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Um pouco sobre as tintas para seleção...

As tintas para policromia, sejam elas das marcas que forem... Dos tipos que forem... Base água, plastisol, UV, vinílica, etc e tal... E das cores que forem (pra quem ainda não sabe as primárias ciano, magenta e amarelo + o preto).Tem como coincidência uma importante propriedade comum... São translúcidas (transparentes) e portanto são indicadas para impressões em bases brancas.
Uma experiência simples e usual onde podemos observar essa propriedade é o uso de repique nestas tintas translúcidas (tecnicamente chamadas com o termo Clear, limpo em inglês)... Estampa-se uma imagem chapada em ciano... Em outra peça imprime a mesma composição com repique e numa terceira com dois repiques... Cada peça fica então com uma tonalidade diferente, quanto mais repiques mais forte e escuro fica a intensidade do tom. Fato este que não ocorre com as tintas Mix, pois estas são opacas.
A função desta propriedade translúcida da tinta para policromia é o fato de que para criar as cores secundárias e terciárias tem que se misturar as tonalidades primárias nas devidas proporções, o uso das tintas transparentes é o nosso recurso então para tal feito. Um chapado de 100% magenta tem que ser translúcido pra que possamos em parte ver um outro de 100% amarelo em baixo deste, formando o vermelho...

A sequência das cores à serem estampadas é normalmente fixa, seguindo a lógica padrão serigráfica de que as cores mais claras são aplicadas anteriormente às mais escuras... Ficando no modo mais usual o YCMK...Abreviação do inglês Yellow, Cyan, Magenta & Black... As cores primárias amarelo, ciano (um tom azul claro) , magenta (algo entre o vermelho e o rosa) e por último o preto ...
Esta lógica não é fixa, porém é tão usual por basear-se no fato de que na maioria das separações o amarelo, no caso nosso pioneiro tom estampado, é sempre predominante no tamanho da área impressa... O ciano e o magenta que são as cores com mais contraste e destaque na base branca são então incluídas... E por último o igualmente importante preto, que nos dará o contraste nas sombras e reforçará os detalhes principalmente de contorno e profundidade na imagem. Apesar de que as cores primárias igualmente misturadas entre si já geram um tom preto, esta última tela nos enriquece notavelmente o resultado final, mesmo em policromias feitas com fundo invertido...
A alteração dessa sequência mudaria um pouco o resultado final com certeza... E pode ser feita experimentalmente em qualquer composição. Para definir se inverteremos a ordem das cores veremos que tudo depende do desenho que será estampado, este deve ser bastante analisado pelo serígrafo que definirá com sabedoria a sequência mais viável levando em conta a área de cada um dos quatro tons... e também a predominância cromática destes... Podendo assim realçar um determinado tom colocando ele por último, ou mesmo dando um repique em certo tom... Sempre o que dita a regra é a singularidade que cada desenho tem como diferencial, depende então da análise da composição do desenho...

Se for estampada a quadricromia utilizando a técnica molhado sobre molhado devemos pensar na hipótese de imprimir as cores com menos área primeiro...

Outra propriedade diferencial das tintas para seleção é que elas são notavelmente menos viscosas, isso para poderem ser utilizadas com telas de menor número de fios, primando pela qualidade de definição de imagem... Pois podem transpassar os finos pontos na matriz que formam a imagem sem muito esforço...
Sempre vem prontas para o uso, porém as tintas voláteis, devem ser diluídas em solvente próprio quando necessário, de modo à manter sua viscosidade ideal para manuseio e aplicação.



No destaque a estampa de um desenho do signo de peixes em um estilo tattoo oriental new school...
Uma policromia feita com 45 lpi, gravada em matriz 77 fios e estampada com tintas base água, usando a técnica molhado sobre molhado...
No substrato branco estampei separadamente as cores isoladas e ao centro toda a composição... Enquadrei o tecido e o exponho entre outros na parede de meu pequeno atelier para demonstrar ao pessoal um pouco sobre a técnica da policromia.
Quem quiser baixá-lo segue o link... Formato .cdr, versão 11, 1630 kb...

Restos fósseis!

Na serigrafia temos uma infinidade de possibilidades e com elas podemos simular uns acabamentos peculiares...
Pra estampar esse fóssil apelei para um efeito de textura irregular e falhada, sem seguir padrão algum acabou lembrando satisfatóriamente o que um arqueólogo pensaria ser o resto fossilizado de um T-rex (um arqueólogo bem bêbado)!

O modo técnico de fazer foi praticamente igual ao efeito reboco, anteriormente já demonstrado e explicado aqui no Yarru! Apenas substitui o plastisol por seu primo neandertal, o relevo Puff!






