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Dia do Serígrafo! Pause a festa e leia isso...

Hoje, 28 de Março, foi instituído pelo deputado Fulano de tal como dia nacional do serígrafo...
Até que seria legal receber de um demagogo burocrata esta "homenagem" à nossa classe tão "bem representada" se não fosse pelo fato de que a nossa profissão é e sempre foi muito mal remunerada e desvalorizada em muitos sentidos...

Não temos capacitação decente afinal de contas como é padrão por grande maioria dos empregadores, o tratamento que se dá à respeito do serígrafo é que ele é um simples puxador de rodo, com o movimento repetitivo pré programado tal qual Carlitos tão bem satirizou no clássico Tempos Modernos! E nesta realidade não há espaço para palavras como "atualização, reciclagem, plano de carreira, crescimento"...
Não temos representação decente, limitamo-nos em destinar a legal percentagem de um mísero salário base a um sindicato do "vestuário" ou do "ramo gráfico", que não sei se tem algum interesse em ver crescimento no ramo, pois nunca ví ações junto às empresas em defesa aos interesses dos serígrafos... Ou checando a insalubridade do local... Alguém aí já viu?

Sinceramente não imagino que hoje exista um serígrafo de profissão programando pra fazer um churrascão com cerveja comemorando a data dele... Mas, todo caso, se estiver planejando um aí me chame...
Aproveitando que estou aqui metendo o pau no nosso ramo vou falar umas poucas palavras sobre outras coisas que envolvem diretamente a minha perda de paciência...
Fabricantes de produtos... Tem uns que descobriram a "fórmula da tinta" e acham que é só isso, fazer e vender... Não investem em tecnologia, não investem em inovação, não investem na melhoria de seus próprios produtos...  Deixam o mercado estagnado, parecendo que nem eles acreditam na continuidade e evolução da serigrafia... E o pior é que vendem!
Fabricantes de equipamentos... Parece que nunca entraram em uma serigrafia pra ver como é que se trabalha, fabricam produtos pra satisfazer o mercado amador e pouco exigente, já ví equipamentos que saem da loja com folgas que comprometem o registro, outros que precisam de algum tipo de adaptação ou ajuste para que funcione decentemente...  Sem contar esdrúxulos produtos tipo uma mesa de revelação que era também berço, você passava cola sobre o vidro na mesa... E o pior é que vendem!
Vendedores "especialistas"... Não se atualizam, não procuram informação, não são treinados...Ontem eu fui comprar 3 potes de tintas, na primeira loja não tinha nenhum dos itens, era amarelo limão mix, clear incolor e preto!!! Na segunda que fui desistiram de vender produtos de serigrafia, apenas pra "sign"! Na terceira, com apenas duas variedades de marcas, a vendedora não sabia se a tinta que estava lá na prateleira era pra fundo escuro ou claro! Respondia que tinha pra tecido sintético ou algodão! E não culpo ela, nos rótulos destas tintas generalizadamente as informações básicas são omitidas!!! E o pior é que vendem!

Resumindo, no ramo da serigrafia todos os envolvidos... Serígrafos, fabricantes, lojas, vendedores, empregadores (qualquer dia vou começar à dar nomes aos bois)... Infelizmente deixaram de ser criadores para serem passivos!!!
Sinceramente isso desanima bastante os poucos que se dedicam por pura paixão ao silk.
Boas estampadas!


Primeiro de maio, dia de luto devido a morte por enforcamento de trabalhadores anarquistas que reinvidicavam em greve direitos básicos que usufruímos hoje, como carga diária de 8 horas...
8 de março dia da mulher... Trabalhadoras da industria têxtil tomaram a fábrica em greve solicitando direitos de salário iguais aos dos homens... Foram incendiadas...

Sr. Morcete e Srta. Chaveta!

Simples e eficiente forma de fazer o registro de cores!

O morcete é um batente-guia fixado perpendicularmente ao trilho dos berços/mesa corrida, nele se encosta a chaveta durante o processo de impressão.
Todos os morcetes devem estar posicionados na mesma medida em cada berço, seja centralizado ou lateralmente.
Devem estar bem fixos para que não se movam e comprometam o registro.



