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Dry Fit® or not Dry fit!


O Dry Fit é um tecido sintético especial com poliester tratado que tem como caracteristicas o fato de ser leve, flexível confortável e respirável (absorve totalmente o suor). Portanto, é ideal para praticantes de esportes.
Camisetas de tecido sintético tem vantagens notórias, secam mais rápido, não amassam, não desbotam nem sofrem ataque de traças. Por outro lado não podem chegar perto de faísca ou brasa que derretem, e claro, o desodorante continua indispensável pois o tecido sintético retém odor mais facilmente.
Segundo usuários, existem tecidos dry-fit que não tem uma funcionalidade devida, ficam fedendo ou absorvem o cheiro do desodorante. Isso pode ser porque as camisetas mais baratas são feitas com tecidos "chineses" de segunda linha, que nem sempre funcionam... Apenas tendo a característica visual do dry... Que é uma forma de fabricação.
Existe também o tecido bacteriostatico (antibacteriano).
Os tecidos da linha DRY não devem ser lavados com amaciantes, pois ele bloqueia a tecnologia de absorção de suor.

Dry fit em resumo é um conceito utilizado para definir o tecido feito com poliamida e elastano, ou seja, o Supplex que, devido a sua estrutura e a titulagem do fio, proporciona um conforto propício para peças de esporte que exigem uma alta capacidade de transpiração. A peça com o conceito Dry Fit, possui o tecido com capacidade de tirar a umidade do corpo e transportá-lo para fora do tecido. Dry fit significa em inglês Caimento seco, justificando assim seu benefício.

Para Impressão serigráfica no Dry Fit:
O processo de gravação e impressão é o mesmo da serigrafia utilizada em algodão ou poliviscose...Porém, como estamos estampando em um tecido sintético, temos que usar tinta para tecidos sintéticos, usando tinta base d'água normal, corremos o risco da estampa não fixar-se devidamente... De repente na segunda lavada lá se vai com todo o saudoso desenho...
Bem, a tinta apropriada infiltrará (sem deixar falhas nos furinhos que caracterizam o dry fit) e fixará melhor no tecido.
Alguns outros cuidados que devemos prestar atenção podem definir se a impressão ficará boa ou se só nos dará trabalho e dor de cabeça... Por exemplo:
-Se formos usar fundo com repique, a tinta passa direto pelo fino tecido e, se marcar cola-o na mesa... Então na hora de retirá-lo, pode até sair a cola da mesa na parte interna da camiseta...
-Essa P*r%@ de tecido praticamente ignora a existência da cola permanente... Devemos passar bastante cola na mesa pra garantir que o substrato não descole e comprometa o registro...
-A limpeza constante do berço também não pode ser descartada, pois apesar dele não deixar resíduos de "fiapos" como o algodão... A tinta excedente que fica na mesa prejudica também a adesão do dryfit...

O processso de sublimação, onde se é primeiramente impresso espelhado em um liner especial temporário e após, através de uma prensa térmica transferido ao dry fit... Pode ser uma alternativa mais viável que a serigrafia convencional, porém como não domino a técnica minha opinião sobre sublimação é quase nula...



DryFit impresso com tinta para tecido comum.
Etimologia: Dry-seco fit-fitness

Sniffing Glue!

Sempre tenho o péssimo hábito de cometer gafes de todos os tipos...
Já "apaguei o charuto" de todas as maneiras, desde as clássicas até as mais inusitadas... Na última não foi tão diferente...