Na prática:
-Matriz 77 fios, emulsão base água diazo.
-Pasta puff pigmentada aplicada em substrato semi rígido (moletom)
-Primeiro repique com cura intermediaria, segundo com cura total, terceiro e quarto com displicente excesso de tinta e termo expansão.
-Cura com soprador térmico.
-Sem fora de contato, já que a intenção é que a tinta recém aplicada cole na tela e distorça o acabamento mesmo...
 
E pra quem acha que serigrafia é lembrança jurássica e que o serígrafo têxtil é espécie em extinção lhe apresento o fóssil dela...



Toque Zero?

Já é sabido que hoje em dia o alto relevo em substratos têxteis está contraditoriamente "meio em baixa". Grande parte dos estilistas em atividade, assim com as principais marcas em destaque, que detém maior participação no mercado e notoriamente são as "formadoras de opinião", tem claramente se posicionado a favor de uma linha de roupas com caimento mais leve.
Este caimento inicia na escolha de um tecido com matéria prima suave, seja ela natural (Decamilenares algodão e linho... Recentes fibras naturais de bambu...) ou sintética (Poliéster, viscolycra... E até com a sustentabilidade dos reciclados de pet...).
A justificativa comum da atual tendência leve muito se deve a prioridade em manter o conforto nas peças básicas, consonante e coerente ao tecido.
Então pra finalizar a estampa adicionada à roupa está caracterizada com o toque mais suave das tintas Clear, Toque Zero, Corrosão... Ou mesmo Mix com apenas uma batida, sem repique, com um aspecto intencionalmente falhado acreditem...
Isso tudo nos faz assim pensar em como diminuir o toque da estampa, pelo menos no resumido segmento serigráfico têxtil atual.

Qualquer serígrafo ou empresário do ramo da confecção pode notar que tem, assim como eu, uma mania incontrolável de prestar uma atenção bem especial nas estampas das roupas nas lojas, ou das pessoas que andam pelas ruas... Sou confesso portador deste “T.O.C.”, tanto é que minha esposa quando me flagra olhando pro busto de uma senhorita, já nem enciumada fica, minha justificativa foi sempre que estou prestando atenção nos ínfimos detalhes da estampa de sua roupa... Inclusive pro colega que aí lê o texto deixo a dica pra evitar algum aborrecimento com o cônjuge, alegue (sem sarcasmo) que achou a blusinha linda e estava pensando em comprar uma pra ela...

Bem, nestas observações reparamos que as estampas estão bem maiores, principalmente nas camisetas. Portanto se as carregarmos muito com tinta, criamos uma grossa camada, impermeabilizamos o tecido e retemos a transpiração, algo desagradável para o uso cotidiano. Este e outros motivos diretamente ligados ao conforto na vestimenta implicaram na preferência hoje do toque macio.
Na prática um grande vilão no pesado toque é a base branca excessiva, então comecemos minimizando sua cobertura ou até mesmo a subtraindo...

O depósito diminuído de tinta pode ser adquirido evitando o repique de tintas super cobertura (já vi por vezes camisetas de boas marcas com essa aparência falhada, o que pra nós serígrafos é uma contradição estética pode ornar com o conjunto da composição)
Outro recurso que dispomos é o uso de tintas “Toque zero” ou “Super Macia”, apropriadas para formarem uma boa cobertura sem endurecer muito o toque da estampa. Porém as tintas não fazem por si sós seus milagres, uma prensada posterior ou o uso de estufa acelera o efeito e o torna mais eficaz.
O uso de tecidos técnicos mais finos, entre 77 e 100 fios auxiliam no fato de criarem uma película mais sutil da camada de tinta...
Fundo com corrosão pode ser usado. Esta é uma tinta que antigamente incomodava por ter odor bastante desagradável, hoje seu manuseio é mais simples e sua variedade ampla... Plastisol, cura em estufa, ao ar... E o mais importante, sem cheiro. É um reagente que descolore o pigmento do tecido, subjetivamente comparo a uma mancha de água sanitária/cloro, só que da cor que você escolher... Portanto devem ser aplicadas sobre tecidos tingidos com corantes reativos.
A eliminação do fundo tem também papel considerável na nossa lista de opções. Policromia sem fundo em tecidos de tonalidades suaves, cru, nude... São tolerantemente aceitos por muitas marcas mesmo se perdem um pouco da fidelidade cromática original da composição...
Outro coringa é a popularização de softwares gráficos e plugins de separações índex e simuladas, que nos permite estampar em tecidos escuros sem o uso de fundo, É uma recente (nem tanto) técnica que não devemos ter receio em iniciar. Um pouco de pesquisa, estudo e treino sobre essas atualidades são essências para a evolução técnica e profissional. Baseado em minha opinião individual, afirmo que aprender a fazer uma estampa simulada é apenas tão desafiador quanto foi quando aprendemos a fazer uma estampa chapada.

