações"
Daí é só clicar em imprimir e salvar o arquivo no winchester...
Este arquivo poderá ser aberto no Gsview e facilmente impresso, possibilitando a saída de retículas de ótima qualidade para uma decente policromia... Boa sorte!

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O Brilho está aí!

Estampas com brilho para camisetas e outros têxteis podem ser obtidas facilmente com tintas específicas tanto na linha base água mesmo, quanto utilizando a tinta Plastisol.
Falando um pouco sobre esses dois distintos tipos de tintas podemos destacar vários diferenciais...
Durante muito tempo se ouve falar de uma certa disputa entre essas duas tintas, e vários profissionais da área da estamparia tentam defender a permanência futura de apenas uma ou outra delas... Na boa realidade cada uma tem sua característica e suas vantagens e desvantagens... Atualmente o que é mais coerente é a afirmação de que elas vão durante muito tempo coexistir pacificamente.. hehe!

Vantagens e desvantagens resumidas e generalizadas...
A tinta base água com o nome já indica utiliza o H2O como solvente, cerca de 80% do conteúdo de um pote de tinta é agua que será evaporada na cura, o resto que fica na "peita" é pigmento e fixador (resina acrílica, pigmentos inorgânicos,cargas minerais e aditivos).
Seca ao ar, dá cura ao toque rapidamente e a total em 72 horas. Também podem ser acelerada em estufa por três minutos a 150ºC. Se descuidar entope a tela.
O plastisol possui cerca de 90% de carga sólida não volátil, proporcionando grande rendimento da tinta.  Não seca ao ar, para sua cura precisa de uma boa fonte de calor...
Estampa com plastisol realmente exige conhecimentos e investimentos maiores, pra se fazer artesanalmente umas poucas peças podemos usar o soprador térmico mesmo, é o que faço, porém para escala maior será obrigatório um flash cure para as curas intermediarias e uma boa estufa polimerizadora para a cura final...
Os acabamentos desta tinta são bem amplos e variados, podem ser brilhantes, foscos,  gel, texturizados, etc... ficam bem bonitos (se forem feitos por profissional capacitado).

E o brilho?
Água:
Metalizada: Propicia um acabamento metálico brilhante, pode ser adquirida nos tons Prata e Ouro. O Ouro adicionado de um pouco de preto se transforma numa ótima tonalidade "ouro velho"... Também é disponível na forma incolor, que pode ser acrescentada com até 5% de pigmento para tinta serigráfica comum, podendo formar uma ampla gama de cores metálicas. Com repique apresenta uma ótima cobertura, portanto pode ser estampada em tecidos claros e escuros (e até em papel, já usei e ficou show!)...
Devido a sua consistência espessa, pode entupir na tela com certa facilidade... Para evitar isso o técnico serígrafo pode adicionar retardador gel... E tecido técnico entre 40 e 77 fios (no máximo).

Tinta Foil
: Dá um acabamento bem mais brilhante que a metalizada... Pois possui na sua composição partículas metálicas de foil bem brilhantes. vem pronta para o uso, nas cores preta, prata e ouro... A preta pode ser utilizada "in natura" ou adicionada de pigmento comum preto, que reforça seu tom para estampar em tecidos claros. A prata também pode ser pigmentada com o tom que desejar, desde que seja respeitada o limite habitual de pigmento.
Sobre o fabricante desta tinta... Só conheci a Imagine Color (merchandising free), e ela apresenta um valor um pouco elevado.. Cerca de 45 reais o litro (em Nov/2009).
Pode ser aplicada em tecidos claros, escuros, algodão, mistos e também em papel... Usar tecido técnico entre 32 e 77 fios no máximo.

Glitter: Pode-se também colocar glitter nas tintas ou em pastas especificas para sua aplicação... Os modos mais comuns são o direto... Onde o glitter é adicionado na cola apropriada, com a tolerância máxima recomendada pelos fabricantes de cerca de 20% de glitter em relação à cola. Então se estampa diretamente sobre o tecido, preferencialmente sem utilizar fundo.
O segundo modo é a estampagem da cola pura (com uns 2 ou 3 repiques) e a posterior "chuva de glitter" reforçando a fixação com prensa térmica (ou com o modo caseiro com o ferro de passar da mamãe, protegendo a estampa com a parte lisa de liner onde vem os vinis adesivos)
A "chuva" pode ser dada com a mesma matriz, após estampada a cola, com a tela limpa e seca, colocamos o glitter na tela e vamos passando com o auxilio do rodo sobre as estampas como se fosse tinta mesmo...
O glitter pode também ser adicionado em pequena quantidade em tintas comuns metalizadas ou em plastisol gel... Dando um efeito "discreto" na tinta...
Estampar com um poliéster bem aberto (24 ou 32 fios) para permitir a passagem do produto, fica bem interessante...