A chaveta é um conjunto de dois parafusos que formam um "T", um vai fixado no centro do quadro e  neste vai fixado o segundo.
A chaveta permite o movimento paralelo da tela em relação ao trilho.
É fixada de modo que coincida com seu devido encaixe no morcete.
Também deve estar bem fixa e firme para não se soltar durante a impressão.

Para completar o conjunto temos os dois parafusos de encosto que vão fixados nas pontas laterais de cada matriz, apertando ou soltando-os, modificamos a inclinação do desenho.

A união dos movimentos da chaveta e dos parafusos de encosto permite o encaixe de quantas cores forem necessárias para a impressão serigráfica.


-Os parafusos de encosto e as chavetas tem que ser fixados ao quadro padronizadamente, seguindo as mesmas medidas.
-Nas telas de madeira fazemos um furo utilizando uma broca um pouco mais fina que os parafusos, para que entrem bem aperdados e não fiquem soltos. Ou usa-se uma bucha.
-As porcas tem a importante função de auxiliar no reforço da fixação dos parafusos.
-Podemos também numerar os morcetes para poder localizarmonos. É sempre útil quando tem muitos berços.Tipo, "precisa de um retoque lá no berço 12" "borrou o sete!"
-Antes de começar à fazermos o registro devemos deixar os parafusos e a chaveta em posição centralizada.

Com este kit/conjunto parafuso/chaveta/morcete bem ajustado e firme, basta o serígrafo encaixar/encostar a matriz/tela no batente/régua/apoio/trilho e sair pintando/estampando/puxando rodo, pode dar 500 repiques/demãos que não foje o registro.



o vídeo acima já é antigo, mas demonstra como se faz o registro usando o casal apertado.

Botton-se!

Tem bottons e buttons... Metal fundido com alto ou baixo relevo... Resinados... Mas os meus preferidos são do modelo mais clássico, o super prático botton estilo "Americano"... Pra se fazer é fácil e descomplicado, algo que em poucos minutos qualquer interessado aprende e sai produzindo... Necessita-se apenas de uma simples prensa manual... Ele vem com o fecho de segurança (vulgo alfinete) acoplado e tem uma película de polietileno(vulgo plástico) brilhante que serve como proteção, basicamente é decorado com impressão digital...

O formato é circular, o tamanho depende da matriz, varia entre 2,5 e 5,5 centí­metros.
Sempre que vejo alguém vendendo, compro um... O valor cobrado é geralmente pequeno..
Mas, pra não dizer que não falei das dores, destaco agora uns detalhes sutis que as vezes não são levados em conta pelo pessoal que fabrica bottons. A impressão digital. E não estou me referindo aquela marca que a gente deixa com o dedão na delegacia quando o guarda nos flagra dormindo na praça!!!

















Primeiro:
Na tentativa inútil de querer economizar tinta, um ou outro bottonzeiro (termo que inventei agora pra definir quem produz bottons) não faz a arte de maneira que a cor predominante ocupe toda a superfície do citado ornamento, incluindo também as laterais, dando uma continuidade do desenho... Deixam bordas brancas no buttom que acabam deixando-o com um aspecto incompleto.

Segundo:
Também querendo economizar, o infiel amigo, mal fabricante do enfeite de lapela... Faz-nos o desfavor de imprimir a arte em um sulfite e numa impressora "jato de tinta"... Dai quando feliz e faceiro abottonado (termo que inventei agora para definir quem usa bottons) toma uma chuvinha, já perde com o desenho destruído pela ação da água na incompatível impressão mal feita.

Portanto afirmo com veemência que os melhores e bem duradouros bottons são os que o fabricante se importa em imprimi-los com um papel de qualidade (couchet) e em uma impressora de qualidade (laser ou cera). Como uma A4 comporta dezenas de desenhos... Não é justificável que deixe de se investir numa impressão decente e durável, qualquer bureau/copiadora pode terceirizar o serviço a um valor relativamente baixo... E se a demanda for muito grande, aí sim que não se justifica a falta de investimento em um equipamento de primeira linha.