Resumidamente, dando um toque sobre o Zero Toque:
-Escolha de tinta macia, de baixa viscosidade
-Matriz com tecido técnico mais refinado.
-Eliminando o fundo e o repique elimina-se bastante o toque.
-Uso de traços e ou pontos menores na composição do desenho.

Outros efeitos de toque macio:
Stoned, Falsa corrosão, Acid Print, Devorê, Migrante, Tye Dye, Sublimação...

Porém, meu caro amigo serígrafo têxtil, mesmo sabendo que no atual momento "relevante não é tanto mais o relevo", não jogue fora seus potes de plastisol 3D nem de puff, apenas separe-os para a lateral da prateleira sabendo que aqui, lá ou acolá, o que fez ontem ou fará amanhã uma estampa bonita é a diversidade de técnicas que estamos aptos à aplicar nela.
O versátil silkscreen internacional não se resume jamais em apenas ornamentar camisetas, o domínio de vários modos de imprimir serigraficamente assim como a escolha deles para cada uso em particular é o que quebra a nossa rotina diária de "reles" puxadores de rodo.

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Recuperando a matriz!

Se fosse pra eu apontar como "a pior" uma determinada etapa da serigrafia, seria esta o momento de desgravar as telitas. Como não gosto nada deste mau, porém nescessário momento e não tenho nenhum subordinado que o faça por mim, o mais sensato seria deixá-lo mais eficaz, fácil e breve possível.
Antigamente eu limpava as telas da pior maneira existente... Neste "saudoso" momento não haviam cursos de serigrafia aqui em Cwb e sem internet nos limitávamos aos poucos palpites de algum conhecido mais desinformado que a gente mesmo... Uma verdadeira tortura... Pra amolecer a emulsão deixava de molho na água sanitária... Então jogava uma água pra tirar o mais mole e ficava esfregando dos dois lados com panos embebidos em álcool de posto, que era chamado de álcool mesmo e nem imaginava o que era etanol...
Meu amigo, que tal ficava as vias respiratórias do pobre coitado!!! Socorro! Esse é o jeito que conheço pra fazer sem maquinário... Hoje eu só posso aconselhar que deixe que a máquina trabalhe por você!
Falando em serigrafia pequena ou artesanal o negócio mais fácil e barato é ter uma lavadora de alta pressão em mãos... Hoje em dia tem umas fraquinhas por um bom preço, e ainda dá pra aproveitar pra lavar o carro ou a calçada no fim de semana economizando um pouco de água...
Com um bom jato de alta pressão desgravamos do modo seguinte...
-Molham-se as telas que serão recuperadas...
-Passamos com uma esponja, trincha ou broxa o produto específico removedor dos dois lados da tela, para isso o mais viável depende da sua produção (sugiro o pasta ou gel daquela marca destaque no mercado, mas não quer saber de muito papo com nós pequenos) e deixamos agir por uns dez minutos, ou conforme o fabricante orienta... Importante é não deixar o produto secar na tela, ou endureçe ainda mais a camada...
-Daí é só mandar ver com a "vápe"... e tchau emulsão...
As emulsões com bicromato são um pouco mais difíceis de recuperar... Principalmente as que estão fazendo aniversário... Assim como as catalizadas, neste caso a maneira mais fácil de remover é com gasolina... Tipo, passa gasolina na tela e taca fogo!!!
Pode também depois da tela seca, passar um removedor de fantasmas (pasta alcalina) pra deixar o nylon encardido novinho de volta... Repetindo novamente a ação com a wap e importante... Não deixando nenhum resíduo do produto na tela, algumas pessoas neutralizam este produto passando vinagre na tela molhada, deixando agir uns minutos e depois lavando novamente...

Aproveitando a ocasião não posso deixar de aconselhar o seguinte... Por mais tentador que seja, não se habitue à revelar as suas matrizes usando a alta pressão, o correto é ela na hora da revelação sair sem muito esforço.
Se está com dificuldade de revelar à ponto de querer dar uma wapiada nela é porque algo no meio do caminho deu errado... Pode ser super exposição, ou seja, tempo demasiado na mesa de luz... Arte sem opacidade  suficiente... Emulsão velha ou termicamente endurecida...
 
Maquinários por mais simples que sejam, devem ser manuseados com cuidado e consciência, leia o manual nem que seja durante aquele seu momento de intimidade literária no trono de cerâmica!
Use EPI's, bota uma calça e calça uma bota.... Máscara, luvas e um protetor auricular que o ruido é grande... Ou então já vai aprendendo a se expressar em Libras...
Não molhe o aparelho nem sua fiação, dê uma pausa pra ele descansar de vez enquando... E muito importante pra sua maior durabilidade... Despressuríze-o depois de usar e desligar, é só apertar o gatilho pra soltar um "puf"... No bom sentido, já que você já fez o serviço sujo no troninho!

