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Reticulas redículas

O que é uma retícula?
É o nome dos pontos que graficamente formam desenhos com meio tom. Com estas é possível variar o tamanho e a freqüência dos pontos, produzindo variações das cores em um mesmo tom, criando um sombreamento que destaca os detalhes do desenho. Tons reticulados sobrepostos sugerem numa ilusão de ótica, novas cores de acordo com a intensidade.
Outros termos utilizados, halftone, screemtone, meio tom... 

Pra cada substrato podemos colocar uma retículagem apropriada, é claro que não é uma regra inquebrável, mas podemos ter uma idéia de uma padronização mais apurada...
Normalmente o que devemos notar primeiramente é a textura do material onde será aplicada a estampa reticulada, seja ela desde uma monocromia até quantas tonalidades convier (duplotom, policromia, hexacromia * , indexados e simulados...)
*quatro cores da quadricromia mais verde e laranja, ampliando o espectro cromático e a fidelidade das cores reproduzidas.

Outro fator é a distância de onde será apreciada a estampa, quanto mais perto (como em um folheto ou livro...)  mais dá pra notar os pontos que formam a composição, afaste-se um pouco do desenho e note que a imagem já entra em harmonia com a sua perspectiva visual.

Tamanho dos pontos é medido em LPI, linhas por polegada, quanto menor o número, maior o tamanho do ponto.
10 lpi à 15 lpi: outdoors.
30 lpi  à  45 lpi: camisetas direto na textura áspera do tecido.
60 lpi à 75 lpi: camisetas e tecidos com base branca, papeis ásperos...
100 lpi à 150 lpi: adesivos de vinil, substratos lisos... Papeis couchet (offset)
Menos que 10 não é usual, e mais que 150 lpi não posso afirmar que exista pois ainda não ví...

Tecidos técnicos, nº de fios e retículagem prática
(PROPORÇÕES TECIDO X RETÍCULA)
44 fios, 55 fios - entre 10 e 15 lpi
62 fios, 77 fios - entre 30 e 45 lpi
90 fios, 100 fios - entre 60 e 75 lpi
120 fios, 150 fios - entre 75 e 90 lpi
180 fios, 200 fios - entre 100 e 150 lpi...
Essa é apenas uma idéia lógica que obviamente tende à variar, devemos seguir um bom senso e prestar atenção pra não querer colocar uma retícula muito pequena em um tecido com número de fios limitados, que não tolere a resolução, nem uma muito grande em um tecido fino que limite a passagem necessária da tinta e cause falhas na impressão...
Por isso devemos conheçer bem fatores como abertura do fio, diametro, natureza (mono, multi-filamento), pra poder sempre controlar a gravação das imagens reticuladas.

Inclinação da retícula é a direção que a linha sequencial de pontos segue... Se não for respeitada a angulação, esta pode coincidir com as linhas do tecido e gerar um defeito chamado moiré (se pronuncia moarê), é um efeito meio "zebrado", onde as retículas não seguem um padrão estético. Também no momento da impressão pode causar moiré, como por exemplo impressão reticulado sobre a textura áspera do algodão cru, se as linhas da malha e da inclinação dos pontos coincidirem...
O ângulo padrão das linhas das retículas na serigrafia é de 45 graus para imagens de meio tom.
Policromias seguem a ordem Amarelo 0º (ou 90º que dá na mesma), Preto 45º pois tem maior contraste, Magenta e Ciano coloca-se em 30º pra cima e pra baixo...  75º e 15º.

Emulsões tem que ser as indicadas para revelação de alta resolução, obviamente quanto maior a retícula mais difícil de gravar é. Se for começar tente imagens com pontos maiores.

Quanto à Forma da retícula, os pontos podem ser redondos (circulares), elípticos ou quadrados, considerados tradicionais.
Também existem os pontos estocásticos, estes são outro modo de reticulagem, onde os pontos são aleatórios e não seguem padronizados em linha, sua quantidade em certa área do desenho é o que forma a intensidade do tom, seu tamanho é sempre um só, fixo.

As tonalidades máximas e mínimas são a relação entre os pontos impressos e a área sem impressão, expresso em porcentagem.
"Abaixo de 40%, temos as áreas claras. Acima de 60%, as escuras.
Para permitir a reprodução de todos os pontos, devese garantir que o menor ponto sempre tenha uma ancoragem firme nos fios da malha e que também estes fios não impeçam o fluxo da tinta pela menor área aberta. Para satisfazer estas exigências, os pontos mais finos (positivos ou negativos - mínimo ou máximo) devem ter seu diâmetro maior que a soma de 1 espaço entre fios (abertura da malha) mais 2 diâmetros de fio do tecido de impressão."