Tem bottons que por serem feitos com atenção na qualidade persistem na japona (não é na japa grandona e sim na jaqueta) por vários anos. A menos que sejam perdidos no meio de um desenfreado pogo.

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DIY! Iniciando uma marca???



Como já trabalho com silk fazem alguns anos, tive a oportunidade de ver inúmeras vezes pessoas tentando montar a sua marca própria de roupas, camisetas, acessórios... Na absoluta maioria delas presenciei apenas tentativas frustradas, que somente decepcionaram os criadores.
Nas poucas que deram certo notei algo em comum... Os idealizadores possuíam algumas qualidades distintas... São elas...
Organização: Trazer tudo devidamente anotado, bem montado... enfim, organizado... É uma característica que difere um bom empreendedor do resto.
Visão: Sempre estar um passo à frente do que está acontecendo... Antenado no mercado, nos negócios,nas tendências... Ter bastante informação sobre todo o processo de execução das peças e sobre o que orbita envolta da sua marca é um ato inteligente.
Atitude: Auxiliará no seu destaque no mercado a coragem de "meter as caras" com atitude e ousadia.
Agilidade: Entre ter uma ótima idéia e executá-la está o limite entre o que vai e o que não vai dar certo. Pensou? Refletiu? Então faça ou desista! Colocar metas e prazos para executá-las é interessante.
Criatividade: É algo que não se ensina nem se aprende, mas uma boa marca necessita de muita... Exercitar a sua criatividade dos pequenos aos maiores detalhes ornamenta o que outrora aparecia comum.
Originalidade: O que é bonito, diferente, prático e original vende... Com um bom vendedor algo nada original, plagiado e comum, vende também... Mas a originalidade poderá diferenciar sua marca das similares... Usando a sua originalidade você pode, ao invés de simplesmente seguir a moda, que é algo superficial, vago e passageiro... fazer a sua moda... É bem diferente.
Qualidade: Agregar valor só se deve encima de qualidade. Perfeccionismo em suas peças é fundamental, pois uma estampa mal feita camufla qualquer costura/corte/desenho bem feito...
Estilo: Qualquer marca normalmente segue determinada vertente, seja ela qual for (rock/esporte/infantil/gospel...), estar entrosado na tal tendência é sua completa obrigação. E valorize seu estilo (ou estilos) sem medo.
Dedicação: Sem dispor seu tempo, trabalho, investimento... Você não irá muito longe. A criação de uma boa marca requer muiiiito trabalho seu... Se não for uma pessoa dedicada nem tente!Reflita se será melhor terceirizar a produção e dedicar-se mais a outros fatores... Ou por a mão na massa...
Auto crítica:  Tenha bom senso e enxergue onde estão os defeitos... Aceite as críticas com muita atenção e coerência.
Confiança:  Você é a primeira pessoa que deve acreditar em seu potencial de ser vitorioso na sua empreitada. Um bom alicerce de planejamento colocará um a certeza no lugar das dúvidas.

Também futuramente, acaso suas metas estejam triunfando, é bastante importante entrar em contato com profissionais que possibilitem à sua marca a garantia de registro e de direitos autorais... As relações burocráticas também se tornarão algo relevantemente essencial.
E quando você amigo, estiver bem sucedido com sua já badalada marca, lembre-se do guri aqui e me presenteie com uma peça sua... Que ostente toda a essência e qualidade que sua força de vontade proporcionou... Boa sorte!

 Um pequeno planejamento estratégico:
1- Meta à adquirir:
Quê? (Desenvolver.... A sua marca vai gerar lucro? será artesanal ou profissional?)
Como? (Sequenciar os passos e seguir. Por no papel e iniciar...)
Quando? (Definir prazos e obedecê-los)
Quanto? (Sempre planejar o quanto vai investir)

2- Fidelizar clientes:
Quais? (O nicho à atrair terá a cara e perfil da marca)
Como? (Modo)
Quando? (Meta de determinada quantia por mês... Por ano...)
Quanto?