Agora quer sustentavelmente pensar pra frente? Então aproveita e pesquise aí no gúgol sobre unidade de recuperação de matriz e recirculação de água... Um pequeno investimento que é o futuro.

Hoje eu estava estampando chapado!

Mas não se trata do que estão imaginando, e sim do corriqueiro processo de impressão das "adictas" Cores Sólidas, imagino que chamadas de chapadas por derivarem  a palavra "chapa", a matriz da impressão offset.
Concordo que é realmente algo bem simples e corriqueiro e não precisaria de muita explicação, porém apesar da simplicidade evidente, podemos tomar alguns cuidados que farão com que a estampa fique sem alguns defeitos bastante comuns...

O repique é usado tanto quanto for necessário para dar a cobertura e toque desejado resultante, pois chapado que se preze tem que estar devidamente uniforme.
Para que os traços fiquem bem distintos é preciso evitar a serrilha na matriz, isto é, quando o acabamento não possui definição suficiente nos contornos, que ficam em "zig-zag" ao invés de retos. Resumidamente evitaremos usando tecido com contagem suficiente de fios, arte final de boa resolução em mídia estável, camada de emulsão suficiente, emulsão de qualidade exposta à fonte de luz no tempo correto e revelada sem forçar com o jato dágua...

Outro fator negativo que compromete a estética final da composição são os famosos filetes brancos onde o registro deu uma "folgadinha"... O recurso mais eficaz para evitarmos isso é o uso do Trapping (sobreposição das bordas) é usado geralmente nas cores inferiores, ou seja , as que vão estampadas antes, por baixo da cor predominante... E feito via software, engrossando o contorno das cores selecionadas. E do Overprint que é a sobreposição da cor escolhida sobre todas as outras cores, por exemplo, um retângulo vermelho chapado em baixo de um texto azul sem utilização de parte vazada. Desta maneira não tem como fugir o registro...
Vazado é o termo utilizado pra descrever a parte onde fica sem acréscimo de tinta.

  Desenho chapado com utilização de Trapping nas cores: Vermelho, roxo, branco e verde musgo. Detalhe de "mega retículas" em verde claro e branco.... E contorno em preto (pois as camisetas estampadas eram de diversas cores).
Não foi usado fundo branco, todas as tintas são supercobertura diretas sobre o tecido que reduziram o toque e evitaram o contratempo das indesejáveis "bolinhas brancas", exceto o preto que era Clear...
O verde claro (efeito simulador de imagem com retículas de pontos Ben-day) foi estampado sobre o verde musgo com uso de Overprint, evitando fuga de registro...
Todas as cores foram estampadas com uso de cura intermediária entre camadas.


A imagem originalmente foi criada pelo artista da Pop art Roy Lichtenstein, e é bastante famosa... O que fiz foi dar uma "zombieficada" personalizada na mulher, colocando umas cicatrizes, sangue e hematoma, e alterando as cores originais por umas mais fúnebres...

Quanto cobro?


A grande maioria dos serígrafos sabe estampar, sabe misturar tons, sabe a diferença entre um produto bom e um ruim só de olhar de longe... Mas não sabe negociar valores! Nem com um cliente pechincheiro sobre a amplitude na hora de executar um serviço... Nem com o patrão sobre um digno/justo salário que coincida com a realidade do dia à dia de um profissional de nível técnico...
O profissional que sabe cobrar tem que obviamente possuir visão empresarial, as vezes é o cara que nem põe a mão na massa o que melhor negocia, aprecia distante o trabalho corriqueiro do serígrafo presenciando a real singularidade em criar estampas.
Afirmo sobre o fato de não haver real consciência de valores em nosso ramo também por experiência própria... Depois de muito tentar e errar e tentar e quase desistir e... Aprendi a fazer umas impressões decentes com serigrafia, boa oportunidade de me divertir estampando (pois realmente acho muito legal esse processo técnico artesanal) e ganhar uma renda extra que complementaria o já garantido mensal do assalariado esforçado.
Montei animado uma estrutura pequena iniciando a pouco ousada empreitada... Foi quando levei um verdadeiro tapa ofensivo na cara de uma pessoa que me conhece bem, não conhece nada de silk mas que enxergou de longe o óbvio que de perto eu ainda não via.
O tapa foi a breve frase afirmativa: -Agora você tem que aprender à cobrar!
Pois é, nisso realmente a gente tem que parar e pensar seriamente, de nada adianta saber fazer a coisa muito bem feita, mas não saber dar o justo e coerente valor pra isso...
E pensando sobre os valores que devemos cobrar, não dá pra dizer assim de pronto quanto é que custa pra executarmos um serviço de serigrafia mesmo se tivermos uma boa planilha para basearmo-nos... O preço no nosso ramo é verdadeiramente confuso, varia de uma região à outra, se é uma empresa com despesas fixas de aluguel, água, luz, funcionários, impostos, pró-labore... Vai obviamente cobrar essa hora máquina embutida no valor, ao contrário de um carinha que faz como complemento de renda e o que entrar à mais é lucro... Assim vê-se que tem gente que cobra 10 por um serviço e tem lucro, outro cobra 20 pelo mesmo e sai no prejuizo... Por isso todos sabemos que é preciso saber administrar corretamente o dinheiro que deve entrar e sair da empresa.