Eu precisava estampar umas camisetas com tinta verde... Peguei um pote que estava esquecido na prateleira já há uns bons dois ou duzentos meses... Mais ou menos... E coloquei a tinta sobre a tela...
Cara! notei prontamente que os micro organismos decompositores de tinta fizeram dedicadamente seu trabalho sujo... A tinta estava incrivelmente fedida... E aquele "mau" odor(assim com "u" mesmo) invadiu meu sistema respiratório da narina até o último alvéolo pulmonar...
Enquanto eu tomava fôlego antes de retirar da tela aquela tinta flatulenta e voltar para o insalubre trabalho acontece o menos previsível acaso...
Me entra no meu setor um cara... Que há alguns bons anos atrás também havia trabalhado de serígrafo... E falando alegre e saltitante do quanto sentia saudades do "cheiro de Mix" me dá uma enorme, eu disse enorrrrme INALADA na tinta que borbulhava quase viva na tela...
Eu sinceramente não sei dizer se me escondia de vergonha ou se dava risada da expressão facial do sujeito, que arregalava todos os orifícios possíveis, pelo menos os visíveis...


Mais podre que isso só o "Rot Dog" com "Érre" da esquina do terminal Fazendinha...

O que pôde provavelmente estragar com todo este pote de tinta serigráfica foi o diluente que colocaram nela, no caso água de torneira, que segundo um fornecedor, possui cloro, incompatível com a formulação... O mau cheiro é ocasionado pela formação de fungos, que provocam a decomposição da tinta.

Outra coisa que pode estragar com a tinta é a mistura entre duas marcas diferentes... Por melhor qualidade que tenham... Pode existir incompatibilidade entre si...

No caso da tinta à base de água o ideal é que não seja diluída, fato obviamente inevitável. então se possível que se utilize água destilada, sem cloro... Existe também o gel retardador que por custar mais caro que a água pode ser inviável...
Para armazenamento depois do seu uso, limpe a borda da lata com um pano, recoloque a tampa e pressione bem para fechar.
Se eu tivesse tomado esses cuidados, não teria eliminado com este infeliz concorrente do ramo serigráfico... Pois pessoal! lhes garanto que esse nosso colega vai demorar uns bons séculos para sentir novamente saudades do adorável "cheiro de Mix"...

I love beer!

Estampa feita no dia mundial sem carro... Como vamos todos trabalhar usando meios de transporte alternativos não precisamos respeitar a lei seca, não é mesmo???  Estampo uma camiseta... Abro uma cerveja... Dou um gole na gelada e sigo estampando... Cubro de tinta a tela e já na segunda ou quinta cerveja me encontro... Mexo o caneco de cerveja com a espátula suja de tinta e dou um gole no magenta num repentino engano... Já estão querendo é me internar nos "Serigrafeutas anônimos"...


Nas caixas o som ska punk de Los Estrambóticos - La cerveza y el dolor

Na prática:
Tinta base água
-Fundo branco com dois repiques bem forçados (matriz 77 fios)
-Dois repiques de cada cor da cromia (matriz 90 fios/60LPI) com um detalhe de ter trocado o amarelo comum por um amarelo flúor (clear) só pra ver o que ia acontecer... O preto foi só uma passada... Todos os repiques tiveram uma pré cura intermediária.
Plastisol
-Uns vários repiques de Silicone (gel super cristal) pra dar um efeito de molhado nas gotas da gelada tampinha da cerveja vinda dos Paises Baixos...

O resto  eun não leinbro afinlAL EU  BeBU pa esqecer ... ti conmdsidero pa carambda... Mimpresta um valeei trasnporti...

Do You Believe in Miracles?


Ao som "Ramoníaco" dos Zumbis do Espaço.

Esta serigrafia foi feita à partir de uma amostra impressa totalmente tosca, desbotada e pasmem... até fedida!
Vasculhei
inutilmente a net atrás da imagem deste cão... Achei o cão chupando manga... O cão que butô pá nóis bebê! Mas nada do PitBull de "touca"...
Pela árdua insistência do cliente, escaneei a velha camiseta, equalizei a foto, troquei a cor da boina azul por preto... E fiz a policromia...
O resultado com notória melhoria me deixou realmente surpreso.

Marcando toca!

No berço corrido são necessárias as marcações pra registrar com peças de tamanhos variados... Pra isso a maneira mais prática é com uma tela e uma caneta mesmo...
Depois de registrar a primeira peça no primeiro berço, podemos transferir a marcação para uma tela velha... Esticada com Voal... E com ela ir marcando berço à berço...
"Descomplicadamentíssimamente"!