3- Adquirir novos clientes:
Quem? (Um outro tipo de público)
Como?
Quando?
Quanto?

4- Parcerias:
Fornecedores (Malhas, camisetas, peças prontas ou não, insumos serigráficos...)
Mão de obra (Serigrafia, costura, produção...)
Distribuidores (Lojas, pontos de venda... Consignação ou atacado?)
Vendedores (Capacitar pessoas para vender... Incentivar... pois a arte está tanto na composição da peça quanto na capacidade de mostrar o quanto ela vale à pena ser comprada)
Fotógrafos/ Profissionais de marketing/ desenhistas/ designers de moda...
Patrocínios/ Apoio/ Parceiros... Pois ninguém faz nada sozinho.

5- Divulgação:
Onde? (Site próprio, Expos, Flyers, Bazares, Revistas da área...)
Quanto?
Modo? (Local... Regional... Nacional... Mundial...)
Quando? (Obedeça seus prazos pra coisa andar)

6- Desenvolvimento
Conversar, refletir, analisar e discutir propostas...


E lembre-se que a serigrafia amiga velha de guerra nos permite personalizar de tudo... Das roupas com criativas estampas... Até às etiquetas, embalagens e materiais de divulgação...

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Soprador serigráfico com defeito!

O soprador é um item quase que unânime em qualquer serigrafia pequena ou média mundo afora, serve pra secar impressos, secar telas e até as vezes queimar acidentalmente o tecido... Porém modelos mais populares como o das fotos abaixo não possuem uma durabilidade devida e após vencer a garantia do fabricante tornamo-nos reféns dos profissionais das "autorizadas".
O modelo de soprador abaixo tem um custo de 130 reais, batalhou fielmente até vencer a garantia e começar a dar problema... A única assistência técnica autorizada da grande cidade de Curitiba orçou o reparo em 95 reais, inviáveis 80 reais da peça e 15 da mão de obra! O simples problema era a substituição da ventoinha...
Como não valeria à pena "pagar mais caro no molho do que no peixe" entrei em contato com o fabricante que disse poder enviar-me a peça para que eu mesmo fizesse o reparo, por 50 reais com o correio incluso, sem dúvida bem mais viável.
Seguindo a máxima DIY (do it yourself / faça você mesmo), resolvi desmontar o equipamento e economizar um pouco no conserto pra sobrar uns pilas pra tomar umas cervejas... O passo à passo está aí relatado por mim, um quase artista curioso com absoluto desconhecimento na área da eletrônica...


1- O modelo de soprador que disponho tem quatro parafusos para fixação de sua carenagem externa, com uma chave de fenda "philips" pequena desmontamos e remontamos, na hora da remontagem devemos dar atenção especial aos encaixes das peças e da própria carcaça, que devem ficar bem alinhadas no seu devido lugar... Não preciso nem falar que ele seja manuseado desconectado da rede elétrica, né?

2- A detecção do defeito é feita utilizando um importante aparelho chamado "olhômetro", os casos mais corriqueiros são desgaste da peça, rompimento da fiação (marcontato) ou queima do item...

Os itens que compõem o soprador acima são os seguintes (em ordem dos que dão mais problema aos que dão menos):

-Ventoinha (peça que sopra o ar)

-Interruptor (liga, seleciona a potência/vazão de ar e desliga o aparelho)

-Cabo (conecta à rede elétrica)

-Resistência (aquece o ar)

-Seletor de voltagem (redundantemente seleciona a voltagem)

-Circuito impresso (distribui a fiosarada)

Encontrando o defeito deve-se consertá-lo ou substituir a peça.

3 e 4- A peça que havia se desgastado foi a ventoinha, ela é composta de um "motorzinho" e materiais plásticos e tem um aspecto de grande fragilidade
As hélices, frouxas, se descolaram do eixo do motor...
fiz um reparo com massa "durepox" e funcionou... Até o presente momento por enquanto...

Avaliação "Mastercard"
Valor do conserto: R$ 0,000000...
Tempo médio dedicado: 30 minutos...
Queimar a tela depois de gravada por um descuido com o consertadíssimo soprador: Não tem preço!
 

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