Preço cada um tem o seu assim como seu modo de calcular. Mesmo pensando assim eu vou deixar minhas opiniões sobre isso:

Faça seu preço sem se importar com o da concorrência, o bar do Portuga não vai conseguir competir com o Mc Donalds e nem vai oferecer o mesmo serviço, portanto não há como cobrar o mesmo valor mesmo que seja pra vender a mesma coisa. Se o cara que fala: - Mas lá o preço é tanto! Diga: Mas lá não tem um cara igual eu pra te atender! Brincadeiras à parte a diferênça terá que ser mostrada sobre a capacidade produtiva, capacitação do profissional que executará o impresso, o resultado final satisfatório e a garantia.
Se o seu valor está 1 centavo acima do valor do "concorrente" à ponto do cliente querer negociar contigo, só que se esse 1 centavo é o que definirá o seu lucro, então não ceda. E se perder o serviço por causa do valor não se preocupe, não vale a pena aceitar um preço economicamente inviável só para não ficar parado... Se depender da bondade de alguns clientes, você faz o serviço, entrega de graça e dá mais 10zão pra ele tomar uma cerveja...

Pra justificar o custo diferenciado mostre seu diferencial... A qualidade da matéria prima usada, o resultado superior, o atendimento melhor... Só não fique falando mal do seu "concorrente" mesmo achando que ele mereça, isso é um hábito horrível de pessoas com pensamento pequeno. É melhor mostrar quem é quem com atitudes e não apenas com palavras.

Se está na dúvida de quanto deve cobrar, isto é, completamente sem base, uma dica rápida que poderia dar é que some o valor do material que usará para executar o trabalho e suas despesas fixas ao $$$ equivalente ao seu tempo de serviço pra fazê-lo! (Faça um recibo e dê ao cliente, anote o valor pra sua contabilidade de final de mês... Download de exemplo de recibo para silk exemplo de controle entrada/saída)

Na serigrafia formulamos o preço geralmente analisando o tamanho da estampa, número de cores, quantidade de peças, dificuldade em aplicação... Além do custo de material necessário na execução da estampagem, baseando-se nessa preliminar existia uma unanimidade popular antiga em estipular o valor do serviço serigráfico aqui no Brasil...  Tantos $ da tela, tantos $ da arte mais X centavos por estampa... Tá, e o resto? E a despesa operacional da firma? E o sanduba do carinha que puxa o rodo? Será que esse perfil de cobrança não é coisa do milênio passado? O país mudou a situação do brasileiro idem, o padrão de vida do povo subiu e a emergente economia se refletiu no campo serigráfico evoluído também, quem não acompanhou se lascou e perdeu o sanduiche!
E esta coisa acho errado e não a faço, justificar ao cliente: Vou te cobrar X de seis telas mais Y dos fotolitos e mais "tantos" centavos por estampa...
Isso é só pra perder tempo, me desculpe a franqueza aos muitos companheiros que tem esse hábito, podemos até calcular baseados nessa lógica, mas o cliente basicamente quer o desenho estampado na peça, não quer saber se você vai usar uma ou dez telas, ou se vai usar a técnica que for... Portanto poupe-o da maior parte dos detalhes técnicos... Agora, se ele der a brecha querendo ao máximo essas informações é outra coisa.

Bem, concordo com vocês que acabei o texto sem definir qual é o valor que tem que ser cobrado no serviço serigráfico, sei que criei mais dúvidas e espaço pra críticas do que certezas...  E torço para que estas dúvidas sirvam pra lhe ajudar à auto analisar o seu valor no seu serviço serigráfico.
Boas estampadas!

Top Five da Videoteca serigráfica:
Realidade 1- Curtindo a vida adoidado.
Pensamento do autônomo ripôngo: -Dinheiro não é tudo na vida, frase batida obviamente, mas se for pra ganhar só 1000 reais por mês... Que seja trabalhando só um dia por semana!

Realidade 2- O poderoso chefão.
Deixe que os outros façam força por você e fique só administrando, pois quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro. Essa é do inescrupuloso porém bem sucedido mercador.

Realidade 3, A dama e o vagabundo
Na relação entre a patroa e o funcionário despretenciosos ele filosofa: -Eu fingo que trabalho e ela finge que me paga! E ambos concordam: -Tá ruim mas podia tá pior!

Realidade 4, O pagador de promessas
Crendo que Deus ajuda quem cedo madruga mecânicamente "reflete": Sobrando pro cigarro não tá, mas  assim economizo pulmão e mantenho a forma suando a camisa trabalhando.