Padrão de tonalidades para serigrafia, mínima 15% e como máxima 85%

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Fazendo um berço de parede


Um colega queria ter em casa um pequeno berço pra estampas umas camisetas, ele ia comprar numa loja um baratinho, mas para economizar 60ão fiz um e presenteei-o.
Sugeri um de parede que pode ser fixado em um local apropriado e não tem qualquer dificuldade na composição, segue a receita.

1- Uma tábua reciclada pode servir pra fazer a base, desde que esteja com a superfície bem plana e lisa, sem defeitos que atrapalharão com a estampa... O ideal é que tenha uma espessura mínima de uns 2 cm para que possua firmeza.
O revestimento pode ser com corvin ou tecido similar, sem forração. Antes de esticar e grampeá-lo por baixo passe uma cola na face inferior pra que ele fique sem folgas, pode ser cola permanente mesmo.
As medidas devem seguir das telas que vai utilizar (medida externa para que a tela assente bem sobre o berço). Por exemplo se as telas são com medida interna de 40/50 cm o berço pode ter uns 48 / 58... O ideal é a dimensão do berço ficar um pouco pra dentro da parte externa do caixilho das telas... E não esqueça de levar em conta a distância gerada pelos morcetes...
Esta distância permite dois detalhes importantes, a tela ficando ligeiramente fora da área do berço permite que fique mais fácil de pegá-la / retirá-la e no processo de impressão o serígrafo a segura com seu corpo (tipo uma encoxada, desculpe o termo) deixando suas mãos livres para segurar firme no rodo.

2- Uma cantoneira em U de ferro dará o batente deste berço, parafusada na tábua e na parede.
Uma cantoneira mais comprida permite mais berços presos. Neste caso ficarão um poucos instáveis e precisarão de um apoio extra por baixo.

3- O Morcete é a peça chave de registro das telas para encaixe de cores e repiques... Para saber mais sobre o uso correto e prático destes parafusos leia o Yarrru! Post Sr. Morcete e Srta. Chaveta!



Se preferir pode fazer uma base que sustente este berço, desse modo o torna móvel...
Na foto ao lado tem um berço que utilizei num WorkShop no Wonka Bar, onde estampamos ao vivo as camisetas do festival Ruído Nas Ruinas.
Notem que atrás improvisei um suporte pro soprador e outros pras telas...

Boas estampadas! Qualquer dúvida postem nos comentários...

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Emulando retículas no GhostScript!

Devido muiiiiitas dúvidas em como imprimir retículas sem ter uma impressora Post Script vou apresentar um guia rápido para se utilizar este recurso. Se seguir estes passos básicos qualquer um pode imprimir uma imagem de meio tom ou até mesmo uma policromia utilizando qualquer impressora caseira.
Grifei e negritei a palavra "qualquer" para evitar posteriores questões do tipo: "funciona em jato de tinta?"
Italiquei para que também não me perguntem coisas como: "Consigo imprimir em uma Matricial?" huahuahua,cofcof,huahuahua!!!

Primeiramente tem que ter os softwares, compre o CorelDraw suite no site da empresa ou instale um Jack Sparrow, com o preço economizado no programa original você compra uma passagem pro caribe no Pérola Negra...
O GhostScript (emulador) e Gsview32 (visualizador onde vai imprimir) você procura e baixa da Net e instala, vai ser mais fácil que o Corel...

Depois do desenho preparado, equalizado, convertido, centralizado, pronto para imprimir... Clique em "imprimir" (atalho ctrl+p), e na aba "composição" escolha a lineadura, ou seja quantos pontos por polegada, que será o tamanho da retícula, o básico para impressão têxtil é de 45 LPI.
Na aba "preferências", você pode ainda configurar o tamanho do papel e outros detalhes pra acertar a impressão...
Na aba "geral" selecione a saída "arquivo PostScript independente do dispositivo" e clique em imprimir. Pronto! Você irá então salvar o arquivo no formato .ps, que será aberto no programa gsview32 que instalou...