Ao som de Yellow Machinegun... Again... Três discretas garotas do Japão que fazem um inacreditável Noise na fita Demo...

Algumas dicas para uma boa impressão!

-Tela bem retocada, sem buracos surpresa...
-Rodo bem afiado, em bom estado, de preferência novo...
-Na passada do rodo deve-se prestar atenção na pressão, velocidade e inclinação ideais do mesmo...
-Berço bem limpo, às vezes um fiapo de malha "peida" na estampa, ainda mais se for retícula.
-Excesso de cola permanente no berço pode soltar-se na camiseta... Além de na hora de descolar a malha, pode deformá-la na puxada, distorcendo desenhos simétricos...
-Ausência ou escassez de cola faz com que o substrato descole do berço, comprometendo o registro e o repique...
-Tinta muito diluída tende à borrar... Pouco diluída além de exigir maior esforço e pressão, não infiltra devidamente no tecido.
-Morcetes bem fixados na "régua" ou "batente", e chavetas bem fixadas nos quadros não vão perder o registro...



No video quem vos escreve segue serigrafando o Se7e e o diabo à qu4tro! No áudio Mi próprio mundo de Klub 99 / Argentina














Silks da vida nosso de "serigrafeuta"

Serigrafando com o pé esquerdo!

Muitas vezes o serígrafo não obtém resultados satisfatórios em seus impressos por não dar atenção especial a todas as etapas do complexo processo serigráfico. Deixando de fazer corretamente algumas ou até mesmo todas as partes deste processo somamos deficiências que no final resultam num total material de segunda linha; e inocentemente acabamos desvalorizando e auto menosprezando com toda a profissão. Na satírica crônica a seguir tento com um pouco de um descontraído humor narrar a trajetória de um "serigrafeuta" que apesar de trabalhar a mais de uma década na área ainda não aprendeu quase nada sobre o ofício. E se por acaso você identificou-se com o nosso amigo em mais de 3 ou 4 trechos, disfarçadamente assobie e mude de assunto, afinal de contas quem nunca pecou que atire a primeira lata de tinta...

No "birô": 
Começamos pelo projeto do que será estampado... Colocamos pra desenvolver o desenho uma pessoa com pouco conhecimento mesmo sobre design... Que arduamente caiu de paraquedas na profissão, aprendeu a fuçar no Corel e tem um mal gosto invejável.
É selecionada uma imagem da net com baixa resolução, 72 dpi, não é necessário reamostrar, retocar, melhorar nem equalizar a imagem... O pixelado serrilhado é ignorado...
Colocamos um título com uma fonte bem bonita e enfeitada ou então misturamos várias fontes diferentes, uma pra cada linha das frases, isso valoriza o layout... Podemos também posicionar o texto de modo que cubra alguma imperfeição do desenho que ficamos com preguiça de arrumar. As cores escolhidas não precisam de harmonia não, é só não usar rosa pra homem nem azul pra mulher... Pra facilitar vamos usar o preto básico que combina com tudo.
Xí! Esquecemos de salvar o documento e o PC travou, reiniciamos a máquina e começamos tudo de novo com um pouco mais de pressa e menos de calma...

Depois que o documento está com o corpo fechado:
Finalizado o moderno e popular desenvolvimento digital é a hora da impressão... Fotolito? Estabilidade do filme? Positivo? Que nada véi! Isso é só nome bonito que a gente fala pra iludir o cliente e justificar o valor cobrado... A impressora jato de tinta dá conta do recado.. O trabalho é pouco detalhado mesmo, por mais que as retas fiquem um pouco tortas não dá pra perceber de longe depois de pronto... Também podemos tirar um xerocão pra ampliar o bagulho, passamos um óleo de soja ou uma margarina no sulfite e pronto... Pouco opaca, porém está pronta a enf 'arte final.