Realidade 5, Planeta dos macacos.
Ao invés de pensar -O quê é que eu estou fazendo aqui? Ele pensa: Palestras e pesquisas sobre o ramo fora do expediente de  serviço não vão aumentar o meu salário? Quem tem que se aperfeiçoar não sou eu!

A Cura para todas as tintas...

A maior parte das tintas vem prontas para o uso na forma de pasta, umas com mais e outras menos grau de viscosidade... Diluídas devidamente, depois de aplicadas demoram um certo período para secar e este tempo depende de muitas variáveis da composição, como: Diluição, tipo de tinta, volatilidade (evaporação do diluente)... E depende também de fatores ambientais ou externos como:  Umidade relativa do ar (+úmido = +tempo), temperatura(+°C = -tempo)... A circulação de um vento à mais já faz a diferença e acelera a secagem...

Para cada substrato temos uma tinta diferente que deve ser estampada, cada uma tem as suas propriedades específicas para tal fim... Resistência à lavagem, à intempéries, atrito, elasticidade, etc... E cada tipo diferente de tinta tem o seu solvente específico, onde a carga sólida vem diluída para propiciar seu manuseio e aplicação.

Base Solvente (Vinílicas e sintéticas):
Estas tintas são dispostas diluídas em solvente químico de origem mineral com rápida volatização, portanto devem ser acondicionadas em embalagens bem vedadas afim de evitar a evaporação. Após estampadas secam naturalmente, ou seja tem a cura ao ar, fixam no substrato logo que a parte líquida evapore.
O solvente é inflamável, tem odor forte e é nocivo as vias respiratórias, portanto obrigatoriamente o ambiente de trabalho tem que ser devidamente arejado, com renovação de ar, além da utilização e EPI's (equipamento de proteção individual) como luvas e máscara.
O aplicador deve prestar atenção pois esta tinta pode secar na matriz e entupíla, na diluição pode ser adicionado solvente indicado pelo fabricante ou retardador vinílico... Além de aditivos fosqueantes, etc...
A cura ao toque se dá em minutos, podendo ser aplicada uma outra cor sobreposta, mas ainda não permitindo empilhar o material estampado, a cura total da tinta vinílica/base solvente é de cerca de 24 horas, dependendo das condições climáticas, podendo ser acelerada em estufa (se o substrato tiver estabilidade).
A limpeza da tela/rodo/espátula deve ser feita com solvente mineral Thinner ou Aguarrás. (guia Yarrru! estampando com vinílica)
 
Base Água:
O solvente que mantém esta tinta fluida é o H2O, tem a evaporação normal assim como as vinílicas, ou seja, após estampada tem cura ao ar.
Para serem estampadas várias cores utilizando o método "molhado sobre molhado" ou com pré cura intermediária.
Para estamparmos repiques (várias camadas de tinta, demãos...) utilizamos também uma pré cura.
Estas rápidas curas intermediárias são propiciadas basicamente com a junção de um circulador de ar e uma fonte de calor. Equipamentos como soprador térmico, flash cure e "pocotó" ou mesmo com o secador de cabelo da irmã... Mas na minha opinião particular a mais prática maneira de secar tinta base água sobre têxteis é com berço térmico.
A cura ao toque permite o manuseio do produto, a cura total se dá em cerca de 72 horas, podendo ser acelerada em estufa, acelerando a polimerização completa da camada de tinta.
A limpeza dos equipamentos pode ser feita com água. Para diluição da tinta, quando necessária, também pode ser usado água, preferencialmente destulada ou fervida para evitar contaminação da tinta com microorganismos. (para entender melhor) 

Plastisol:
A tinta base plastisol não seca ao ar, por esta peculiaridade, inclusive é comum o serígrafo sequer limpar a matriz para pausar a produção por umas horas no almoço... A pré cura intermediária entre camadas de plastisol se dá unicamente pela ação de uma boa fonte de calor... E a polimerização final é adquirida em estufa, portanto o substrato impresso tem que ser resistente à altas temperaturas.
A vantagem do uso do plastisol por não curar ao ar é o fato de não ocasionar entupimento da matriz, com possibilidade de então estampar pontos muito pequenos.
O plastisol não tem solvente, praticamente toda a tinta é de carga sólida não volátil, que proporciona grande rendimento da tinta em comparação as tinta voláteis que possuem na sua composição grande parte de solvente eliminado durante a cura... Mas a sua viscosidade pode ser rebaixada com o uso de amaciante específico.