Se for uma policromia, na aba "cor" selecione imprimir separações, que sairão automaticamente todas as 4 chapas CYMK devidamente separadas, com angulos de inclinação padrão...
Proceda da mesma maneira para imprimir como sequenciado acima, será salvo então um arquivo com 4 páginas para ser aberto no gsview32...

Com o arquivo aberto no programa emulador visualize primeiramente se está tudo certo... Clique em "file", "print" (atalho do teclado p), escolha a impressora disponível, laserjet, deskjet, inkjet, matricial... e imprima sua imagem reticulada.

Boas estampadas!!!Compartilhe qualquer postagem do Yarrru! utilizando o batão abaixo e ajude a divulgar o blog...

Guia das malhas...


Os tecidos das camisetas não são todos iguais apesar de aparentemente terem a mesma característica a diferença básica está na composição das fibras que podem ser de origens diversas.
Qual a melhor malha? Depende do gosto pessoal do cliente e da indicação de uso.

Algodão:
Tecido de origem natural, que seria a mais usual, existe algumas diferenças básicas quanto à forma de tecelagem.
Fio 30.1 penteado:100% algodão com pós tratamento que refina o acabamento, tem maior qualidade.
Fio 30.1 cardado: 100% algodão, menor custo e qualidade pois não há o tratamento final.
Fio 26: 100% algodão, com trama bem mais aberta, indicada apenas para estampas promocionais, aqui na região tem o apelido de "malha política".
Piquet: 100% algodão ou algodão+poliéster, com fios entre 24.1 e 30.1 e trama "colméia". Usada na confecção de camisas polo.

Uso: Algodão possui a propriedade de absorver a umidade da transpiração, portanto é confortável no uso diário. Como desvantagem desbota e encolhe um pouco.
Estampagem: Aceita com facilidade tintas báse água para algodão e para tecidos mistos, assim como plastisol, pois tolera a alta temperatura da cura.
Piquet, por ter gramatura maior, também pode ser bordado.

Tecidos sintéticos:
Poliviscose (PV): 33% poliester e 67% viscose, possui um aspecto brilhante.
Poliéster: 100% poliester, similar à PV.
Dryfit (artigo completo Yarrru!): 100% poliester, indicado para confecção de camisetas esportivas. Sua estrutura diminui a transpiração.
Malha Eco-PET: 50% algodão e 50% poliester reciclado de garrafas PET, é incluído na metade da composição o algodão para que fique menos desconfortável, já que tecido sintético retém muito a transpiração.
Tactel: 100% poliamida, roupas esportivas,  principalmete aquáticos pois seca bem rápido.

Uso: Maior durabilidade que o algodão, não desbota, não encolhe, não amassa, seca  rápido. Tecidos sintéticos absorvem menos umidade, podendo ser desconfortável pois aumenta a transpiração, outra desvantagem é que pode formar "bolinhas".
Estampagem: Tintas base água para tecidos mistos/sintéticos. Plastisol desde que com atenção no momento de cura, pois o calor pode derreter as fibras..
100% poliester aceita a técnica de sublimação.
(Gramatura é o peso de 1m² de qualquer tecido... Trama é a quantidade de entrelaçamento por centímetro, 30.1 = 30 fios/cm)

WorkShop de Envelopamento!

O quê? 2º Workshop de envelopamento automotivo pelo sistema UGIS (Universal Graphic Installation System). 
Porquê? Oficina indicada para todos os níveis de instaladores que procuram melhorar a velocidade e a qualidade de seu trabalho.
Por quem? O pessoal especializado da Alko.
Quando? Dia 23-06-12, sábado, á partir das 9h00min
Onde? Na Tecnomold, empresa de Curitiba que vende produtos para Serígrafos, Letristas e profissionais de Sign. Av Presidente Kennedy nº4054. Fone: (41) 3345-6717
Quanto? Gratuito.
marketing@tecnomold.com.br 

No vídeo abaixo conferi a cobertura da mídia local na primeira edição da oficina, em 07/05/2011...
Até dei um joinha lá no youtube... Pois o aplicador manja deveras pracarái!


Silkassetadas...