No laboratório do doutor Frankeinstein:
O quadro já está previamente preparado e é formado por quatro ripas de pinus bem pregadas, com "voal" esticado à unha, um pouco frouxo confesso, mas bem grampeado... Dá pra usar tachinhas também...
Emulsão na verdade é uma tolice que apenas enriqueçe os mercenários fabricantes exploradores, cola de papel pigmentada... Bicromatão e está bem resumido aí o segredo industrial... Aí é só passar no "nylon" com uma boa régua, que por sinal está serrilhada e com a ponta quebrada. O excesso a gente tira com o dedão e o limpa na borda do becker que na verdade é uma garrafa pet cortada.
Deixamos secando no banheiro/estufa... Na janelinha o papelão colado pra escurecer o local tem a dupla finalidade de também poder segurar no recinto um desagradável aroma que vinha do trono de cerâmica sem tampa.
Depois de seca a "matriz" (já ousamos chamar isso por esse belo título), Colocamos na mesa de revelação com uma pilha modesta de revistas Playboy usadas por cima... Entre o vidro e a tela está a gordurosa arte final... Com todos os seus lipídios, glicídios, protidios, cálcio, ferro, fósforo e vitamina A...
O tempo de exposição "vareia"... Antes tínhamos sob a improvisada mesa 5 lâmpadas de 150 watts, mas umas queimaram e trocamos, colocamos uma de 60 watts e outra de 100 watts, só que de 220 volts!!! Entendeu? Nem eu! A precisão bem certinha do tempo é estipulada da seguinte maneira! Ligo a bagaça e vou fumar um cigarro! Chegou na bituca, pode retirar da mesa que é batata! É só colocar a tela em baixo da blusa e correr pro tanque na sala dos fundos... Passa pelo impressor, tira um sarro do seu "cofrinho" que está aparecendo, tropeça num pote de tinta que o "auxiliar de ajudante" esqueceu devidamente posicionado no meio do caminho; e chegamos no setor avançado onde revelamos o desenho finalmente, a torneira da água que vem direto da rua...
A parte onde a "emulsão" desmanchou retocamos depois com um pincelzinho e a parte que não abriu furamos com uma agulhazinha, véu sai esfregando com cuspe... Depois de no sol exposta seca está a tela, pra catalizar a Cascola© (merchandising free) fluída sobre o voal, banhamos tudo numa solução de bicromato, água e vinagre... Ufa! Esta pronta nossa tela!

O momento mágico da estampagem:
No berço "escorrido" fazemos o registro com dois preguinhos na beirada do quadro, só temos que tomar cuidado pra não encostar o preguinho nas camisetas que vamos estampar pra não sujá-las de ferrugem...
Preparamos a tinta preta misturando um azul marinho antigo que jazia no fundo da prateleira com o bordô que sobrou do serviço anterior, pra acertar a tonalidade um vidrinho de pigmento preto para tinta látex de parede... E pensar que colorista estuda um monte e não conhece esses segredos que só se aprende na faculdade da vida! Muita água pra aumentar o rendimento, amaciante de roupas se quiser diminuir o take ou se ocasionalmente a tinta estiver muito fedida...
O rodo que usaremos preferencialmente tem que estar meio afiado... Para isso raspamos ele em uma parede  ou em uma calçada de cimento bruto.
Agora é só por a tinta na tela, aumentar o som e mandar ver!

Embalando e entregando o produto:
Selecionamos as camisetas melhor estampadas e colocamos por cima do monte, as piores (borradas, falhadas...) colocamos por baixo dobradas de modo que não apareça a estampa, no meio colocamos as que saíram tortas ou foram retocadas no pincel. Se alguma infelizmente ficou tão feia que que não dá pra salvar, damos um fim nela desovando-a no terreno baldio atrás da firma, se acaso o cliente quiser conferir o número de peças teimamos que ele contou errado. Se não der pra ganhar no blefe ou no grito propomos um desconto viável para as duas partes no valor final do serviço... Se ele não voltar ou ligar reclamando em uns dois dias podemos ficar finalmente tranquilos...



 Só para ilustrar o postagem...
 

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