Bicomponente:
Assim como as colas, vernizes e massas bicomponentes... As tintas desta categoria são "redundantemente" compostas de duas partes distintas, uma delas a tinta em sí, que pura não seca e o seu reagente catalizador. Após misturados e feito a apliacação tem a sua cura ocorrida após curto tempo.
Por esta particularicade só se prepara a quantidade aproximada que será utilizada pois a tinta bicomponente após ativada já inicia seu processo de solidificação, mesmo com o pote fechado ela endurecerá e será perdida.
As vantagens desta tinta são o rápido e eficaz endurecimento, quando se necessita deste fator, e a longa durabilidade da pintura.
Uma atenção especial deve ser tomada para que a tinta não seque na tela, inutilizando-a definitivamente.

UV:
Assim como o plastisol, a tecnologia chamada ultra violeta é considerada uma das grandes novidades evolutivas da serigrafia moderna.
 Esta tinta simplemente não seca, não evapora... Pois não contém solventes. Pode estampar um adesivo com ela e esperar uma semana, se passar o dedão a tinta sai... 
Ela só é curada se for passada em uma esteira Ultravioleta.
As vantagens são a permissão de uso de pontos minimizados, permitindo alta definição nos impressos policromáticos reticulados, também tem cores mais vivas.
Por sua não volatização tem aumento na produtividade, maior rendimento e menor insalubridade np ambiente de trabalho, não polui.
O substrato precisa ser resistente à passagem pela esteira.
Para limpeza de materiais e diluição se usa diluente UV.

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Dia do Serígrafo! Pause a festa e leia isso...

Hoje, 28 de Março, foi instituído pelo deputado Fulano de tal como dia nacional do serígrafo...
Até que seria legal receber de um demagogo burocrata esta "homenagem" à nossa classe tão "bem representada" se não fosse pelo fato de que a nossa profissão é e sempre foi muito mal remunerada e desvalorizada em muitos sentidos...

Não temos capacitação decente afinal de contas como é padrão por grande maioria dos empregadores, o tratamento que se dá à respeito do serígrafo é que ele é um simples puxador de rodo, com o movimento repetitivo pré programado tal qual Carlitos tão bem satirizou no clássico Tempos Modernos! E nesta realidade não há espaço para palavras como "atualização, reciclagem, plano de carreira, crescimento"...
Não temos representação decente, limitamo-nos em destinar a legal percentagem de um mísero salário base a um sindicato do "vestuário" ou do "ramo gráfico", que não sei se tem algum interesse em ver crescimento no ramo, pois nunca ví ações junto às empresas em defesa aos interesses dos serígrafos... Ou checando a insalubridade do local... Alguém aí já viu?

Sinceramente não imagino que hoje exista um serígrafo de profissão programando pra fazer um churrascão com cerveja comemorando a data dele... Mas, todo caso, se estiver planejando um aí me chame...
Aproveitando que estou aqui metendo o pau no nosso ramo vou falar umas poucas palavras sobre outras coisas que envolvem diretamente a minha perda de paciência...
Fabricantes de produtos... Tem uns que descobriram a "fórmula da tinta" e acham que é só isso, fazer e vender... Não investem em tecnologia, não investem em inovação, não investem na melhoria de seus próprios produtos...  Deixam o mercado estagnado, parecendo que nem eles acreditam na continuidade e evolução da serigrafia... E o pior é que vendem!
Fabricantes de equipamentos... Parece que nunca entraram em uma serigrafia pra ver como é que se trabalha, fabricam produtos pra satisfazer o mercado amador e pouco exigente, já ví equipamentos que saem da loja com folgas que comprometem o registro, outros que precisam de algum tipo de adaptação ou ajuste para que funcione decentemente...  Sem contar esdrúxulos produtos tipo uma mesa de revelação que era também berço, você passava cola sobre o vidro na mesa... E o pior é que vendem!
Vendedores "especialistas"... Não se atualizam, não procuram informação, não são treinados...Ontem eu fui comprar 3 potes de tintas, na primeira loja não tinha nenhum dos itens, era amarelo limão mix, clear incolor e preto!!! Na segunda que fui desistiram de vender produtos de serigrafia, apenas pra "sign"! Na terceira, com apenas duas variedades de marcas, a vendedora não sabia se a tinta que estava lá na prateleira era pra fundo escuro ou claro! Respondia que tinha pra tecido sintético ou algodão! E não culpo ela, nos rótulos destas tintas generalizadamente as informações básicas são omitidas!!! E o pior é que vendem!

Resumindo, no ramo da serigrafia todos os envolvidos... Serígrafos, fabricantes, lojas, vendedores, empregadores (qualquer dia vou começar à dar nomes aos bois)... Infelizmente deixaram de ser criadores para serem passivos!!!
Sinceramente isso desanima bastante os poucos que se dedicam por pura paixão ao silk.
Boas estampadas!


Primeiro de maio, dia de luto devido a morte por enforcamento de trabalhadores anarquistas que reinvidicavam em greve direitos básicos que usufruímos hoje, como carga diária de 8 horas...
8 de março dia da mulher... Trabalhadoras da industria têxtil tomaram a fábrica em greve solicitando direitos de salário iguais aos dos homens... Foram incendiadas...