Lembro que uma vez fui trabalhar em uma serigrafia e em uma prateleira havia um litro de vinagre, destes mais baratos...
Conversando com um colega que também era novato ali tentávamos desvendar qual era o uso daquele produto na serigrafia... Eu dizia que era usado pra catalizar a emulsão das telas... Estas depois de reveladas eram submetidas à uma passada do milenar ácido acético...  Que com seu azedumbre fazia da emulsão recém revelada uma resistente matriz para super tiragens...
O meu colega dizia que era pra colocar na tinta... Assim como é usual o outro culinário tempero, o sal... Aquele fétido vinagre de maça era utilizado como aditivo improvisado pra controlar a viscosidade da tinta base d'água... Possuía também a propriedade mágica de eliminar os microorganismos que poderiam contaminar o pote de tinta... O vinagre neutraliza até queimadura de água viva!
Em meio aquela discussão citamos o uso do vinagre pra evitar "olho de peixe" e outras falhas na tela... Para isso lavamos ela com vinagre e enxaguamos com água corrente, antes de emulsionar a matriz... Retirando resíduos de gordura do poliéster...
Todas essas possibilidades do uso do vinagre na serigrafia já estavam sendo levadas em conta... Até que chega no local o serígrafo oficial da parada, aquele que tinha comprado o vinagrão e colocado na prateleira... Todo mundo achando que tinha opinado com pleno acerto sobre o verdadeiro uso do subproduto do vinho na "aplicação técnica" serigráfica...
Perguntamos pro serígrafo: Pra que é que você usa esse vinagre aí mano??? Hein? Hein?
-Pra temperar a salada! ué? Respondeu sem mistérios.

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Outra história verídica do dia-à-dia esquisito da vida de serígrafo foi um dia que chegou na loja um serígrafo iniciante tentando tirar uma dúvida sobre como estampar em um serviço que ele havia pego...
Tipo, o cara pega o serviço sem saber fazer e sai igual louco tentando descobrir como...
Era uma unidade daquelas cuequinhas de lutador de vale tudo, que fica bem apertadinha no forévis do cara!
Tinha que por um logotipo em destaque na parte traseira, bem logo acima do rego!
O único desafio na verdade era arranjar uma tinta que fosse elástica e não rachasse enquanto o badboy espancava o adversário!
Eu na verdade não estava nem um pouco confortável segurando aquele "substrato" suado na mão, falei pro guri usar uma tinta elástica mix base água, pois é pra têxteis sintéticos.... Qual marca? Onde compro? Sei lá, se vira!
O outro colega deu uma solução mais óbvia e simples, o uso da tinta plastisol, que é elástica por natureza!
O carinha (era um papazote bem franzino...) foi então estampar o bagulho... Na hora da cura, com o soprador térmico... Isso mesmo! Queimou com o fundilho do shortinho! Deve ter levado a maior sova!


A pior maneira de aprender que: "Se não sabe fazer não se meta!" é errando onde não se pode consertar!

Silk'n'roll!

Serigrafando da maneira mais improvisada e simples possível.
Um tampo de mesa virou berço, sem cola permanente, sem registro, sem nada...
Um quadro de maior proporção virou tela pra gravar o desenho com cerca de 70 x 35 cm, de uma tattoo estilo oriental...
Um celular filmou... Mais um video Yarrru!


The 5, 6, 7, 8's Woo Hoo

Na Prática foi utilizada matriz com poliéster 77 fios, arte impressa em laser filme com 45 lpi, montada com ajuda de estilete e durex....
Normalmente não se faz colagens em artes reticuladas, pois a montagem nunca fica perfeita na emenda. Se tiver mais de uma cor então... Além de aparecer a falha, comprometido fica o registro/encaixe.

Dirt&pop!

 Já havíamos reproduzido à muito tempo atrás o clássico famoso Campbell's do Warhol! Agora ele já está com a data de validade completamente estourada, apodreceu!
Na prática é só mais uma policromia daqui do Yarru! Sem muita variedade, tintas base água, 45 lpi, poliéster 77 fios... E já que como a imagem vale mais que a narrativa, chega de discurso!
Solta o play e curta o som!


Detrito Federal... Se seu pai pudesse escolher... (Back to the 80's)

Silk'n'LongPlays!

 A idéia foi criar peças decorativas reutilizando os nostalgicos LPs, como meu negócio é serigrafar só pude pensar em ornamentar os bolachões com artes de capas históricas e/ou logos de grupos... Algo relacionado à música!
Apesar do buraco central ser convidativo pra pendurar o disco na parede com um preguinho, achamos melhor usarmos uma fixação com dois pontos de fita dupla face + eva, deixando um "fora de contato" entre o disco e a parede, com efeito 3D.