Película de foil : Primeiramente é estampado o desenho usando uma cola específica para foil, que é disposta tanto na linha base água como plastisol, depois é aplicado o foil por termo transferência... Novamente podemos utilizar o modo correto, com prensa térmica apropriada... Ou o modo caseiro artesanal com o ferro da mamãe em temperatura média pra não derreter com tudo.
O foil permite variada diversidade de aplicações, pode-se aplicar mais de uma cor... Amassar ou raspar o foil para dar um efeito falhado... E também usar restos da película para fazer o efeito Foil Batido...
Após estampar a composição com uma tinta plastisol gel brilhante, o serígrafo vem esquentando a estampa, com um soprador térmico mesmo e literalmente batendo com o foil sobre a estampa vai ornamentando o desenho... É um modo artesanal que obviamente não seguirá uma padronização.

Tintas fluorescentes: Aquelas brilhantes bem "cheguei" mesmo...Hehe! Ícones populares que enfeitaram algumas criações nada discretas da moda na década de 80 ressuscitaram num revival na cena cult da moda atual... São as ácidas cores "amarelo limão", "verde fluor", "rosa maravilha", "lilás"... Estão disponibilizadas pela absoluta maioria dos fabricantes de tintas serigráficas, na forma clear ou mix, base água ou plastisol... A aplicação não requer nenhum conhecimento técnico diferenciado em relação às outras estampas "normais".
O que dita qual tinta vai ou não vai ser usada hoje e no futuro é teoricamente a moda... Mas não leve isso muito à sério pois a moda é tão volátil quanto a tinta base água. Muito do que antigamente foi moda, caiu em desuso e voltou... O que hoje é lindo e desejado amanhã pode ser julgado como ridículo pelos mesmos críticos que ditam as vertentes da indústria do vestuário... O que é inegável é que sempre nesta moda vai ter espaço para as estampas... E nas estampas ambas as tintas podem ser usadas com ampla criatividade e competência, isoladas ou até combinadas. Hoje os fabricantes disponibilizam confiantes produtos de indiscutível qualidade que nos permite uma tão grande gama de efeitos visuais só limitada pela nossa exercitada criatividade...
Stay free!

Santa Cromia!

Com a devida fé na "Nossa Senhora do Rodo Afiado", (fictícia) santa protetora dos serigrafeutas mundo afora... Estampei mais um ícone católico pra "sacra" coleção do Serigrafando o se7e!
Este é o vídeo nº 52 de um acervo que já posso arriscar e chamar de vasto conteúdo vídeo-serigráfico do nosso Yarru!
A meta futura é continuar a criar novos vídeos amadores, que de repente possam ser úteis para instruir iniciantes no silk, ou mesmo entreter e até inspirar veteranos do ramo...


Punk cover de Somewere over the Raibow - Tema de "O mágico de Oz".


Na prática:
-Retícula com 60 lpi
-Matrizes com tecido amarelo de 90 fios
-Emulsão HB Decafilm PA diazóica (merchandising free)
-Passada firme, porém sem repique como manda o "protocolo"
-Úmido sobre úmido

-Amém...
A frequencia de postagens no Blog não está tão intensa como eu gostaria, a justificativa é que o período é de mudanças pessoais, o que não me permite uma dedicação diária...

Migração!

Na serigrafia chamamos de migração quando a tinta sai de um lugar onde ela devia ficar quietinha e se transporta pra outro... Ocorre bastante quando estampamos por exemplo uma tinta Plastisol de tonalidade clara sobre um tecido (fibras mistas ou sintéticas) tingido, o corante pode migrar pra tinta... Eventualmente até que fica um efeito legal, mas quase absolutamente é algo indesejável. Para evitar este aborrecimento temos um truque, estampar um bloqueador anteriormente à tinta definitiva, formando uma espécie de fundo...

Mas a "migração" que vamos falar agora não é essa e tampouco se trata de um monte de mexicanos cruzando a fronteira e fugindo da "Border patrol"... É esse interessantíssimo efeito que conseguimos com o "liquido migrante" da Gênesis.