Sr. Morcete e Srta. Chaveta!

Simples e eficiente forma de fazer o registro de cores!

O morcete é um batente-guia fixado perpendicularmente ao trilho dos berços/mesa corrida, nele se encosta a chaveta durante o processo de impressão.
Todos os morcetes devem estar posicionados na mesma medida em cada berço, seja centralizado ou lateralmente.
Devem estar bem fixos para que não se movam e comprometam o registro.



A chaveta é um conjunto de dois parafusos que formam um "T", um vai fixado no centro do quadro e  neste vai fixado o segundo.
A chaveta permite o movimento paralelo da tela em relação ao trilho.
É fixada de modo que coincida com seu devido encaixe no morcete.
Também deve estar bem fixa e firme para não se soltar durante a impressão.

Para completar o conjunto temos os dois parafusos de encosto que vão fixados nas pontas laterais de cada matriz, apertando ou soltando-os, modificamos a inclinação do desenho.

A união dos movimentos da chaveta e dos parafusos de encosto permite o encaixe de quantas cores forem necessárias para a impressão serigráfica.


-Os parafusos de encosto e as chavetas tem que ser fixados ao quadro padronizadamente, seguindo as mesmas medidas.
-Nas telas de madeira fazemos um furo utilizando uma broca um pouco mais fina que os parafusos, para que entrem bem aperdados e não fiquem soltos. Ou usa-se uma bucha.
-As porcas tem a importante função de auxiliar no reforço da fixação dos parafusos.
-Podemos também numerar os morcetes para poder localizarmonos. É sempre útil quando tem muitos berços.Tipo, "precisa de um retoque lá no berço 12" "borrou o sete!"
-Antes de começar à fazermos o registro devemos deixar os parafusos e a chaveta em posição centralizada.

Com este kit/conjunto parafuso/chaveta/morcete bem ajustado e firme, basta o serígrafo encaixar/encostar a matriz/tela no batente/régua/apoio/trilho e sair pintando/estampando/puxando rodo, pode dar 500 repiques/demãos que não foje o registro.



o vídeo acima já é antigo, mas demonstra como se faz o registro usando o casal apertado.

Botton-se!

Tem bottons e buttons... Metal fundido com alto ou baixo relevo... Resinados... Mas os meus preferidos são do modelo mais clássico, o super prático botton estilo "Americano"... Pra se fazer é fácil e descomplicado, algo que em poucos minutos qualquer interessado aprende e sai produzindo... Necessita-se apenas de uma simples prensa manual... Ele vem com o fecho de segurança (vulgo alfinete) acoplado e tem uma película de polietileno(vulgo plástico) brilhante que serve como proteção, basicamente é decorado com impressão digital...

O formato é circular, o tamanho depende da matriz, varia entre 2,5 e 5,5 centí­metros.
Sempre que vejo alguém vendendo, compro um... O valor cobrado é geralmente pequeno..
Mas, pra não dizer que não falei das dores, destaco agora uns detalhes sutis que as vezes não são levados em conta pelo pessoal que fabrica bottons. A impressão digital. E não estou me referindo aquela marca que a gente deixa com o dedão na delegacia quando o guarda nos flagra dormindo na praça!!!

















Primeiro:
Na tentativa inútil de querer economizar tinta, um ou outro bottonzeiro (termo que inventei agora pra definir quem produz bottons) não faz a arte de maneira que a cor predominante ocupe toda a superfície do citado ornamento, incluindo também as laterais, dando uma continuidade do desenho... Deixam bordas brancas no buttom que acabam deixando-o com um aspecto incompleto.

Segundo:
Também querendo economizar, o infiel amigo, mal fabricante do enfeite de lapela... Faz-nos o desfavor de imprimir a arte em um sulfite e numa impressora "jato de tinta"... Dai quando feliz e faceiro abottonado (termo que inventei agora para definir quem usa bottons) toma uma chuvinha, já perde com o desenho destruído pela ação da água na incompatível impressão mal feita.

Portanto afirmo com veemência que os melhores e bem duradouros bottons são os que o fabricante se importa em imprimi-los com um papel de qualidade (couchet) e em uma impressora de qualidade (laser ou cera). Como uma A4 comporta dezenas de desenhos... Não é justificável que deixe de se investir numa impressão decente e durável, qualquer bureau/copiadora pode terceirizar o serviço a um valor relativamente baixo... E se a demanda for muito grande, aí sim que não se justifica a falta de investimento em um equipamento de primeira linha.

Tem bottons que por serem feitos com atenção na qualidade persistem na japona (não é na japa grandona e sim na jaqueta) por vários anos. A menos que sejam perdidos no meio de um desenfreado pogo.

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