1- Fundo preto aplicado pra anular o rótulo.
2- Esta capa do Sex Pistols, originalmente foi impressa usando os primários magenta/amarelo/black, e imitava uma carta terrorista escrita com recortes de jornal...
3- Terceiro disco dos Ramones, foto clássica em frente ao finado CBGB.
4- VU... Album da banana do Andy Warhol. To peel slowly and see...
5- Gradiente/degradê no logo dos Strokes!
6- Não podia faltar uma edição pirata...
7- London Calling by Clash.
8- The Libertines, seu logo hidrometalizado...

Na prática:
Impressões diversas sobre discos de vinil.
Apesar de serem fabricados com vinil não usei tinta "vinílica".
O fundo preto sobre o rótulo central foi feito com tinta própria para papel "aquapaper"...
Os desenhos foram estampados com tinta acrílica mix têxtil comum.
Garanto que não desprende, pois não haverá necessidade de lavar as peças né?

Dá pra misturar plastisol com base água???

Existem algumas dúvidas sobre o uso de diferentes tintas na mesma composição, obviamente esteticamente fica show! A mistura de efeitos na mesma peça enriquece a finalização da estampa e mostra que nela foi empenhado tempo e técnica! Toque zero com um detalhe em relevo... Uma imagem estampada com base água com um contorno feito com uma textura em plastisol... Uma estampa fosca onde alguns detalhes se destacam com um brilho de gel... Então a tentativa hoje é analizar se rola de misturar tinta base d'água com plastisois...
Bem, na mesma tela ou no mesmo pote acho que não rola né? Pelo memos ainda não ví ninguém tentar... Apesar de já existir alguns pigmentos que são de uso universal, as tintas ainda não são miscíveis entre sí.
O depoimento que segue é baseado em experiências próprias de aplicações diversas, isso sem aval de nenhum fabricante, estes recomendam unaminemente que a aplicação mista não deve ser sobreposta jamais...

Um encima do outro:
Eu tô falando da tinta véi! Da sobreposição dos referidos materiais de diferentes propriedades...
Sempre que formos aplicar misturas de efeitos onde as tintas usadas são de diferentes conposições é interessante que a imagem não coincida, ou seja, que as tintas não se sobreponham e desta maneira possam vir à prejudicar a fixação de uma ou outra na peça... Porém, isso não é regra e de diversas maneiras podemos abusar e aplicar, tomando os cuidados devidos para que a ancoragem seja eficiente e não solte... Lembre-se! Um teste prévio estampado e curado pode ser submetido à ficção/ lavagem/manipulação para ser aprovado em qualidade...
Temos também que tomar cuidado com uma eventual  migração do corante da tinta base água ou do próprio tecido para o plastisol, com a cura em alta temperatura exigida, este inconveniente pode ocorrer e danificar o acabamento da peça.

Conhecendo um pouco as tintas:
Os tipos principais de plastisol podem ser brilhante, fosco, gel, relevo, relevo base... Craquelê, rachado, estonado, etc. são efeitos especiais de textura utilizados em menor escala (fora tintas especificas como plastisol para aplicação em clichê e plastisol para termo transferência)... Cada um tem sua propriedade e singularidade, isso dá diferença não apenas estética, mas também nos resultados da aplicação, e sobre o principal assunto que aqui estamos tratando, a fixação desta tinta.
As tintas base água tem poucas diferenças entre sí, basicamente são separadas por destinadas à tecidos 100% algodão ou para tecidos sintéticos... Mix (opaca, para fundos escuros) ou clear (translúcida, para fundos claros)... Podem também diferenciar-se pelo acabamento... Toque zero, puff, metalizada...
 
Exemplos já antigos... que deram ou não certo: (links + infos)
  icon wink Emoções em seu teclado e em seu corpo! "Sanduiche de cromia"
Neste teste usei sobre o tecido um relevo base branco de plastisol, seguido de uma cromia base água por cima, pra não correr o risco do desenho desbotar umas demãos de plastisol silicone gel transparente por cima formaram o sanduiche artificial, o resultado foi altura com muito brilho e durabilidade, neste caso pode acreditar que acaba o tecido mas a estampa fica intacta...