Na prática:
-Estampei o desenho com tinta branca,o substrato era uma camiseta verde musgo. No teste foi usado tinta base água e apesar de não ter o feito com outras tintas, posso afirmar veementemente que não vai funcionar com vinílica, nem em plastisol, etc...
-Com um mini borrifador apliquei o produto sobre a estampa ainda molhada, sem menhum tipo de cura. O odor lembra (só lembra) o do álcool, tem rápida volatilidade e não deixa cheiro nenhum na estampa.
-Deixa agir sobre a estampa por uns 2 minutos que o efeito vai se formando... A tinta escorre pelo tecido e literalmente borra todo o desenho... Nesta hora pensei: Hí! f*d3u! Estraguei a camiseta!
-Após a tinta migrar bem secamos com uma fonte de calor para acelerar a evaporação do líquido migrante.
-Um outro repique é necessário para reforçar o desenho, no caso abaixo eu troquei de cor da tinta na tela por preto (base água) pra dar uma realçada na arte.
-A cura final é dada normalmente...
-Este é um simples porém bonito e diferente efeito que deve ser feito com paciência.
Usando atenção e berço térmico dá pra improvisar borrifando água mesmo, a vantagem do produto original é que sua evaporação é bem mais rápida e precisa.
-Tampe bem a embalagem após o seu uso, pra não correr o risco de quando for novamente usá-la, olhar pra embalagem vazia e pensar: Mas quem foi o fdp que usou todo meu pote???
-A brincadeira de colocar 25 Lpi nas flames e 60 Lpi no desenho é simples, os pontos maiores (25) foram reticulados diretamente no software e o restante do desenho foi reticulado no postscript da impressora...




Estampando o migrante Jipe Russo ao som de Gogol Bordello - Wonderlust King

"Toque Zero à esquerda"!

Sobre a base branca excessiva.
Pra fazermos algumas determinadas composições serigráficas precisamos previamente de um bom fundo branco que irá ancorar as cores posteriores.
Depende diretamente do tipo e coloração de tecido, mas geralmente este fundo tem entre 1 e 3 camadas (repiques).
 Algumas das desvantagens do exagero deste fundo são o Tack pesado e áspero, a possibilidade da tinta colar e comprometer o desenho caso seja dobrada estampa sobre estampa e da tinta rachar após algumas lavagens...
Para que este fundo não fique muito grosseiro podemos controlar o depósito de tinta no tecido com 3 fatores principais.
1-Tinta (escolha da tinta apropriada, controle da viscosidade com diluente/amaciante anti tack)
2-Rodo (Maior dureza + Fio mais reto = Menor depósito)
3-Tecido técnico da matriz (Fundos com tecidos de 62 até 77 fios deixam a estampa com fino toque plastificado)

Excesso de base branca pode transformar sua camiseta num verdadeiro "coletinho à prova de balas".




Policromia ao som de Autoramas / nada a ver. 
Bônus: Vestindo pelo avesso


Silk de uma policromia com fundo branco e tack macio:
Branco com dois repiques, matriz 77 fios e rodo de canto reto
Sequencia YCMK com uma mão cada, matriz 90 fios e rodo macio chanfrado
Verde Pantone©, matriz 77 fios


O detalhe da "estampa da candidata do partido verde" é apenas ilustrativo para fins didáticos e sem pretenção de retorno financeiro nem para divulgação de ideal político partidário...
Eu pessoalmente voto nulo, você... Vote em quem quiser e não me encha o saco! Abraço!

Como não fazer uma policromia!

Existe muita ciência na arte de se fazer uma policromia na serigrafia e pra ela sempre dar certo devemos seguir a sequência correta das várias etapas da nada simples técnica. Se estas etapas forem concientemente controladas podemos trabalhar com a certeza de que o resultado final será satisfatório... E receberá elogios gratificantes...
Na policromia (improvisada) abaixo não segui estas regras, e apesar de ter como consequencia um desenho até que bonito de uma Kombi Power Flower totalmente podrona, destino o bem sucedido resultado apenas à simplicidade da estampa, pois ela não dispunha de muitos detalhes.


Onde nóis erremos:
-Em uma policromia não se usam telas com dimensões diferentes como no vídeo.
-Nem com tensões diferentes.
-Nem com tecidos diferentes (77 fios nas cores primárias e 62 no preto)
-Nem se puxa o rodo displicentemente de lado.
-Nem se usa amarelo ouro no lugar do devido amarelo.

Onde nóis acertemos:
 -Uma pré-estampada do preto chapado que sai pra fora do fundo.
-Pré-cura na base branca que recebe a sequencia de úmido sobre úmido.
-Sem repique na cromia.
-Fora de contato.



Um Natal totalmente Punk - Jingle bells à bordo de uma Kombinationfahrzeug (veículo de uso combinado) da Volkswagen (carro do povo)...
 

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