Plastisol relevo fosco sobre fundo branco base água. (outro exemplo)
O plastisol relevo não tem devida aderência sobre tinta base água...
Neste caso a tinta supercobertura que ficou por baixo não ancorou suficientemente o plastisol relevo, este após umas lavagens iniciou o desprendimento da peça onde as tintas coinciciram.

icon sad Emoções em seu teclado e em seu corpo! Plastisol relevo base com cobertura de tinta base agua encima...
Precisava de um relevo colorido, de uma tinta com cor específica, estampei o relevo base branco plastisol e a cor base água por cima, sem selar com o silicone... Por se tratar de uma base porosa pode aplicar que não vai desbotar, eu agarantio!

 icon wink Emoções em seu teclado e em seu corpo! Silicone sobre Cromia... Neste exemplo clássico utilizamos base branca e cromia com tintas base água, com a mesma tela do fundo aplicamos plastisol gel super cristal sobre a estampa, o resultado é um brilho de gala.

 icon wink Emoções em seu teclado e em seu corpo! Plastisol gel sobre tinta base água (outro exemplo)
O plastisol gel tem uma excelente aderência sobre a superfície já previamente estampada com base àgua... Inclusive fica até bem melhor acabada, pois evita o defeito pilling, que eventualmente ocorre quando estampamos plastigel direto sobre o tecido...
Resumindo... dá pra misturar tinta base água com plastisol em certos casos... principalmente se não coincidem no tecido e portanto não irá interferir na fixação da tinta... Outros casos devem ser feitos testes sempre... Plastisol relevo sobre água diretamente, as vezes solta... gel já não...
Já aconteceu de eu estampar tinta base água sobre plastisol relevo (poroso) e não soltar...

Tack!

Tack é um termo utilizado pelos profissionais do ramo gráfico e significa a aderência ou a adesividade que uma tinta e/ou uma superfície pode dispor. Também entre nós serígrafos se usa o termo "pega".
Por exemplo um vinil adesivo, onde sua tenacidade na aplicação é definida como tack, um adesivo de baixo tack é aquele que pode ser removido sem maiores problemas, enquanto outro, de alto tack pode resistir por mais tempo em ambientes externos e suas intempéries climáticas...
Na serigrafia o tack tanto citado é a pegajosidade de uma tinta mesmo depois de curada ao toque.
Apresenta-se bastante em tintas base água supercobertura, aplicadas com vários repiques, ou em composições com várias camadas de base branca seguidas de outras cores por cima... O problema do tack é quando essa "pega" começa à atrapalhar o manuseio da peça impressa, fazendo com que o resultado possa ser danificado devido uma parte colar em outra e arrancar literalmente um pedaço do impresso, estragando o trabalho, isso no momento de dobra e/ou empilhagem do material.

Resolvemos esse inconveniente problema simplesmente utilizando um aditivo anti tack acrescentado na tinta, a quantidade indicada pelo fabricante normalmente é cerca de 5% do volume total dela.
Durante o processo de impressão de cores sobre cores, o tack ocasionalmente apresentado também pode dificultar a aplicação serigráfica, isso ocorre principalmente em dias úmidos, onde a parte volátil se dissipa com maior dificuldade...Pode ocorrer da tinta já estampada descamar e colar na parte emulsionada da matriz... Estragando a estampa...Se esse for o caso, existem atitudes simples que diminuem o fato. Você pode passar um pouco de vaselina na parte inferior da tela, na parte emulsionada... Só que antes tem que estampar em um pano pra limpar o excesso que poderia vir à manchar a peça...
Outro cuidado importante é não curar em excesso as camadas, nem com temperatura muito elevada.
O ideal também é que no momento de desenvolvimento do design para impressão com tintas mix,  o designer disponha o trabalho de modo que as cores não coincidam muito umas sobre as outras, e sim que preferencialmente elas já se ancorem diretamente sobre o tecido ao invés de sobre as partes já estampadas e carregadas de camadas...
Pra finalizar acrescento o mais importante, a recomendação da grande maioria dos fabricantes é que as tintas de cura ao ar só devem ser empilhadas depois da polimerização total, que se dá em cerca de 72 horas, dependendo das condições climáticas.
Se por acaso entregar um trabalho para seu cliente antes desta polimerização total da tinta, não deixe de orientá-lo em apenas submeter o camiseta à lavagem depois de um período de 3 dias, para que não corra o risco dele retornar descontente com uma estampa desbotada pedindo seu dinheiro de volta....

Na impressão que ilustra o post foi usada tinta  base água "mix" sobre algodão escuro, típica estampa que apresenta bastante tack devido uso de muitos repiques para manter a cobertura total da malha.
Quando dobramos um lote de peças como esta, jamais devemos submeter estampa sobre estampa, pois corremos seriamente o risco de colar e estragar com a impressão...


Boas estampadas!

The Pantones!

Pantone é na realidade um catálogo de cores onde temos a  porcentagem baseada no padrão CYMK* para criarmos uma variável desejada... É utilizado profissionalmente no ramo gráfico, quando se deseja manter uma padronização confiável de uma cor.
Eu, como profissional mediano, confesso que não tenho o hábito de usar deste mecanismo... Portanto vou deixar para quem quiser saber, apenas uma valiosa dica à respeito das cores pantone, sobre o emprego às vezes equivocado deste "termo"...
Não pense que o tom que aparece nas suas paletas de cores nos seus monitores ou nos resultados impressos nas suas impressoras, por melhor qualidade que sejam, são fielmente o que dispomos em uma escala pantone... Se fosse assim essas escalas não seriam tão caras!!! Bastariam um cdzin com as amostras...
Podemos sim utilizar amplamente, como base para nossas misturas, esses dados digitais! Porém nunca se o que precisamos é de um tom com absoluta fidelidade...
Outra coisa! No resultado do impresso reticulado (que é o que temos nas impressoras digitais, na serigrafia e na impressão off set, entre outras...),  as cores formadas pelas misturas CYMK dificilmente ficarão com a mesmíssima intensidade que uma impressão de cores sólidas (mistura de tinta no pote, anterior à impressão)!
Coisa que eu fico fulo da vida é quando me vem um dezainer contestar sobre a diferença de tonalidade de uma amostra impressa contra uma amostra que me mandou digitalizada, pois qualquer um sabe que entre um monitor e outro à uma diferença definida pela calibração do mesmo... E isso, sem falsidade afirmo, que independe da qualidade de tinta, equipamento ou do que for...

*Cor pigmento, CianoYellowMagenta&blacK, o black é um K e não um B pra não confundirmos com o Blue do padrão de cor luz RGB dos monitores (RedGreemBlue). Já ouvi falar que era de Key, ou seja, uma chapa "chave", mas confesso que nunca ví ninguém chamando desse jeitinho...

No vídeo abaixo mostro a impressão de uma policromia estilizada de uma "amostra pantone", é lógico que tem apenas o apelo visual do design, não tem nada à ver com uma amostra real... Se fosse assim nem mesmo teria sido impresso sobre o Nude com tintas cymk translúcidas, fato que distorce já por si só a tonalidade...
O desenho eu retirei da net, de um site deveras interessante, com umas idéias ótimas para serem "socializadas", produzi apenas duas camisetas pessoais...


 The Pantones ao som de The Stooges... Now I wanna be your dog!


Na Prática:
Notem que comparando o impresso de policromia com o desenho original digital, na parte que era pra ser um tom de cinza cymk ficou um "ocre", meio amarelado! Este fato é muito comum em impressões de policromia, quando tentamos simular um tom derivado do preto com as cores primárias CYM... Por exemplo usar C20%+Y20%+M20% pensando que vai, tal qual no monitor, ficar igualzinho um K20%!

Normalmente isso deve ser anteriormente tratado via software para que não ocorra essa distorção, que compromete o resultado final do trabalho além de haver excessiva e desnecessária aplicação de tinta sobre o substrato...

Boas estampadas!

Space_Stencil! / Silk_Invaders!


Neste desenho utilizei um layout simulando uma pichação feita com o uso do modo mais rudimentar de impressão com telas, o Stencil! Ou "molde vazado"...
Mesmo sem spray, não dispensando nada da arte urbana... Nem mesmo a parte borrada e a tinta em excesso escorrendo...
Essa é o tipo de impressão serigráfica que se por acaso tivesse um ou outro ponto aberto não faria a menor diferença...
Apesar de simples e usual, creio que esta impressão demonstra bem a versatilidade da serigrafia.

Geek Vintage!
Pra quem tem mais de 30 voltas em torno do sol este alienígena pixelado deve parecer familiar... Se trata do veterano Space Invaders, de 78. Desculpe a franqueza, mas não tenho saudades não...


No áudio os Maleditos cantando Maledita eleição... Protesto conveniente à data...


Na prática:
Poliester 77 fios
Tinta Clear sem repique
Positivo reticulado com 45 lpi de lineadura.

 

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